estilista Tom Ford iria dirigir um longa-metragem, muita gente achou que se tratava de um capricho de um milionário entediado. Exibido no http://ultimosegundo.ig.com.br/veneza/2009/09/11/estreia+do+estilista+tFestival de Veneza do ano passado, porém, o filme surpreendeu a crítica, era um dos favoritos ao Leão de Ouro e ganhou o prêmio de melhor ator para Colin Firth, também indicado ao Oscar." / Direito de Amar - Oscar 2013 - iG" / estilista Tom Ford iria dirigir um longa-metragem, muita gente achou que se tratava de um capricho de um milionário entediado. Exibido no http://ultimosegundo.ig.com.br/veneza/2009/09/11/estreia+do+estilista+tFestival de Veneza do ano passado, porém, o filme surpreendeu a crítica, era um dos favoritos ao Leão de Ouro e ganhou o prêmio de melhor ator para Colin Firth, também indicado ao Oscar." /

Indicado ao Oscar, Colin Firth se entrega a paixão perdida em Direito de Amar

Direito de Amar, que estreia nesta sexta-feira (05), é uma das mais gratas surpresas de 2009. Quando se soube que o http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2010/03/04/experimentando+no+cinema+tom+ford+e+sinonimo+de+talento+e+ousadia+na+moda+9417288.htmlestilista Tom Ford iria dirigir um longa-metragem, muita gente achou que se tratava de um capricho de um milionário entediado. Exibido no http://ultimosegundo.ig.com.br/veneza/2009/09/11/estreia+do+estilista+tFestival de Veneza do ano passado, porém, o filme surpreendeu a crítica, era um dos favoritos ao Leão de Ouro e ganhou o prêmio de melhor ator para Colin Firth, também indicado ao Oscar.

Marco Tomazzoni, iG São Paulo |

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Colin Firth apresenta melhor performance de sua carreira em "Direito de Amar"

A história é baseada no romance "Um Homem Só", de Christopher Isherwood (fora de catálogo no Brasil), publicado em 1964 e, por isso mesmo, surpreendente pela forma como aborda o homossexualismo. O professor George Falconer (Firth) é inglês, mas mora em Los Angeles e quer se matar. Desde a morte de seu companheiro de décadas (Matthew Goode) em um acidente de carro, a vida perdeu a cor e Falconer passa o dia 30 de novembro de 1962 ¿ em plena crise de mísseis com Cuba ¿ preparando seu suicídio.

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Tom Ford: o diretor/estilista no set

Esse trágico conto amoroso interessou Ford desde a juventude, e a ficção guarda uma ligação estreita com a realidade: Isherwood escreveu o livro inspirado por seu relacionamento com o artista Don Bachardy (que faz uma ponta no filme) e o próprio Ford está há mais de 20 anos casado com o jornalista de moda Richard Buckley. "A ideia de perder alguém que você ama pode colocá-lo em uma situação na qual você não consegue ver o futuro e passa a viver no passado", declarou o diretor. O personagem de Firth leva essa ideia ao extremo: funesto, se entrega  à inevitabilidade da morte.

Ford, que tirou US$ 7 milhões do próprio bolso para a produção, admitiu ao jornal Guardian não ter experiência alguma com cinema, a não ser assistir a muitos filmes e estudar atuação em Nova York. Mesmo assim, ele assina tanto o roteiro quanto a direção de "Direito de Amar" ¿ tradução terrível do título, copiado de uma célebre telenovela da década de 1980 ¿, e demonstra um talento nato. Boa parte desse sucesso recai na sensibilidade do diretor em conseguir mostrar a imensa paixão de Falconer e seu namorado, através de flashbacks e do turbulento retorno ao presente.

A experiência de Ford como estilista se faz notória na direção de arte e no casting. Os cenários de época são perfeitos, assim como os atores, que parecem ter saído direto de um ensaio de moda. É uma busca pela beleza cotidiana, evidente em uma obsessão por planos fechados, uma ânsia de Ford em focar detalhes ¿ olhos, bocas e cigarros. Se a fotografia do espanhol Eduard Grau é interessante por alternar tons claros e escuros de acordo com o humor do protagonista, o mesmo não se pode dizer da trilha sonora de Abel Korzeniowski, dramática, exagerada.

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A atriz Julianne Moore e o jovem Nicholas Hoult, famoso pelo filme "Um Grande Garoto"

Todo esse caminho passa perto da artificialidade, mas as imperfeições de Colin Firth mantém o espectador com o pé no chão. Veterano de comédias românticas ("Mamma Mia!", "O Diário de Bridget Jones"), o ator ganhou aqui o papel de sua vida. O desespero do professor Falconer num mundo no qual ele não se adapta ¿ pelo amor que foi embora, por uma sociedade hipócrita, belicista e conservadora, pela impossibilidade de sair do armário ¿ é genuíno e comove. O Oscar estaria em boas mãos.

Atenuam a dura realidade do filme a amiga Charley (Julianne Moore, linda e excelente como sempre) e o aluno Kenny (Nicholas Hoult, o ator mirim de "Um Grande Garoto", irreconhecível), que tentam trazer Falconer de volta ao mundo real e mostrar que nem tudo está perdido.

"A moda é muito efêmera", comentou Ford em Veneza. "Os filmes são permanentes, mais até do que as pirâmides. Um filme é o projeto de design mais completo, porque você precisa criar um mundo, os personagens, quem morre e quem vive. E esta é a coisa mais pessoal que já fiz e a mais artística." O agora cineasta também já disse que pretende lançar um novo trabalho a cada três ou quatro anos. Se todos forem como esse, o que ele mostrar nas passarelas vai ficar em segundo plano.

Assista ao trailer de "Direito de Amar":

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