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    <title>Último Segundo :: Nahum Sirotsky</title>
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    <description>Nahum Sirotsky</description>
    <language>pt-br</language>
    <pubDate>Sun, 22 Nov 2009 23:31:43 -0300</pubDate>
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      <title><![CDATA[Último Segundo :: Nahum Sirotsky]]></title>
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      <title><![CDATA[Mundo das mil e uma histórias]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/22/mundo+das+mil+e+uma+historias++9152150.html</link>
      <description>&lt;P&gt;A História das Mil e uma Noites nasceu no Oriente Médio. É a expressão da rica imaginação dos povos da região. Até hoje ela é analisada e recebe interpretações variadas. E nem a leitura por estudiosos consegue diminuir a sua mágica e emocionante beleza.&lt;/P&gt;&lt;P&gt;Tem as mais diversas raízes na mitologia de antigas civilizações. Uma versão resumida e simplificada diz que o rei descobre-se traído pela mulher e decide ter uma nova virgem em sua cama todas às noites. Manda matá-la em seguida.&amp;nbsp; Sheerazade, a filha do vizir, digamos chefe do governo, decidi enfrentar o destino e ser a esposa da noite. Só que consegue convencê-lo de que pode lhe contar história jamais ouvida. Ele acaba seduzido e com ela vive o resto dos seus dias.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O Irã vem resistindo com incontáveis explicações às promessas sedutoras de vantajosas compensações caso desista de seu suposto plano de se transformar em potencia nuclear. A última recusa foi de plano que tinha o apoio das seis maiores potencias - Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, os cinco com poderes de veto no Conselho de Segurança mais Alemanha.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Ahmadinejad, o presidente do Irã que será hóspede de Lula tem retórica de inimigo mortal de Israel cujo direito de existir ele não reconhece e vai chegou a negar que houve o holocausto, o assassinato de milhões de judeus europeus pelas tropas nazistas de Adolf Hitler. Também circulou que ele proporia ao Brasil um acordo de cooperação no campo nuclear. Os anos passam e o Irã ganha tempo precioso. Não é confiável a previsão de que americanos e israelenses acabarão recorrendo à força. Haverá até o fim do ano um novo pacote de sanções punitivas. Mas é notória a resistência de russos e chineses às punições econômicas mais radicais. O Irã é potência militar e osso duro de roer. Não há ambiente favorável à ação militar nos grandes países, fator com o qual o Irã tem apostado como inspiração para suas histórias de adiar o dia das contas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Seria errado, porém, vincular as gigantescas e impressivas manobras militares iranianos do momento com suas últimas jogadas políticas. Manobras militares são planejadas com grande antecedência. É uma espécie de guerra virtual com objetivos determinados. A aceitar interpretações da manobra &#x96; a maior da história da república islâmica - testam-se táticas e estratégias de defesa das regiões nas quais estariam concentrados os centros de desenvolvimento da tecnologia nuclear. Essas são uma demonstração da força e qualidade de suas tropas. O comando iraniano avisou que qualquer ataque contra o país terá imediata resposta com um bombardeio sobre Tel Aviv ou bases americanas nas proximidades. Seria então um choque de proporções mundiais.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Afirma-se que o Irã contaria com grupos e indivíduos infiltrados por todos os contos dispostos e preparados para o que for necessário. O senador americano já classificou o ato do major-psiquiatra que matou mais de uma dezena de soldados e feriu várias dezenas, em Fort Hood, como terrorista.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Bibi Netanyahu, primeiro ministro de Israel, declarou há dias que país algum vive sob as ameaças que pesam sobre Israel. O Hezbaollah, aliado do Irã, teria dezenas de milhares de mísseis apontados para alvos israelenses. Seria também o caso do Hamas. &lt;BR&gt;E não existe sinais de que os palestinos e israelenses retomarão as negociações de paz. Visitando Mubarak, presidente do Egito,&amp;nbsp; no Cairo, o presidente Peres, sugeriu que empregasse a influência egípcia para convencer os palestinos a retomarem conversações sem condições e que assim &#x93;tudo se resolveria&#x94;. