Piquet: Williams e Renault são as secundárias
Victor Martins/Thiago Arantes
11/08/2006 - 00:30

Divulgação
O tricampeão acompanhou de perto a vitória do filho na Hungria
O tricampeão acompanhou de perto a vitória do filho na Hungria
Williams e Renault surgem como segundas opções para a carreira de Nelsinho Piquet em 2007 caso o piloto não consiga um lugar de piloto de testes da Honda. As relações do pai com Frank Williams e Flavio Briatore fortalecem as negociações.

No time inglês, o trânsito de Nelson — campeão mundial pela equipe, em 1987 — seria um fator fundamental. Mas, afundada em uma das piores crises técnicas e financeiras de sua história, a escuderia de Grove precisa de um piloto de testes que injete dinheiro.

De fato, a equipe britânico já tem com estas características o indiano Narain Karthikeyan, segundo “test-driver”, com aspirações a tornar-se reserva imediato de Alexander Wurz e Nico Rosberg no próximo ano. Caso Frank Williams convença o asiático a permanecer em sua posição, a vaga de terceiro piloto fica aberta para Piquet Jr..

A situação na Renault é um pouco mais complicada. O Grande Prêmio apurou que, com a ajuda de Bernie Ecclestone, seu amigo de longa data, Nelson Piquet conseguiu um lugar na equipe campeã do mundo para o filho.

A relação do Piquet pai com o atual chefão da F-1 teve início em 1979, quando o piloto foi contratado por Ecclestone para correr na Brabham. E quase três décadas depois, o vínculo é visto no paddock: a família Piquet é a única que tem acesso livre ao motorhome de Bernie — nem mesmo Michael Schumacher dispõe de tal regalia.

Nelsão pediu que Bernie desse uma mão para que houvesse uma conversa com Briatore, com quem o presidente da FOM também tem laços estreitos. O encontro deu-se em Hungaroring, onde Nelsinho soube bem fazer seu papel na pista, tornando-se o primeiro da história da GP2 a arrebatar todos os pontos possíveis em um fim de semana, 20, e deixando sob pressão o líder Lewis Hamilton, protegé da McLaren.

Mas Flavio, apesar de ter boa relação com o brasileiro, não abriu mais que uma vaga de segundo piloto de testes. O contrato, com timbre da montadora francesa e o aval do diretor, esteve nas mãos da família Piquet, mas não foi assinado.

Com Giancarlo Fisichella assegurado e o novato Heikki Kovalainen praticamente certo, a equipe precisa de um piloto de testes experiente, para formar um trio capaz de brigar com a Ferrari pelo terceiro ano consecutivo. Nelson Ângelo — com ou sem o título da GP2 — não preenche o perfil.

Fato é que, qualquer que seja o caminho que se traçar, o sobrenome Piquet terá — assim como já aconteceu com Hill, Villeneuve, Andretti e atualmente com Rosberg — sua segunda geração na Fórmula 1 em 2007.
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