Em briga acirrada, Massa crava pole-position
Warm Up
07/04/2007 - 04:07

AP


Atualizada às 8h08

O brasileiro Felipe Massa garantiu em sua última volta a pole-position para o GP da Malásia de F-1, em Sepang.

O piloto da Ferrari desbancou o espanhol Fernando Alonso, da McLaren, e seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, com uma volta em 1min35s043. Lewis Hamilton, com o outro MP4-22, fecha a segunda fila.

A terceira fila é alemã: Nick Heidfeld, da BMW, ficou em quinto, enquanto Nico Rosberg, da Williams, roubou o sexto posto de Robert Kubica no final.

Foi a quarta pole da carreira de Massa, que largou na frente na Turquia, no Japão e no Brasil, no ano passado. E não pode ser considerada uma surpresa. O brasileiro, como fizera na Austrália, foi sempre muito rápido nos treinos livres e, desta vez sem problemas (em Melbourne teve um defeito no câmbio), confirmou a boa fase com o melhor tempo na última parte da classificação.

A melhor volta do fim de semana foi registrada na segunda parte do treino, por Alonso: 1min34s057. No grid, o espanhol registrou tempo 0s267 pior que o do brasileiro. A McLaren deu mostras de que a diferença para a Ferrari diminuiu um pouco em relação à primeira etapa do campeonato.

Pequena surpresa entre os dez primeiros foi Mark Webber, da Red Bull, ocupando um lugar que naturalmente seria da Williams, pela atual relação de forças da F-1. Mas Alexander Wurz teve problemas e ficou na primeira degola. O segundo pelotão do grid será aberto pelos dois lamentáveis carros da Renault e seus pilotos não menos inoperantes — somados, Kovalainen e Fisichella não dão um Alonso, é o que devem imaginar os integrantes da equipe. O finlandês, que se manteve a maior parte do tempo no asfalto, larga em 11º. O italiano, uma posição atrás.

A primeira degola eliminou da briga, como era esperado, os dois carros da Spyker, uma "nova Minardi", que ocupará a última fila, e os irregulares Speed e Davidson, além do já citado Wurz. E também Rubens Barrichello, que vive o drama do aquecimento global, do desmatamento, da extinção dos micos-leões, do buraco de ozônio, das altas taxas de emissões de carbono, da elevação do nível do mar e da instabilidade das placas tectônicas sob o Pacífico. Tudo isso sob a carenagem de seu "EcoHonda", que sofre de todos os males acima e ainda é lento como um cágado reumático.

Para piorar, a Honda trocou o motor de seu carro. O que significa dizer que Barrichello terá de experimentar o gosto amargo do fim do grid.

Grid de largada:





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