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Num discurso ao seu parlamento em árabe, Mubarak reafirmou que quaisquer atos de ambição israelense sobre Jerusalém Oriental provocaria a pior reação do mundo islâmico, que de passagem, soma em um bilhão e 600 mil pessoas. E que a insistência de Israel em se qualificar como Estado judaico é inaceitável.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Há certo otimismo com relação a liberação do soldado israelense detido pelo Hamas há três ano, em uma troca pela libertação de centenas de milhares de prisioneiros palestinos. Seria uma gota de azeite em um oceano muito instável dos 22 países islâmicos do Oriente Médio. Mais um conto que não é a arquitetura de uma paz.&lt;BR&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 22 Nov 2009 23:30:29 -0300</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Bolhas de ameaças no céu da Terra Santa]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/18/bolhas+de+ameacas+no+ceu+da+terra+santa+9126100.html</link>
      <description>&lt;P&gt;Bolhas não resistem muito aos ventos. Há muitas flutuando, lançadas pelos palestinos e israelenses. Não divertem. Preocupam. O processo de paz não se mexe um milímetro. Obama não conseguiu coisa alguma nesses meses de governo. O conflito se aprofunda.&lt;/P&gt;&lt;P&gt;Em junho de 1967, Israel enfrentou e derrotou forças egípcias, jordanianas e sírias. Ganhou a guerra que ficou chamada de Guerra dos Seis Dias quando ocupou extensos territórios árabes. Chegou-se a um armistício. A questão foi encaminhada para a Assembléia Geral das Nações Unidas na qual tem assento todos os países- membro. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;E encaminhada para o Conselho de Segurança. Parecia que a guerra havia tornado viável um processo que levaria à paz. Lord Cadogan, delegado da Grã-Bretanha, um dos cinco países com poder de veto, depois de muito discutir com as demais potências e países árabes apresentou um texto, a resolução 242 que foi aprovada. Na época, novembro de 1967, criou a sensação de que abria as possibilidades de solução de conflito que vinha de 1948.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A resolução reconhecia &#x93;a preocupação com a grave situação do Oriente Médio&#x94; e enfatizava o fato de ser &#x93;inadmissível a aquisição de territórios por meio da guerra&#x94;. E que os princípios da Carta das Nações Unidas (equivalente a uma Constituição) &#x93;requerem o estabelecimento de uma paz justa e duradoura que incluiria a retirada das Forças Armadas de territórios ocupados no conflito.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Com ela, terminariam todas as demandas e estado de beligerância por causa &#x93;da soberania, integridade territorial e independência de cada Estado, seu direito de viver em paz dentro de fronteiras seguras e reconhecidas, livre de ameaças ou atos de força&#x94;. E prevê &#x93;uma justa solução da questão dos refugiados&#x94;. Tudo muito lógico e insuficientemente definido. Só foi aprovada por ter significados dúbios.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Desde o início o caso da diferença de significado entre um artigo inglês que se traduz por de territórios e francês que implica em um dos territórios ocupados não se decidiu. Um mundo de diferença, pois o inglês não determina a saída de todos os territórios o que a francesa decreta.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Muita coisa aconteceu desde então inclusive umas guerras, o reconhecimento do direito do povo palestino a seu Estado independente, a instituição da Autoridade Palestina como preparação para a independência, duas intifadas ou revoltas palestinas com o aparecimento do homem-bomba, a paz com o Egito e, posteriormente, com a Jordânia, a ocupação de parte dos territórios por assentamentos israelenses. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Jerusalém foi proclamada capital eterna de Israel. E a hipótese da proclamação do Estado palestino ao lado de Israel. A ideia da troca de territórios por paz que permitiu à Jordânia recuperar a Cisjordânia, que entregou sua responsabilidade sobre os palestinos. E muito mais. Mas nunca se chegou a definir fronteiras. Israel vive dentro de fronteiras interinas há 61 anos. Os palestinos argumentam que elas deveriam corresponder à linha que Israel ocupava até as vésperas da guerra de 67.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Não se chegou a um entendimento. As fronteiras de fato não podem ser legitimadas. E se vive em um Estado cuja capital não é reconhecida pelos países com os quais Israel mantém boas relações, que tem suas embaixadas em Tel Aviv e sobem a Jerusalém para seus contatos com o governo judeu.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;E o que se discute neste momento?&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os palestinos demandam dos israelenses que não construam mais nos territórios, inclusive no segmento de Jerusalém que é murado, local ocupado desde 1967. A tese é que quanto mais habitações e assentamentos israelenses houver nos territórios, menos provável será a paz. Sem tal condição os palestinos não concordam em retomar negociações. Israel, ao que se entende, concordaria com uma moratória em que por certo tempo nada construiria, enquanto as negociações fossem retomadas por ambos os lados. E que fossem testadas na prática as possibilidades de um entendimento. Mas determinaram que nada negociariam sobre Jerusalém.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os palestinos jogaram ao céu um balão anunciando que estavam cansados de conversa e proclamariam um Estado independente unilateralmente, isto é, sem prévia negociação com Israel. O balão estourou por promover uma ideia inaceitável até aos europeus e americanos. O balão explodiu, Outra bolha se refere à hipótese de pedirem ao Conselho de Segurança da ONU para determinar as fronteiras entre Israel e o futuro Estado palestino. Inviável. Inclusive porque teria de ser imposta pela força.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os palestinos de Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestina, reconhecida como representante legítima, ficam com a opção entre conversar novamente ou arriscar outra revolta popular, a intifada, tática que Israel derrotou. Existe risco de se botar fogo em todo o Oriente Médio, o que país algum deseja. Mas pode acontecer se Abu Mazen e o Fatah quiserem provar que lideram o povo palestino.&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 18 Nov 2009 20:59:31 -0300</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Israel e Estados Unidos se desentendem seriamente]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/17/israel+e+estados+unidos+se+desentendem+seriamente++9122082.html</link>
      <description>Boa parte da Jerusalém atual foi construída em áreas conquistadas em 1967. A cidade reunificada por conquista militar e lei do Parlamento, o Knesset israelense, teve um primeiro prefeito, Teddy Kolleck, que nela promoveu a abertura de magníficas avenidas e ajardinou vastos espaços, embelezando cada canto do local. A cidade murada e antiga ganhou novos bairros e construções. Trabalhos de arqueólogos chegaram a desencavar a principal avenida de comércio dos romanos e foram restauradas inúmeras lojas, que voltaram a ser um centro comercial só que subterrâneo.&lt;P&gt;Gilo é um dos bairros novos construídos na cidade, expandida por uma arquitetura original. Em torno dele, veio à luz hoje um sério desentendimento entre Israel e Estados Unidos. A prefeitura da cidade autorizou 900 novos condomínios. O porta-voz da Casa Branca distribuiu a declaração de que o governo Obama &#x93;estava consternado&#x94;.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Bibi Netanyahu, chefe do governo de Israel, reagiu declarando &#x93;que se dispunha a reconsiderar a autorização de construções na Cisjordânia, a Margem Ocidental do Jordão. Mas que não aceitaria restrições a construções em Jerusalém&#x94;.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Gibbs, porta-voz de Obama, disse em um lamento que &#x93;em um momento em que nos empenhamos a promover a retomada dos diálogos de paz tal ação pode unilateralmente esvaziar nosso empenho&#x94;.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O caso Gilo surpreendeu, pois se imaginava que o bairro não ficava num espaço palestino, dizem os israelenses. É um bairro judeu. Sabe-se, porém, que isso foi discutido em várias oportunidades em encontros entre autoridades israelenses e americanas, na semana que passou. E acabou vazando por fontes não identificadas. Bibi teria dito aos americanos que uma coisa é adiar construções na Cisjordânia e outra em Jerusalém, a capital. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os ingleses vieram em apoio aos americanos, dizendo que &#x93;um acordo possível tem de abranger uma ação de compartilhar Jerusalem com os palestinos. A decisão relativa aos novos condomínios em Gilo dificulta a solução do conflito, pois é território palestino. É errada.&#x94;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Saeb Erekat, negociador-chefe dos palestinos, por sua vez, qualifica a decisão como inaceitável e que &#x93;não adianta falar de paz&#x94;. Erekat é um dos dirigentes palestinos que tem dito que a ideia de uma solução de dois países morreu. O prefeito da cidade qualificou a reação americana de discriminatória. A lei israelense não permite diferenciar entre judeus e árabes. &#x93;A posição discrimina os judeus o que é proibido em qualquer país do Ocidente&#x94;, disse o prefeito.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Ele ainda afirmou que construções para árabes e judeus continuarão sendo autorizadas. A controvérsia é em torno de decisão da Comissão Municipal de Planejamento. Não se começou a construir coisa alguma. A cada dia mais se radicalizam as posições israelenses e árabe-palestinas. Talvez, se o gênio que vive na lâmpada de Aladim existisse, ele poderia conseguir promover um entendimento.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Pessoas normais não enxergam luz alguma no final do túnel de confusões e desentendimentos e nada além de escuros obstáculos, aparentemente, insuperáveis.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 17 Nov 2009 21:28:44 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/17/israel+e+estados+unidos+se+desentendem+seriamente++9122082.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Há muito otário aguardando para ser enganado]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/15/ha+muito+otario+aguardando+para+ser+enganado+9093995.html</link>
      <description>TEL AVIV - Num hotel de Nova Iorque, o governo faz leilão de pertences pessoais de Bernard Madoff, o rei dos vigaristas que está preso após ser condenado a 160 anos. A cena me levou de volta dezenas de anos a um dos meus fracassos jornalísticos resultantes de ignorância. Revi e ouvi Alves Pinheiro, chefe de reportagem de O Globo, provavelmente o maior, ou no mínimo, um dos maiores da história da imprensa brasileira, me dizendo para procurar um americano num asilo de miseráveis e entrevistá-lo: Carlos Ponzi. Fui à Santa Casa do Rio e me levaram num dos muitos leitos onde estava um homem envelhecido, magérrimo, pequenino, cego de um olho e quase sem forças. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&#xD;
&#xD;
E, ao que me lembro, acordou com meu inglês ao qual respondeu com forte sotaque italiano. Às minhas perguntas banais, disse ter sido dirigente de empresa aérea italiana e que não pudera sair do Brasil no começo da guerra. Que ficara a zero. Tivera má sorte, pois fora rico e ficara sem nada. Nunca fora bandido, mas vítima de intrigas. Perdera fortuna nos Estados Unidos por ser traído. Pouco depois da minha visita, ele seria entrevistado por um repórter de diário americano cujo texto teve repercussão internacional. Eu perdera vergonhosamente a oportunidade de uma grande reportagem com o inventor da pirâmide, golpe que inspiraria 50 depois a Madoff, maior vigarista de todos os tempos.&#xD;
&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&#xD;
&#xD;
&#xD;
Há poucos dias, li que fiscais da Comissão de Câmbio e Valores dos Estados Unidos (Securities and Exchange Comission) tinham tido varias oportunidades de deter o golpe e que Madoff estranhara que os investigadores que a SEC enviara para verificar o estado das finanças dele nunca chegaram pesquisar nada a sério. Afirma que bastaria atenção para descobrir que não tinha contabilidade de coisa alguma. O esquema Ponzi, em linhas gerais, consiste em garantir altíssima renda a dinheiro aplicado que se paga usando dinheiros de novas aplicações. Forma-se uma pirâmide, pois, no fim, faltam aplicadores. Mas, no caso de economia gigantesca como a americana, passam-se anos até faltar dinheiro novo.&#xD;
&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&#xD;
&#xD;
&#xD;
