Grandes Entrevistas: Cacá Bueno
Warm Up
18/12/2006 - 11:38



RAFAEL SOLA
de São Paulo

Bruno TerenaForam três anos batendo na trave. O quarto parecia seguir a mesma rota de percalços quando, na etapa do Rio de Janeiro, aplicaram-lhe uma punição. Que veio de pessoas que, num primeiro instante, avaliaram que ele não a merecia.

Cacá Bueno chegou a dizer que não amava mais a Stock. Mas o sentimento ressurgiu quando o piloto cruzou a linha de chegada da corrida final em São Paulo e pôde tirar os cerca de 20 kg de pressão sobre seus ombros. "Tetravice seria demais", brincou.

Um dia depois de conquistar o título, Cacá recebeu o Grande Prêmio para uma entrevista em que fala do início da carreira, a influência da família, a trajetória no automobilismo, as vitórias, os bastidores da categoria, as decepções com dirigentes e os planos para o próximo ano, quando dividirá seu tempo com a TC2000, na Argentina. Um futuro atarefado para alguém que acha que "o importante é competir, desde que seja para vencer".

Grande Prêmio: Você cresceu envolvido com uma pessoa totalmente ligada ao esporte, que é seu pai. Acredita que seguiria outra carreira ou teria de ser esportista, mesmo que não fosse piloto?

Cacá Bueno: Eu acho que seguiria no esporte, sim, mas, diferente do que muitos pensam, a influência dos meus pais foi normal, como em toda família. Todo garoto tem a tendência a seguir o que os pais fazem e meu pai sempre trabalhou com isso. Na minha casa, existia uma "cultura" ligada ao esporte e muito apoiada pela minha mãe, que era adepta de uma vida saudável e sempre levou os filhos para fazer tudo quanto é tipo de aula. Eu e meus irmãos praticamos vôlei, basquete, natação, tênis e até surfe, e isso influenciou toda a família. Tanto que eu e meu irmão somos pilotos e minha irmã trabalha com esporte.

GP: Quando criança, você viajava com seu pai e ia às pistas ver corridas, aos estádios...?

CB: Sim, fui a vários lugares. Freqüentei autódromos, estádios de futebol e ginásios.

GP: E como foi o começo? Você sempre sonhou em ser piloto ou começou como uma brincadeira?

CB: Nós praticávamos vários tipos de esporte, e quando eu experimentei o kart, não digo que foi paixão à primeira vista, mas depois de umas duas ou três vezes, eu já comecei a insistir para ir mais. E eu lembro que falei algo do tipo: "Pai, você está ferrado!" (risos). Mas no início era só pelo puro prazer do esporte, da velocidade. Eu não pensava em ser famoso ou ganhar dinheiro com as corridas.

GP: E você estreou em competições em 1988, com 12 anos. Já era meio tarde, não?

CB: Eu fiquei muito tempo correndo de brincadeira, ia só uma vez por semana, só por diversão. Daí, eu fiz minha primeira corrida na última etapa do Campeonato Carioca de 1988 e fiquei em quinto lugar. Quando todos viram que eu estava andando direitinho, me colocaram para fazer essa prova e eu fui bem. A partir do ano seguinte, eu fiz a temporada inteira.

GP: E nesse ano de 1989, você foi campeão mas perdeu o título...

CB: É. Os organizadores anularam uma corrida em que eu tinha feito a pole e vencido, alegando que não havia o número mínimo de fiscais para que a prova fosse válida. Como forma de protesto, eu e mais alguns pilotos – se eu não me engano, o Duda Pamplona estava entre eles – resolvemos não correr a última etapa e, com isso, eu perdi o título.

GP: Você acha que isso já acontecia por ser filho do Galvão?

