"Discurso do Rei" e tradição saem vitoriosos do Oscar

História contemporânea de "A Rede Social" é preterida pelo convencionalismo do filme sobre a monarquia britânica

Reuters |

Hollywood encontrou um novo grupo de reis reinando sobre o cinema na segunda-feira: os criadores do ganhador do Oscar "O Discurso do Rei", cuja história animadora passou à frente da história moderna sobre nova tecnologia apresentada em "A Rede Social".

"O Discurso do Rei" levou quatro Oscar para casa - melhor filme, melhor ator (Colin Firth), diretor e roteiro - com sua história tradicional de um monarca britânico superando seus demônios pessoais. O filme tem figurinos da época da 2ª Guerra Mundial, sets grandiosos e uma história real que parece transcender o cotidiano.

O filme britânico disputou uma corrida apertada pelos Oscar, os prêmios mais importantes do cinema mundial, concorrendo com "A Rede Social", que relata a ascensão do Facebook, desde um site idealizado em uma residência universitária para sensação na Internet.

Mas a história contemporânea da era digital - e seu elenco de atores jovens, como Jesse Eisenberg - não fascinaram os eleitores do Oscar tanto quanto a saga à moda antiga de "O Discurso do Rei".

"O que chamou minha atenção é a resposta emocional suscitada pelo filme, que parece ter sido algo muito pessoal e diversificado", disse Firth a jornalistas após a cerimônia de entrega dos prêmios.

O ator veterano de 50 anos de idade levou a estatueta de melhor ator, passando à frente de um grupo que incluía Eisenberg, 27, que representou o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. Foi a segunda indicação de Firth e a primeira de Eisenberg.

Natalie Portman recebeu o Oscar de melhor atriz pelo papel de uma jovem bailarina que amadurece em "Cisne Negro".

Nos bastidores da cerimônia, Portman disse que ganhar o Oscar foi "um sonho". E, apesar de já ter atuado em filmes de grande orçamento, com os da série "Guerra nas Estrelas", a vitória no Oscar terá o efeito instantâneo de fazer dela uma atriz mais procurada.

HUMOR SOBRE O PALCO

Como Colin Firth, os veteranos Melissa Leo e Christian Bale levaram os Oscar de melhor atriz e ator coadjuvante por seus papéis em outro filme que relata uma história de modo direto e franco, "O Vencedor", um drama sobre boxe.

Entre os outros vencedores principais estão a comédia familiar "Toy Story 3" (melhor longa de animação), o filme sobre a crise de Wall Street "Trabalho Interno" (melhor documentário) e o trabalho dinamarquês "Em Um Mundo Melhor" (melhor filme em língua estrangeira).

A entrega dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foi acompanhada por muito humor sobre o palco, que ficou por conta dos apresentadores Anne Hathaway e James Franco.

A expectativa era que Franco, 32, e Hathaway, 28 - a primeira dupla de homem e mulher a apresentar o programa - levassem um toque jovem à cerimônia, mas algumas das sequências melhores parecem ter remetido à Hollywood do passado.

Hathaway cantou um número lindo, e depois disso Franco apareceu sobre o palco de vestido e peruca loira, com aparência de Marilyn Monroe - ou, talvez, mais semelhante à de Tony Curtis e Jack Lemmon, quando se vestiram de mulher para contracenar com ela em "Quanto mais Quente, Melhor".

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