Disputa entre ABC e Cablevision pode deixar milhões sem ver Oscar nos EUA

Washington, 7 mar (EFE).- Mais de três milhões de assinantes da empresa de TV por assinatura Cablevision na região de Nova York ficaram sem o canal ABC devido a uma disputa entre a primeira e a Disney, o que pode deixar esse público sem poder ver a entrega dos prêmios Oscar, que acontece hoje à noite.

EFE |

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A não ser que a Cablevision e a Disney, dona da "ABC", resolvam sua disputa sobre tarifas até o início da transmissão da festa do cinema americano, os telespectadores dessa região não ficarão apenas sem poder assistir à premiação, mas também não verão programas como a série "Lost" e o telejornal "Good Morning America".

A ruptura de negociações entre "ABC" e Cablevision é a mais recente de uma série de disputas similares entre emissoras de televisão e companhias de TV por assinatura - no ano passado, por exemplo, houve confronto entre a Time Warner Cable e a "FOX", da News Corporation.

O Governo americano se manteve à margem de tais disputas e suas negociações, mas alguns legisladores e grupos de consumidores exigiram que a Comissão Federal de Comunicações intervenha para impedir que o público fique sem os canais.

Na manhã de hoje, "ABC" e Cablevision publicaram comunicados nos quais se culpam reciprocamente pela falta de um acordo, mas dizem que as conversas continuam.

"A esta altura, milhões de lares na área de Nova York sabem que Bob Iger, o principal executivo da Disney, manterá a audiência da 'ABC' como refém para tirar US$ 40 milhões da Cablevision", sustentou Charles Schueler, vice-presidente executivo da Cablevision.

Rebecca Campbell, presidente e gerente-geral da "WABC-TV", a geradora da ABC, diz em comunicado que "esta situação ocorre após dois anos de negociações nas quais trabalhamos de maneira cuidadosa, até o último momento, para chegar a um acordo".

"A Cablevision embolsou quase US$ 8 bilhões no ano passado e os novos clientes, mais uma vez, não recebem o que pagam". acrescentou Campbell.

"Já é tempo de Jim Dolan (presidente da Cablevision) e a dinastia Dolan levarem as coisas a sério, serem justos, e fazerem o que é correto para nossa audiência", acrescentou. EFE jab/bba

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