DivulgaçãoCB: (risos) Vou contar uma passagem curiosa dessa época. Durante a classificação para uma etapa, houve bandeira vermelha e todos os pilotos tinham direito a dar duas voltas e eu só tinha completado uma quando o treino foi interrompido. Quando minha equipe foi cobrar essa volta a que eu tinha direito, eu lembro que ouvi o comissário dizendo ao meu mecânico-chefe: "Olha, se ele não fosse filho do Galvão, eu até deixaria, mas depois vão ficar falando que eu ajudei e tal. O menino já vai largar entre os primeiros, é melhor deixar quieto." (risos)

GP: É verdade que você ficou alguns anos parado por falta de patrocínio? Ter um pai famoso não ajudava nessas horas?

CB: Sim, é verdade, tive de parar em 1993 e 1994, mas, ao contrário do que muita gente pensa, meus pais não me ajudavam financeiramente. Minha mãe sempre deixou claro que, se eu quisesse seguir a carreira de piloto, teria de correr atrás de patrocínio, porque a família não iria contribuir com dinheiro, apenas com o incentivo moral. E hoje eu vejo que isso foi muito bom porque eu aprendi a dar valor às coisas.

GP: Em 1995, você estreou na Copa Fiat-Uno, ou seja, foi direito para uma categoria de turismo. Você nunca pensou em correr de Fórmula? Não sonhava com a F-1?

CB: Claro, meu sonho era a F-1, como todo menino, mas, até hoje, eu nunca entrei em um carro de Fórmula! (risos). Eu achava legal, mas sempre gostei de carros de turismo também. Quando ia a Interlagos, ficava encantado com as disputas do Ingo (Hoffmann), do Paulão (Gomes). E quando surgiu a oportunidade de andar de Fiat Uno, eu aceitei na hora.

GP: Você correu de F-Fiat e F-Palio quando havia mais opções no Brasil. Hoje, as competições estão acabando no país e não tem mais categoria para formar piloto. Na sua opinião, quais são as causas?

CB: Categoria de Fórmula no Brasil é muito difícil porque é muito caro, o tamanho dos carros não permite muita visibilidade aos patrocinadores, as corridas não têm a mesma quantidade de disputa e de ultrapassagem que você vê no turismo e, principalmente, os nomes são passageiros. O público não consegue se identificar com os pilotos porque, assim que eles se destacam, vão embora em busca da carreira internacional. Eu mesmo, adoro a F-Renault e assisto às corridas, mas não sei o nome de nenhum dos pilotos e isso dificulta na hora de atrair público, patrocínio e divulgação.

GP: Mas tem gente que diz que, em parte, essa diminuição das categorias é culpa da Stock, que centralizou o investimento dos patrocinadores. Você concorda?

CB: Sim, o crescimento da categoria já faz com que muitos kartistas, às vezes os melhores, cientes da dificuldade de correr na Europa, direcionem a carreira para a Stock.

GP: Em 1998, você decidiu ir para a Argentina. Como tomou a decisão? Você foi atrás das equipes ou primeiro veio um convite?

CB: Em 1997, eu fui campeão da Stock B, que é atualmente a Light, pela OWL, do Washington Bezerra, e ganhei sete corridas, fiz sete poles e fui o único piloto da história a ganhar na geral com um carro da "B", que na época andava junto com a categoria principal. Quem nos ajudava na equipe era um argentino chamado Edgard Fernández, que projetou o atual Stock, e ele estava montando um time no campeonato Sul-americano de Super Turismo. Naquele tempo, a Stock não viva um grande momento e esse campeonato era muito mais interessante para os pilotos. Aqui no Brasil, os projetos que eu tinha não deram certo, e eu estava quase desistindo quando o Edgar conseguiu um contrato com a Peugeot e me convidou.

GP: Em 1998, você foi vice-campeão no Super Turismo, conquistou o título no ano seguinte, foi terceiro colocado em 2001 já no TC2000... enfim, tinha um retrospecto muito bom lá. Porque resolveu voltar ao Brasil?

