
Nas últimas corridas, o trabalho de Nelson Piquet tem sido intenso. O tricampeão age para dar ao filho um lugar decente na F-1 em 2007. E, segundo o
Grande Prêmio apurou, a prioridade é fazer de Nelsinho "test-driver" da Honda.
Antes de mais nada, Piquet não quer que o filho já surja como titular em um time qualquer. Seria muita pressão para um garoto que fez quatro dias de testes na Williams e um na Honda, nenhum em 2006.
A especulação de um teste na Super Aguri, que apareceu e sumiu com a mesma intensidade na semana passada, não seria absurdo como chegou a se imaginar. A possibilidade de testar pela equipe tratar-se-ia tão-somente de uma forma de estreitar as relações de Nelson com a fabricante japonesa, muito abalada no ano passado quando revelou o contrato de Rubens Barrichello com a antiga BAR.
Rubens, aliás, seria o principal empecilho. Criticado ferozmente pelo tricampeão, o piloto não vê com bons olhos a proximidade e influência dos desafetos. Gil de Ferran, diretor-esportivo e amigo de Barrichello, sabedor da situação, tentaria evitar uma mistura desagregadora na equipe.

Um atenuante que pode ser decisivo na contração de Nelson Ângelo é o fato de Rubens cumprir, em 2007, seu último ano de contrato com a equipe — talvez o derradeiro de sua carreira na F-1, como já chegou a insinuar. De partida, o ex-ferrarista não teria força política para barrar uma contratação diretamente ligada ao futuro da Honda na categoria.
Na escuderia japonesa, Nelsinho seria o primeiro piloto de testes, com a possível ida de Anthony Davidson para a Super Aguri e a desistência da Adam Carroll do programa de desenvolvimento da escuderia. A posição tornar-se-á fundamental a partir da próxima temporada, com o fim dos terceiros carros às sextas-feiras — os segundos pilotos de testes devem beirar o ostracismo, já que os ensaios serão reduzidos. E foi este o posto que a Renault ofereceu em contrato na Hungria. Por isso Nelsão pediu para Flavio Briatore que engavetasse o acordo.
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