Nestor Valduga, presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional, declarou neste sábado (5) na sala de imprensa do Autodrómo Internacional de Curitiba ao
Grande Prêmio que a "regra do privilégio" sofrerá alteração a partir da segunda etapa programada para São Paulo, em 17 de junho.
Em vez dos 25 melhores do ano passado mais campeão e vice da Light, como estabelece o artigo 20, parágrafo primeiro do regulamento, o grid terá como cativos apenas os dez primeiros colocados do campeonato neste ano. Na prática, então, os beneficiados passam a ser definidos com um terço de temporada, já que tal critério será adotado com base na classificação até a corrida de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
"Nós vamos obrigatoriamente mexer nessa regra simplesmente para que não haja o risco de ter algum piloto do playoff fora", comentou Valduga. "Então, fatalmente, a partir da quarta etapa do campeonato, os pilotos melhores colocados passarão a ter reserva de grid. Serão as mesmas pessoas, no fundo", explicou.
Nestor insistiu que regra semelhante já constava no regulamento. "Isso não é uma novidade. Como a gente nao tinha um excesso de grid, então não aparecia. Está desde 2005", disse. "Todos os pilotos que tivessem participado no mínimo de dez das 12 etapas tinham garantia no grid, por causa da competitividade da categoria", citou.
O dirigente bateu na tecla de que se trata de um alento aos corredores de longa data da V8, certame que classifica como extremamente disputado. "Em São Paulo, com pneu novo, com tomada de ar nova, com gasolina nova, deu uma desalinhada. Nesse intervalo, fizemos uma série de acertos, que já foram implementados, e 31 já estão no mesmo segundo. Então temos de dar uma reserva de mercado para os pilotos que vem participando e que tem contatos de patrocínio longos, de dois ou três anos."
"Você pode escrever o que eu estou dizendo: a partir da terceira etapa isso vai desaparecer. Os 27 estarão entre os 38", vociferou.
No treino classificatório deste sábado, dois pilotos novamente tiraram outros concorrentes por conta da regra: saíram Christian Conde e Alan Chanoski e entraram Mateus Greipel e Thiago Marques. "Uma não dá para entender (a de Marques), que se deu por um problema qualquer. Ele nunca ficou nessa posição. A chance aqui de não substituir ninguém era de 99%."