No Bahrein, Massa vence a primeira em 2007
Warm Up
15/04/2007 - 10:13

AP
Massa acaba com zica e vence, fácil, em Sakhir

O GP do Bahrein seguiu o tom que deram as provas da Austrália e da Malásia: sem muitas emoções e domínio soberano do líder. E se, na ordem, Kimi Raikkonen e Fernando Alonso haviam vencido assim, neste domingo (15) foi hora e vez de Felipe Massa, que tira a uruca e o peso que já se acumulavam sobre seus ombros vermelhos.

Já se esperava, pois, que a prova tivesse grande parte de sua decisão na largada. "Avisado" pela Ferrari de que deveria ser mais agressivo, manteve o primeiro posto oriundo da pole sem muitos problemas e assim deu 57 voltas no deserto. Só deixou de aparecer na frente nos momentos em que parava nos pits.

Não tem muito mais a se dizer de Massa, elogiado pela equipe após a prova via rádio. "Você guiou como campeão", desmanchou-se Jean Todt. "Fantástico", dizia o resto do grupo, que recebeu um "obrigado" do triunfante brasileiro.

A seu lado, naquele momento de comemoração, aparecia Lewis Hamilton. Não apenas acenando, mas aplaudindo Massa. É um piloto, sem dúvida, diferenciado. Que entra para a história com o melhor retrospecto de um debutante na F-1: três pódios. Hoje foi segundo, igualmente soberano.

Kimi Raikkonen, que se aproximou de Hamilton no fim, teve seu desempenho atrapalhado por um chocho Alonso. O espanhol tomou-lhe o terceiro lugar na largada e impediu que o finlandês brigasse com Hamilton e Massa, que sumiram na frente. Só nos pits que houve a inversão das posições.

E Alonso ainda perderia o quarto posto por um espetacular Nick Heidfeld, no ápice de sua carreira que parecia mergulhada no pântano do ostracismo. O alemão da BMW acompanhou Kimi e Fernando o tempo todo, cresceu após a passagem inicial pelos pits e colou no bicampeão. E na curva 4 do circuito, por fora, provocou o transe de Mario Theissen, flagrado com um largo sorriso de uma boca pouco cuidada pelas imagens da TV.

Os resultados aglomeraram Alonso, Hamilton e Raikkonen na liderança do Mundial. Um impensável empate tríplice de 22 pontos, prova-mor do equilíbrio da categoria talvez resultante pela saída de Michael Schumacher. Massa agora tem 17 e traz Heidfeld perto, dois pontos atrás.

Ofuscado, Robert Kubica ficou em sexto. Mal dá para esmiuçar algo de quem mal apareceu no GP. Jarno Trulli, que reclamava para a Toyota que não tinha velocidade em reta, e Giancarlo Fisichella, que não tinha velocidade em lugar algum, beneficiaram-se dos abandonos das velozes Red Bull.

David Coulthard é um piloto de alternâncias. Se na Austrália teve um desempenho lamentável, hoje foi notável. Largou em penúltimo, passou um por um até chegar em sétimo e ser traído pela falta de confiabilidade do carro de Adrian Newey. Mark Webber teve sentimento igual. O australiano vinha em oitavo e ficou a ver areia na cálida Sakhir.

Rubens Barrichello passou a prova a brigar com Ralf Schumacher, outro que é deixado na rua sombria da amargura quando posto em comparação com seu companheiro. Era 16º, 15º, depois 16º de novo, aí caía para 17º... pelos abandonos das RB, e das explosivas Super Aguri de Takuma Sato e Anthony Davidson, acabou em 13º.

Por premência de tempo, os comentários sobre a EcoHonda, que pode ser Eca-Honda, dada a meleca que é o modelo, não serão muito extensos. Hoje mostraram que nem motores duradouros conseguem fazer. O "das explosivas Super Aguri de Takuma Sato" refere-se aos dois motores Honda que viraram fumaça. E fumaça é algo que não deveria vir de uma equipe tão engajada em se preocupar com o nível de oxigênio do ar.

Honda, também, que perdeu um de seus pilotos em poucos segundos: Jenson Button envolveu-se em um incidente com Scott Speed, da Toro Rosso. O choque provocou a entrada do safety-car. E permitiu que o inglês passasse menos vexame.

Final:





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