A CBA informou, em nota, na noite desta terça (26) que recebeu uma notificação da FIA para explicar os atrasos nas obras de Interlagos na entrega do autódromo pronto para sediar o GP do Brasil entre os dias 20 e 22 de outubro. A prefeitura de São Paulo tinha até o último dia 18 para cumprir os compromissos assumidos.
O Grande Prêmio apurou que a SPTuris, que administra o autódromo, ainda não resolveu problemas simples como construção de arquibancadas tubulares, pintura de zebra e da área dos boxes, corte de grama, limpeza de bueiros e reforço dos pontos de sinalização.
Na pista em si, apenas uma trinca na Curva da Junção precisa ser analisada.
A confederação brasileira terá de enviar até o fim da semana um relatório à Comissão de Circuitos da entidade máxima do automobilismo para explanar a não-realização de tais requisitos básicos. A prefeitura paulistana é responsável por contrato de fornecer o autódromo pronto e dentro do prazo para o GP.
A FIA resolveu, também, suspender temporariamente a licença do autódromo de Curitiba pelo postergamento na preparação da pista para receber o Campeonato Mundial de Turismo, o WTCC, em julho. Na avaliação do grupo de Max Mosley, a segurança foi ineficaz, sobretudo pela "precariedade das barreiras de pneus".
Assim, o circuito da capital paranaense não pode receber nenhum evento organizado pela FIA. Só será reincluída no calendário internacional somente se os reparos forem feitos com base nas exigências da federação e vistoriados até 31 de dezembro.
"As prefeituras de Curitiba e de São Paulo estão expondo a CBA, os promotores do GP do Brasil e, em conseqüência, o automobilismo brasileiro como um todo a um ridículo internacional", comentou o presidente da CBA, Paulo Scaglione. "Além de Curitiba estar perdendo a etapa do WTCC, mais grave ainda é o risco de o país perder a etapa da F-1.
Scaglione salientou que não se pode esquecer o trabalho feito para recolocar São Paulo no mapa da categoria. "No que dependia da CBA e do promotor do evento, todos os esforços foram feitos e todos os compromissos foram cumpridos."
O dirigente teme que multa semelhante aos organizadores e à federação turca seja aplicada à entidade. "Agora só nos resta aguardar a entrega oficial do autódromo e rezar para que não haja punição idêntica à aplicada ao autódromo de Curitiba", finalizou.