FIA visa cortar arrasto e motor em 4 cilindros
Warm Up
27/06/2007 - 13:34

O Conselho Mundial da FIA reuniu-se nesta quarta-feira (27) em Paris para avaliar as propostas trazidas pela Comissão da F-1 em relação ao regulamento de 2011. Cinco itens foram relacionados: eficiência dos motores, arrasto aerodinâmico, recuperação de energia, combustível e ultrapassagens. E então ficou proposto, sobretudo, que a capacidade e a quantidade de cilindros dos propulsores seja diminuída sensivelmente e o downforce utilizado seja de apenas 50% em relação aos carros atuais.

De posse das premissas, o Conselho analisou que se faz necessária para a F-1 uma daquelas mudanças radicais que promove de tempos em tempos. Max Mosley quer para a categoria uma competição ecologicamente correta, bem como o aumento das disputas em pista, tão raras neste Mundial.

Sobre eficiência do motor, a idéia é que a potência seja reduzida por meio de uma taxa máxima de transferência de energia. Se os propulsores terão seu ciclo restrito, podem contar com o retorno dos turbos. Com isso, a FIA pretende ter um ganho de pelo menos 20% em termos de eficiência térmica. Também visam reduzir a quantidade de cilindros a quatro — atualmente são V8 —, com capacidade entre 1,3 e 1,5 L, sem limite de giros.

A entidade pretende diminuir em 50% o arrasto aerodinâmico e em 40% a potência necessária para manter as atuais velocidades. Juntando ao quesito ultrapassagem, busca eliminar automaticamente o déficit de downforce do carro que vem atrás. A saída seria especificar e fornecer assoalhos próprios, portanto padronizados, e possivelmente outros elementos aerodinâmicos, permitindo um ajuste automático do downforce. Em troca, liberaria os controversos elementos flexíveis, como lâminas e as próprias asas, que serão ajustadas e reguladas.

Outras futuras aprovações envolvem o reuso da energia durante as frenagens e seu aproveitamento, com limites, tanto no eixo dianteiro quanto no traseiro, no momento da aceleração. Além disso, a energia do combustível seria regulamentada. O CO2 emitido teria uma redução pela introdução de gasolina derivada de fontes biológicas adequadas à legislação do tema. Para tal, a taxa de energia seria de 300 kW (quilowatts), incluindo a originada nos escapamentos, de 200 kW quando gerada pelos freios e entre 400 e 600 kJ (quilojoules) nas retas.

Para que toda essa revolução não custe em demasia, a FIA propõe, em outros seis tópicos, que haja homologação e padronização dos componentes e restrições de materiais, de facilidades como túneis de vento e até da quantidade de pessoas e do trabalho nos finais de semana de GP.

A federação ressalta na nota enviada à imprensa que ainda não se trata de uma posição oficial, mas que sirva de consenso e gere discussões entre equipes e montadoras a partir destas propostas.





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