Felipe Massa confirmou seu favoritismo e o da Ferrari à vitória na primeira etapa do Mundial de F-1 ao fechar na frente o primeiro dia de treinos livres para o GP da Austrália, em Melbourne. Na segunda sessão, realizada com pista totalmente seca — pela manhã choveu, e o asfalto estava molhado —, o brasileiro dominou a folha de tempos com a melhor volta em 1min27s353, colocando 0s397 sobre o segundo colocado, seu companheiro Kimi Raikkonen.
A BMW Sauber honrou sua condição de potencial surpresa da temporada, com Nick Heidfeld em quinto e Robert Kubica em nono. Fernando Alonso, que havia sido o mais rápido no primeiro treino, ainda com a pista úmida, ficou em sétimo, a 0s687 de Massa. Seu parceiro de McLaren, o estreante Lewis Hamilton, não decepcionou. Foi o terceiro, a 0s476 de Felipe. E na frente do bicampeão mundial, que dedicou a segunda parte do treino a testar pneus mais duros.
Já a Renault teve uma quebra com Kovalainen e outra com Fisichella. Mas o italiano, pelo menos, fez uma boa volta no fim e ficou em quarto na classificação geral. O time campeão do mundo mostrou, assim, alguma competitividade.
A sessão ficou interrompida por 15 minutos graças a um acidente com Rubens Barrichello. O brasileiro rodou sozinho e bateu seu Honda na barreira de pneus. “Peguei a grama e perdi o carro”, falou. Não deixa de ser irônico o carro “ecológico” da Honda ser responsável por ligeiro desmatamento num parque de Melbourne. Mas pior do que o vexame de bater sozinho, para Rubens e sua equipe, foi terminar o dia atrás de Anthony Davidson e Takuma Sato, da filial Super Aguri — cujos carros foram pela primeira vez à pista ontem. Na pré-temporada, a equipe usou o modelo do ano passado. Davidson foi o 11º, Sato ficou em 13º, e a dupla da “Hondona” veio a seguir, com Rubens em 14º e Jenson Button em 15º.
Apesar da interrupção com a bandeira vermelha, o treino terminou na hora prevista. Neste ano, em treinos livres, o cronômetro não pára até que a pista seja liberada e os boxes, abertos de novo. Somente na classificação, diz o regulamento, o tempo de uma eventual interrupção é reposto. Nas sessões livres, o diretor de prova pode parar o treino pelo tempo que achar necessário, sem que esses minutos sejam compensados depois.
Resumindo, 15 minutos do segundo treino livre foram perdidos por conta da barbeiragem de Barrichello. O consolo é que as sessões das sextas-feiras, neste ano, têm 90 minutos cada, contra 60 minutos até o ano passado.
A Super Aguri acabou sendo a grande surpresa por não se arrastar lá atrás, mas a Williams também surpreendeu, com Alexander Wurz em sexto e Nico Rosberg em oitavo. A Toyota, que vende motores para a Williams, ratificou a opinião geral de que vai dar vexame em 2007, ficando atrás do time para quem fornece seu equipamento.
Toro Rosso e Spyker, na rabeira, deram a impressão de que serão as equipes mais fracas do grid.
Treino livre 2: