BAR anuncia Barrichello na próxima semana
Warm Up
30/07/2005 - 09:53

Rubens Barrichello não é mais piloto da Ferrari. Na próxima semana, o brasileiro vai anunciar que em 2006 e 2007 correrá pela BAR, equipe que tem como co-proprietária a Honda. Será o quarto time a ser defendido pelo piloto, que começou na Jordan (1993-1996), passou pela extinta Stewart (1997-1999) e desde 2000 corre pelas cores de Maranello.

O contrato de Rubens com a Ferrari teria mais um ano de duração. Mas sua relação com a cúpula ferrarista desandou de vez depois do GP de Mônaco deste ano, onde reclamou publicamente por ter sido ultrapassado pelo companheiro Michael Schumacher na última volta.

Alguns dias depois, alimentou a irritação dos dirigentes afirmando que não considerava mais o alemão seu companheiro. Era final de maio. Ali foi selado seu futuro na equipe.

Mais do que uma decisão própria de sair, pode-se dizer que Barrichello foi convidado a se retirar da equipe. Não havia mais clima para ele nas hostes vermelhas. A oportunidade na BAR caiu do céu. As conversas com o time inglês não são propriamente recentes. Em maio do ano passado, David Richards, então diretor da equipe, deixou escapar que Rubens era seu alvo já para 2005. Houve contatos com o piloto até através da Souza Cruz, subsidiária brasileira da BAT (British American Tobacco, dona da BAR).

Richards saiu, veio Nick Fry e, logo depois, Gil de Ferran para o cargo de diretor-esportivo. Mais um empurrão em Rubens na direção da BAR. Os dois são amigos. O acordo foi costurado nas últimas semanas, quando a ausência de seu empresário, Frederico della Noce, foi notada a partir do GP de Mônaco. No lugar dele, na Alemanha, quem apareceu foi um advogado de Rubens e seu pai, Rubão. Já estava tudo feito. Foram para assinar.

Apressou essa assinatura o fato de Frank Williams ter batido pé pelo direito de ter Jenson Button no ano que vem. A BAR queria que ele ficasse, mas percebeu há algum tempo que não adiantaria brigar. O inglês tem compromisso firmado desde o ano passado. Jenson vem pedindo quase aos prantos para a Williams, que não terá nenhuma montadora como parceira em 2006, liberá-lo para ficar. É só teatro. Ele vai, mesmo a contragosto.

A confirmação do acerto BAR-Barrichello vazou graças a uma indiscrição de Nelson Piquet, que está em Budapeste. Com relações fortes na Honda, ele disse ao jornalista Livio Oricchio, de "O Estado de S.Paulo", que estava tudo fechado entre a montadora japonesa e Rubens. Poucas horas depois a informação foi confirmada por Bernie Ecclestone ao produtor da TV Globo Jayme Brito.

Agora é só esperar o anúncio oficial. Rubens não deu entrevistas logo depois do treino que definiu o grid para o GP da Hungria. Previa-se uma coletiva rotineira para as 16h locais, 11h de Brasília.

A vaga de Barrichello na Ferrari tem três candidatos. Pela ordem de possibilidades, eles são Felipe Massa, David Coulthard e Giancarlo Fisichella. Massa tem como empresário Nicolas Todt, filho de Jean Todt, diretor-geral da Ferrari. Seu contrato com a Sauber termina no final do ano. Estará livre em 2006 e já foi piloto de testes da Ferrari em 2003. Coulthard já renovou com a Red Bull, mas seria uma opção para um "mandato-tampão" de um ano, porque em 2007 o time se reestrutura completamente. Fisichella é uma opção bem mais remota.

Na prática, a Ferrari não está muito preocupada com quem vai assumir o lugar de Rubens. Poderia ser até um boneco inflável. O time trabalha mesmo é para arrumar um substituto para Schumacher a partir de 2007. O nome é Kimi Raikkonen. É só nele que Maranello pensa a partir de agora. O companheiro do finlandês, no futuro, será mais um Barrichello da vida.
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