A Teta Assustada descobriu cinema há apenas 5 anos - Oscar 2013 - iG" /

Protagonista de A Teta Assustada descobriu cinema há apenas 5 anos

LIMA ¿ A protagonista do filme peruano indicado ao Oscar A Teta Assustada, Magaly Solier, de 23 anos, conheceu o cinema há apenas cinco anos, antes de atuar em seu primeiro filme, e desde então decolou em uma carreira meteórica na sétima arte.

EFE |

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=ultimosegundo%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237947628938&_c_=MiGComponente_C

Divulgação

Magaly Solier fez sua estreia no cinema no primeiro longfa da diretora Claudia Llosa

Em entrevista coletiva com a imprensa estrangeira, Solier lembrou hoje que a cineasta Claudia Llosa a levou pela primeira vez a uma sala de cinema em Lima antes de gravar com ela sua estreia "Madeinusa" (2005). Até então, a atriz "não conhecia absolutamente nada do que é a atuação".

Llosa a conheceu em um parque de Ayacucho, quando Solier vendia comida para pagar as passagens de uma viagem escolar a Machu Picchu, e perguntou-lhe se queria atuar em um filme.

A resposta de Solier foi simples: "sim, por que não?". Um ano depois foi convocada a um elenco para iniciar a rodagem de "Madeinusa", que recreia os costumes pagãos de um povo andino na Semana Santa.

Solier, uma jovem nascida na região andina de Ayacucho, confessou que em "Madeinusa" não sabia como preparar um personagem, mas que depois, em "A Teta Assustada" (2009) teve seis meses para preparar a protagonista Fausta.

Entre os dois filmes, ela atuou em "Planalto", dirigido pelo belga Peter Bronsens, exibido no ano passado e premiado em um festival de Bangcoc. Depois de "A Teta Assustada", ganhador do Urso de Ouro em Berlim, filmou "Amador", do espanhol Fernando León de Aranoa, ainda inédito.

Para preparar sua personagem no filme indicado ao Oscar, a atriz relatou que caminhava sozinha de noite por sua casa de campo em Huanta (Ayacucho), uma zona rural muito distante da cidade.

"Saía de noite descalça para sentir dor nos pés e fingir que essa dor estava na parte íntima do personagem", que tem um trauma pelo estupro sofrido pela mãe durante sua gravidez, na época do terrorismo no Peru.

Além disso, Solier conversou com 3 ou 4 amigas que foram vítimas de abuso sexual em Ayacucho e que deram longos testemunhos. Ela destacou a coragem da diretora Claudia Llosa para pôr na mesa "temas que ninguém quer falar", como os efeitos do terrorismo na população mais vulnerável: mulheres e crianças.

A artista viajará para Los Angeles para a cerimônia de premiação provavelmente em 5 de março com o objetivo de participar dos eventos prévios. Segundo ela, uma empresa de cosméticos doou quatro passagens aéreas para que a equipe do filme comparecesse à cerimônia.

Leia as últimas notícias do Oscar 2010

    Leia tudo sobre: oscarperu

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG