Oposição promete barrar empréstimo da Celg na Assembléia

Operação para saneamento da companhia goiana precisará passar pelo crivo dos parlamentares

Marcello Sigwalt - iG Brasília |

A assinatura do empréstimo de R$ 3,728 bilhões hoje pelo governador Alcides Rodrigues (PP) é o primeiro round de uma queda de braço entre o Governo goiano e a Assembléia Legislativa do Estado.

É que as bancadas dos partidos da oposição (leia-se PSDB e PMDB) prometem lutar unidas pela rejeição da medida.

Para tucanos e peemedebistas, o empréstimo seria danoso ao Estado, uma vez que está sendo celebrado ao apagar das luzes do atual governo, em meio a um ano eleitoral.

É a chamada conta “restos a pagar”, comum na política brasileira, quando um mandatário deixa a conta ao sucessor.

O empréstimo para revitalização da Celg está sendo contratado junto a holding Eletrobras, após três anos de exaustivas discussões.

Oposicionistas temem que os recursos sejam desviados para outras finalidades até a eleição, em outubro.

Alcides rebate: “essa verba é carimbada para a Celg”.

Os parlamentares da oposição não pensam de igual forma.

Eles querem saber porque apenas R$ 1,7 bilhão do montante de R$ 3,728 bilhões contratado será efetivamente gasto na recuperação da Celg.

A lógica dos números, a princípio, não favorece Alcides. Ele precisa de 21 votos para que o projeto seja aprovado.

A oposição dispõe de 20 votos e segue orientação dos, novamente, candidatos ao Palácio das Esmeraldas Marconi Perillo e Iris Rezende.

O atual governador vai precisar se desdobrar para convencer tucanos e peemedebistas a aprovar o empréstimo, fornecendo detalhes sobre prazo de pagamento e taxa de juros da operação.

    Leia tudo sobre: Eleições GOEleições Celg

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG