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Produtor de Guerra ao Terror viola regras e envia e-mail pedindo votos no Oscar

LOS ANGELES ¿ Nicolas Chartier, co-produtor francês de Guerra ao Terror, filme candidato a nove prêmios no Oscar 2010, se viu obrigado a pedir desculpas por enviar um e-mail extremamente inadequado aos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

EFE |

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AP

O produtor francês Nicolas Chartier

Segundo o jornal "Los Angeles Times", Chartier enviou na semana passada um e-mail a associados da Academia no qual pedia que votassem em "Guerra ao Terror" na categoria de Melhor Filme e não em "um filme de US$ 500 milhões", em referência a "Avatar", seu grande adversário na disputa.

"Espero que tenham gostado de 'Guerra ao Terror' e, se querem que ganhe, digam aos nossos amigos que votam no Oscar, aos atores, diretores, membros das equipes de filmagem, diretores artísticos, técnicos de efeitos especiais... se todos falarem com um ou dois amigos, nós ganharemos, e não um filme de US$ 500 milhões", escreveu Chartier. "Precisamos que os filmes independentes ganhem, portanto, se acham que 'Guerra ao Terror' é o melhor filme, ajudem-nos!", concluiu.

A mensagem provocou polêmica em Hollywood, já que uma das regras da Academia sobre os filmes candidatos ao Oscar diz que não é permitida qualquer forma de comunicação que tente promover um filme concretamente, fazendo comparações negativas com outros. "Em particular, qualquer tática que destaque uma competição pelos títulos dos filmes está expressamente proibida", afirma a Academia.

Chartier reagiu pouco depois com outro e-mail no qual pedia desculpas por violar as regras. "Minha ingênua ignorância das regras e minha plena estupidez como indicado pela primeira vez não são desculpas para meu comportamento e me arrependo profundamente", afirmou Chartier, produtor do filme junto com Kathryn Bigelow e Mark Boal, diretora e roteirista do longa-metragem, respectivamente.

O produtor também pediu desculpas a quem se sentiu ofendido por seus comentários. "Ser candidato aos prêmios da Academia é uma honra, e eu deveria ter dedicado tempo para ler as regras", acrescentou.

A Academia ainda não se pronunciou sobre uma eventual punição a Chartier.

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