CB: O campeonato de 2001 foi maravilhoso, a Argentina tinha uma moeda muito forte e nós testávamos duas vezes por semana, preparávamos o motor na França e foi um ano de muito aprendizado, muita quilometragem. Para 2002, eu tinha contrato renovado por mais duas temporadas e iria continuar na TC2000, mas o país "desmoronou", fizeram "panelaço" em frente à minha casa e eu voltei para o Brasil. Eu lembro até a data, foi dia 22 de dezembro de 2001. Recebi uma ligação do dono da equipe dizendo que estava fechando as portas por falta de dinheiro e que era para eu procurar meu caminho. No começo de 2002, eu estava a pé, quando veio a decisão de ir para a Stock.

DivulgaçãoGP: E como foi esse retorno ao Brasil? Você recebeu um convite?

CB: Em um primeiro momento, como eu vinha de uma categoria com tração dianteira e bastante tecnologia, eu queria correr no Campeonato Italiano de turismo, que anos depois acabou se transformando no que hoje é o WTCC. Eu tinha quase tudo certo com a Alfa Romeo para ocupar a vaga que foi do Augusto Farfus Jr., mas o acordo acabou não saindo. E foi nessa época que a Stock começou a crescer bastante e várias pessoas ligadas ao automobilismo, como o meu pai e o Reginaldo Leme, me aconselharam a ir para lá. Foi então que eu comecei a ir atrás de patrocínio, a ver quem poderia me ajudar e fui para Curitiba, conversar com o Paulo de Tarso, e ele me arrumou um carro. Eu não tinha patrocínio e usei todo o dinheiro que eu consegui correndo na Argentina. Meu pai, minha mãe e até minha irmã me ajudaram, eu fiz um bom campeonato e as coisas começaram a caminhar bem.

GP: E depois de três vices seguidos, esse título estava engasgado, né?

CB: (risos) Estava mais do que engasgado! Eu tentava passar uma imagem de tranqüilidade e dizia: "Quando tiver de acontecer, vai acontecer", mas, no fundo, no fundo, eu já não agüentava mais chegar tão perto e não conseguir. Eu sempre repito: o importante é competir, desde que seja para vencer. Gosto de disputar de brincadeira quando jogo bola com os amigos, mas aquilo que eu faço pra valer, tem de ser para ganhar.

GP: E na etapa decisiva em Interlagos, quando você recebeu a notícia da punição, apesar da vantagem que você tinha, o que passou pela sua cabeça?

CB: Quando eu vi a placa com o meu número, soltei um sorriso irônico e pensei: "Só pode ser brincadeira, não é possível. Ainda mais depois de tudo o que aconteceu no Rio de Janeiro." Não quero entrar em polêmica, mas o Hoover Orsi me jogou na grama, eu fui para lá para não bater, voltei para o asfalto, ele veio para cima de novo e, daí, eu não ia tirar o carro outra vez. Estava disputando o título! O próprio Orsi, quando desceu do carro, não quis criar tumulto. Eu nunca disse que ele está errado ou que ele bateu em mim, nem sei se ele merecia uma punição, mas ele forçou um bloqueio porque viu que eu já tinha ultrapassado no mesmo lugar e sabia que eu estava mais rápido e, se eu passasse novamente, tinha grandes chances de ganhar a corrida. Ele forçou a manobra na esperança que eu levantasse o pé, mas, como eu não levantei, houve o toque e eu acho que, claramente, foi um acidente de corrida. Mas o que me deixou mais chateado foi que, ao rever na TV, vi que o Rodrigo Sperafico fez a mesma coisa com o Ingo Hoffmann e foi ele o punido. Quer dizer, foi usada uma interpretação completamente diferente para a mesma situação. Então alguma coisa tem de ser mudada ou reavaliada para que episódios como esse não voltem a acontecer. Meu título veio, o que é mais importante, mas seria muito melhor se o campeonato tivesse acabado sem polêmica ou discussão.

GP: Se você não estivesse em uma equipe grande como a Eurofarma-RC, que conquistou o título de Construtores e fez dobradinha no campeonato de pilotos, você pensaria em parar e se dedicar só à TC2000?

