Colin Firth é forte candidato ao Oscar em "O Discurso do Rei"

Academia tem tradição de premiar intérpretes da monarquia britânica

iG São Paulo, com EFE |

Divulgação
Colin Firth em "O Discurso do Rei"
O Oscar tem excelentes relações com a monarquia britânica. A tradição começou com Charles Laughton como Henrique VIII em "Os Amores de Henrique VIII" (1933) e agora deve premiar Colin Firth em "O Discurso do Rei". O ator pode seduzir a academia pela particularidade de interpretar um gago, o rei George VI. Helena Bonham Carter, que interpreta a rainha Elizabeth em "O Discurso do Rei", recebeu quase todas as nomeações ao pré-Oscar. Mas o que terá a coroa britânica que fascina os acadêmicos de sua antiga colônia? Será sua perfeita dicção, seu protocolo insuperável ou sua intensa ligação com a história do país?

Laughton inaugurou a honrada lista de intérpretes que ganharam o Oscar ao ser reconhecido em 1933 com "Os Amores de Henrique VIII". O rei que fundou a Igreja Anglicana concedeu ainda uma das sete indicações a Richard Burton em "Anna dos Mil Dias" (1969) - em que Genevieve Bujdol também foi finalista como Ana Bolena - e, como coadjuvante, transformou em finalista Robert Shaw em "O Homem que não Vendeu sua Alma" (1966).

Graças a William Shakespeare, Laurence Olivier foi candidato ao Oscar por dois reis medievais: "Henrique V" - papel que também fez de Kenneth Branagh finalista - e "Ricardo III" (1996), embora já tenha sido premiado ao dar vida a um príncipe fictício e dinamarquês chamado "Hamlet" (1996).

Se os intérpretes de reis britânicos receberam apenas uma estatueta, a situação muda em relação às rainhas. A americana Katharine Hepburn levou o terceiro de seus quatro Oscars ao interpretar Leonor de Aquitânia, rainha consorte da França e da Inglaterra, em "O Leão no Inverno" (1968). Seu trabalho recebeu o apoio de Peter O'Toole, que viveu seu marido, Henrique II da Inglaterra, e, assim como Burton, recebeu várias indicações.

Katharine já havia interpretado Mary Stuart para o cineasta John Ford, um papel que rendeu a Vanessa Redgrave uma indicação ao Oscar em "Mary Stuart, Rainha da Escócia" (1971). Aliás, Vanessa interpretará no próximo filme de Roland Emmerich, "Anonymous", a rainha mais oscarizada, Elizabeth I. Para Judi Dench bastaram apenas 15 minutos em sua pele para ganhar seu único Oscar, em "Shakespeare Apaixonado" (1998). Judi já havia concorrido ao Oscar por retratar com sutileza e elegância o romance da rainha Vitória com um plebeu em "Sua Majestade, Mrs Brown" (1997). Já a "rainha virgem", de Cate Blanchett, ficou em duas ocasiões perto de ganhar o prêmio em "Elizabeth" (1998) e sua sequência, "Elizabeth: A Era de Ouro" (2007).

Helen Mirren interpretou duas rainhas que seduziram a academia: primeiro a rainha Charlotte, em "As Loucuras do Rei George (1994)", que rendeu tanto a ela quanto ao ator que interpretou o rei George III, Nigel Hawthorne, indicações ao prêmio. Doze anos depois, a atriz assumiu um trabalho introspectivo na pele de Elizabeth II em "A Rainha" e levou quase todos os prêmios, inclusive o Oscar.

Apesar de não serem ingleses, outros monarcas foram coroados com a estatueta dourada: Yul Brynner viu seu trabalho recompensado como o rei Sião em "O Rei e Eu" (1956), e, na direção dos herdeiros da coroa, Audrey Hepburn debutou no Oscar com a rebelde princesa de "A Princesa e o Plebeu" (1953). Falando em princesas, a que investiu no meio artístico foi Grace Kelly: recebeu um Oscar por "Amar é Sofrer" (1954) - para surpresa de Judy Garland, a grande favorita - antes de ser coroada princesa de Mônaco.

    Leia tudo sobre: cinemaoscaro discurso do reicolin firth

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG