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Coração Louco usa a verdade do country para contar história de superação

O compositor norte-americano Harlan Howard definiu a música country como três acordes e a verdade. E foi utilizando essa fórmula que o roteirista e diretor Scott Cooper montou seu primeiro longa-metragem, o drama Coração Louco.

Guss de Lucca, iG São Paulo |

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Logo no início da projeção conhecemos a personagem principal do filme, o músico veterano Bad Blake, que apesar do sucesso desfrutado em outra época, amarga uma carreira que se resume a pequenas turnês de bar em bar, utilizando músicos locais como banda de apoio para tocar clássicos a audiências maduras.

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Atuação em "Coração Louco" rendeu a Jeff Bridges elogios da crítica

Enquanto seu antigo pupilo desfruta da fama, Blake assume uma postura arisca e recusa-se a compor canções ou gravar um álbum novo, contentando-se em viver das glórias passadas - mesmo que isso signifique apenas ser reconhecido em uma ou outra loja de bebidas.

Esse é o primeiro acorde de "Coração Louco", que é logo seguido pela aparição da jornalista interpretada por Maggie Gyllenhaal, pela qual o músico se apaixona e por todas as mudanças que essa relação pode ocasionar.

Ao contar uma história de superação, as chances de optar pelo exagero são grandes e tendem a condenar o filme a mais uma história melosa e puritana. No caso de "Coração Louco", a simplicidade com que o tema é tratado o impede de cair nessa armadilha.

Apesar de inspirado em músicos que sofreram muitos reveses, como Johnny Cash e Waylon Jennings, o diretor Scott Cooper não permitiu que Bad Blake fosse retratado de forma caricata, tratando o cantor com as sensibilidade e sobriedade devidas.

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Jeff Bridges e Maggie Gyllenhaal em cena de "Coração Louco"

Blake, por exemplo, não tem dinheiro para pagar todos os drinks que gostaria, mas está longe de encontrar-se na miséria. Da mesma forma, apesar de alcoólatra, o músico veterano não bebe a ponto de desmaiar no palco ou trocar uma garrafa de uísque por uma ¿ nem sempre ¿ bela mulher.

A escalação de Jeff Bridges para viver Blake casa com a direção coerente de Cooper. O ator não apenas interpretou o músico sem exageros ou maneirismos, mas também fez questão de emprestar sua voz para algumas canções do filme, como as ótimas "Somebody Else" e "Fallin' & Flyin'".

Elogiado pela crítica, o trabalho já rendeu a Bridges os prêmios de melhor ator dramático no Globo de Ouro e pelo sindicato dos atores (SAG) - e provavelmente dará ao artista seu primeiro Oscar , após quatro indicações a estatueta. Bad Blake poderia ter sido a redenção de Bridges, caso ele precisasse de uma.

Assista ao trailer de "Coração Louco":

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