CB: Não, por causa do momento que a Stock vive hoje e pelo o que ela me proporciona. Sou profissional, vivo disso, ganho bem para fazer isso, tive o prazer de voltar a morar no Rio, que é a cidade que eu amo, perto dos amigos, da família e isso não há dinheiro que pague. Nunca escondi o carinho que tenho pela Argentina, mas não abandonaria a Stock.

GP: Mas você disse após a etapa carioca que, diante daquela "revisão de opinião dos comissários" e sua conseqüente punição, não amava mais a Stock. Seu sentimento mudou? O título trouxe o amor de volta?

CB: Naquele momento, eu não amava mesmo. Mas eu sempre amei o automobilismo e a velocidade. Estava decepcionado com as pessoas, não com o esporte. Estava mal com algumas coisas que ocorreram, com algumas pessoas dentro da estrutura geral e eu achava que estava sendo prejudicado, que havia um excesso de rigor comigo. Fiquei triste e isso pesou na minha decisão de dividir o meu tempo com outra categoria. Estou contente com o título, mas tem muita coisa que deve ser mudada.

Bruno TerenaGP: E qual é o grande defeito da Stock? O que deve ser mudado?

CB: Em primeiro lugar, tinha de mudar o astral. Existe muita política, há equipes que, misteriosamente, tem muita força. O Amir Nasr, por exemplo, foi um cara que me decepcionou demais neste ano. Ele foi até a direção de prova no Rio para reclamar de um incidente meu com o Giuliano Losacco. Ele não tinha nada a ver com a história! Ele disse que entraria na Justiça sobre a questão do critério de desempate, sendo que todos haviam concordado anteriormente. Fomos agredidos verbalmente por integrantes ou convidados, enfim, pessoas que trajavam o uniforme da equipe dele em Interlagos, na última etapa. Ele tem ótima qualidade técnica, mas foi uma decepção como pessoa. Na Stock, todos olham para si mesmo, não pensam em melhorar a categoria como um todo. Os pilotos precisam entender que nós somos profissionais, vivemos disso e tudo que for positivo para a categoria, será bom para nós. Existe uma comissão de pilotos que busca melhorias e dois daqueles que tinham o privilégio de participar, já que nem todos fazem parte, acabaram abandonando, que foi o caso do Losacco e do Hoover, que tinham força para ajudar. O playoff, por exemplo, não acho justo, mas foi benéfico para a Stock, então eu aceito.

GP: Quais os outros problemas?

CB: Outro defeito é a falta de estrutura oferecida ao público. Antes de ser um esporte, a Stock tem de ser um show. Deveria ser uma atração para a família, como um parque. O pai leva a mulher e os filhos para passear, comprar um brinde, tirar fotos, comer um lanche, ter diversão e, ainda por cima, assistir a uma corrida. Tem de ter melhores instalações de banheiro, lanchonete e arquibancadas. É isso que fará a categoria crescer ainda mais. Acredito que, hoje em dia, a Stock oferece entre 60 e 70% do seu potencial. O Carlos Col está no caminho certo, está fazendo as coisas bem, mas falta um pouco ainda.

GP: Você falou do Amir e disse que alguns times têm muita força. Qual a influência de alguns chefes de equipe dentro dos bastidores?

