Atrizes dominam atenções no início da corrida ao Oscar 2011

Especialistas já levantam até 15 candidatas ao prêmio da Academia de Hollywood

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Annete Bening e Julianne Moore, um casal lésbico em "Minhas Mães e Meu Pai"
A corrida para o próximo Oscar começou há apenas seis semanas, mas um tema já está emergindo com clareza: diferentemente da maioria dos anos, em que homens dominam a repercussão crítica em torno de papéis fortes, este ano são as mulheres as mais comentadas em Hollywood.

Desde ganhadoras passadas de Oscar como Nicole Kidman e grandes estrelas como Annette Bening até novatas como Jennifer Lawrence, as mulheres estão tendo perfil forte na tela grande. Alguns observadores de Oscar enxergam até 15 possíveis candidatas às cinco indicações de melhor atriz.

Os especialistas citam várias razões para explicar este "Ano da Atriz" no Oscar. A principal delas é que muitas histórias femininas fortes estão chegando ao cinema, porque as próprias mulheres vêm ganhando influência adicional e conseguindo que seus projetos sejam levados ao cinema.

Os especialistas começam a apontar favoritos nas categorias de indicações ao Oscar com base nos filmes exibidos nos festivais de Veneza, Telluride e Toronto, que geralmente começam no final de agosto e início de setembro.

Na maioria dos anos, os observadores da Academia têm dificuldade na escolha do melhor ator porque geralmente três, quatro ou mesmo os cinco indicados na categoria tiveram performances fortes. Mas a melhor atriz geralmente é escolhida com mais facilidade, já que em muitos anos há apenas uma ou duas favoritas. No ano passado, por exemplo, Sandra Bullock enfrentou pouca concorrência quando recebeu a estatueta por sua atuação em "Um Sonho Possível".

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Nicole Kidman e Aaron Eckhart em "Rabbit Hole"
Agora, porém, a diversidade de temas dos filmes está garantindo chances a várias atrizes. Noções do significado real da família dominam a comédia "Minhas Mães e Meu Pai", em que Annette Bening e Julianne Moore fazem um casal de lésbicas com dois filhos adolescentes.

A britânica Sally Hawkins representa uma operária que luta por salários iguais para as mulheres em "Made in Dagenham", e Natalie Portman foi aplaudida no festival de Veneza pelo papel de bailarina vingativa em "Black Swan", de Darren Aronofsky.

Nicole Kidman é uma mãe enlutada que perde seu filho pequeno em "Rabbit Hole", e Michelle Williams, em "My Blue Valentine", é uma mulher que quer escapar de seu casamento. Jennifer Lawrence está chamando a atenção como teen que fica sozinha para cuidar de seus irmãos menores no drama sobre drogas "Winter's Bone".

E a lista continua: Anne Hathaway ("Love and Other Drugs"), Lesley Manville ("Another Year"), Gwyneth Paltrow ("Country Strong") e Naomi Watts ("Fair Game").

Assim, este ano, quando começar o processo de indicações ao Oscar, a Academia terá muitas atrizes entre as quais escolher, e a dúvida não será "quem está dentro" da disputa, mas "quem fica de fora?".

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