CB: Não chega a ter influência, mas fazem pressão, existem "panelinhas", e eu não gosto desse tipo de coisa. Eu aprendi a apreciar o esporte devido a sua essência, a idéia de que vença o melhor, mas que todos tentem ganhar dentro das regras. Não gosto de intrigas e discussões. Vou contar uma história que aconteceu neste ano. Umas duas ou três equipes estavam usando um tipo de câmbio diferente e apenas alguns times sabiam. Nós nem tínhamos conhecimento se era homologado ou não, muito menos se era melhor ou pior. Não sabíamos nem que ele existia. Em Buenos Aires, nós descobrimos esse câmbio e, como havia suspeita de que ele poderia ser melhor, corremos atrás para termos esse equipamento também. Nossa equipe e algumas outras conseguiram, mas ele já veio com uma certa evolução nas engrenagens. Então, aqueles times que haviam utilizado o câmbio o campeonato inteiro quiseram nos proibir porque tinha uma engrenagem melhorada. Quer dizer, passaram a temporada toda usando escondido e quando nós tínhamos uma pequena evolução que, no final das contas, não fazia diferença, reclamaram. Por ironia, usei o câmbio, ele teve problemas no Rio e eu acabei voltando ao antigo depois. Por que criar tumulto? É isso que me deixa triste e descontente. Algumas equipes sempre buscam alternativas e caminhos para criar problemas e discussão. Já não tenho paciência para dar ouvido a tanta intriga. Aliás, vou confessar uma coisa: o que me incomoda é a politicagem dentro dos boxes. Quando há provocação por parte da platéia, eu não ligo, até gosto disso. Acho saudável essa relação de paixão com o automobilismo, isso faz parte do esporte e me traz motivação.

GP: Outra questão que levantam sobre a Stock é a quantidade de carro. Qual o tamanho ideal do grid?

CB: Olha, a Nascar tem 43 carros, na Carreteira argentina tem mais de 50. O principal é a qualidade dos pilotos. Até poderia ter menos, cerca de 36, mas não vejo isso como um grande problema para a categoria. O que acontece é que existem pilotos muito jovens e alguns que não estão qualificados para andar e estão correndo. Na minha opinião, todos deveriam passar pela Light, para só depois ingressar na V8, com mais experiência, como estão fazendo o Marcos Gomes e o Daniel Serra.

GP: Você trabalha como instrutor de kart em uma escola no Rio. Diante da falta de incentivo e de categorias, você acha que, se todos os pilotos fizessem o mesmo, o automobilismo brasileiro ganharia nova força?

CB: Na verdade, não trabalho como instrutor, eu dou uma ajuda para não deixar "morrer" o automobilismo carioca, porque destruíram o kartódromo de Jacarepaguá para fazer o circuito oval – que depois deixou de ser utilizado – e agora acabaram com o autódromo. São dois amigos que têm um kart indoor e ofereceram essa estrutura para o curso, que não tem fins lucrativos. O valor cobrado serve apenas para cobrir os custos. Eu penso da seguinte maneira: se eu puder colocar o meu nome para ajudar o esporte que eu amo, vou fazer, com toda a certeza. E existe o exemplo de outros pilotos também. O Ingo Hoffmann tem um instituto, que não é voltado para o automobilismo, mas é um trabalho maravilhoso, como o do Tony Kanaan e do Rubens Barrichello. O Tony, inclusive, deu a maior força para a garotada da Stock Júnior. O Felipe Massa doou um macacão há pouco tempo. Nós, pilotos, somos privilegiados porque fazemos aquilo de que mais gostamos e ganhamos para fazer algo que é o sonho de muita gente. Então, temos de retribuir de alguma forma.

GP: E como você vai conciliar a Stock e a TC2000 em 2007?

CB: (risos) Eu vou fazer 26 corridas. Tirando as férias, terei algo em torno de 11 finais de semana para descansar, mas, no fim das contas, eu não consigo ficar parado mesmo (risos).

GP: E os projetos para correr nos Estados Unidos, continuam?

CB: O projeto ainda existe. Chegamos a ter 98% acertado, anunciamos, mas não deu certo. Tenho uma relação muito boa com a equipe em que corria o Dale Earnhardt, eles gostam do meu trabalho, mas não há interesse por parte dos patrocinadores em ter um piloto que não seja estadunidense. E eu não sairia daqui a não ser que me dessem as condições que me ofereceram na TC2000, com um carro oficial de fábrica, com chances de brigar pelo campeonato. De concreto para o ano que vem, temos a Stock, em busca do bicampeonato e a luta pelo título na Argentina, também.



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