H.David Kotz, encarregado de investigar o caso Madoff depois de descoberto, reuniu 6.157 paginas de entrevistas e documentos durante dez meses de trabalho que comprovam como a SEC tinha falhado. Seu trabalho mostra como é fundamental a maior competência nos órgãos reguladores. Por incrível que pareça, não se encontrou evidência alguma que as falhas e lapsos tinham sido propositais, inspirados por suborno. &#xD;
&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&#xD;
&#xD;
&#xD;
Obama prometeu corrigir isto, mas ainda não consegiu. Nas informações, recolhidas fica claro, por exemplo, que Madoff demorou a ser apanhado, pois sendo figura de conceito em Wall Street os inspetores não ousaram imaginar fosse vigarista. Em 2006, chegaram a pedir senha de certa operação que acabaria com tudo. Era sexta-feira. Prometeu para segunda-feira. Não voltaram para pegá-la. &#xD;
&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&#xD;
&#xD;
&#xD;
Durante dez anos, circulando no meio dos bilionários das finanças, Madoff enganou milhares de pessoas e empresas. Foi o maior golpe da história. Outros menores foram descobertos. É provável que grandes empresas tenham empregado variações da pirâmide como parece ter sido o caso da queda do negocio imobiliário. E isto já custou trilhões de dólares à economia internacional que ainda não saiu inteiramente da crise.&#xD;
Nunca falta gente para acreditar no mais incrível. A internet tem muitas ofertas. Há dias me comunicaram ter saído vencedor de milhões numa loteria aleatória. Pediam apenas meus dados principais para providenciarem a remessa. &#xD;
&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&#xD;
&#xD;
&#xD;
O golpe dos Nigerianos rende muitos milhões todos os anos. É sempre o mesmo e não faltam otários que perdem tudo. É certo não esquecer que boa parte das informações que usei foram encontradas em textos de Diana B. Henriques e Peter Travers cujas biografias estão no &#x93;Google&#x94;. São dois colegas americanos que souberam fazer as perguntas certas. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&#xD;
</description>
      <pubDate>Sun, 15 Nov 2009 22:22:16 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/15/ha+muito+otario+aguardando+para+ser+enganado+9093995.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Confusões intrapalestinas podem resultar em ordem nova]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/12/confusoes+intrapalestinas+podem+resultar+em+ordem+nova+9082010.html</link>
      <description>TEL AVIV - Um&amp;nbsp;conflito intrapalestino&amp;nbsp;foi&amp;nbsp;evitado&amp;nbsp;com decisões&amp;nbsp;de Abu Mazen. O líder do Fatah, Frente de Libertação Palestina, suspendeu eleições marcadas para&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; janeiro. A Frente de Resistencia Islâmica, Hamas,&amp;nbsp;&amp;nbsp; não&amp;nbsp;estava autorizada a&amp;nbsp;participar&amp;nbsp;e&amp;nbsp;já o havia&amp;nbsp; qualificado de traidor.&lt;P&gt;O Fatah é o grupo que domina a Cisjordânia onde&amp;nbsp;vivem acima de dois e meio milhões de&amp;nbsp; palestinos sob o sistema secular da Autoridade Palestina. O&amp;nbsp;presidente Abu Mazen, herdeiro do poder de Yasser Arafat, morto de&amp;nbsp; inexplicada&amp;nbsp;enfermidade num hospital francês há&amp;nbsp;cinco anos.&amp;nbsp; &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O aniversário da&amp;nbsp;morte daquele que foi&amp;nbsp;o&amp;nbsp;maior líder na história do movimento palestino, que transformou em Organização e&amp;nbsp;promoveu o reconhecimento do direito palestino a um estado próprio,&amp;nbsp;foi marcado&amp;nbsp;&amp;nbsp; com cerimônias diversas. Mas na Faixa de Gaza&amp;nbsp;onde domina o&amp;nbsp;Hamas&amp;nbsp;&amp;nbsp; as comemorações foram proibidas. Fatah e&amp;nbsp;Hamas&amp;nbsp;estão&amp;nbsp;rompidos.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Abu Mazen anunciara que deixaria a&amp;nbsp;função&amp;nbsp;decepcionado&amp;nbsp;com a parente&amp;nbsp;inviabilidade de retomada do processo&amp;nbsp;de paz. Concretizada&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; a demissão&amp;nbsp;haveria a disputa entre dirigentes do&amp;nbsp;Farah para substitui-lo. E hipótese&amp;nbsp;dos palestinos&amp;nbsp;de Abu Mazen&amp;nbsp;desistirem de negociar&amp;nbsp;uma paz e&amp;nbsp;consequente&amp;nbsp;possível extensão da autoridade de Israel&amp;nbsp;à&amp;nbsp;Cisjordania. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os palestinos&amp;nbsp;em poucos anos se&amp;nbsp;transformariam em maioria com a probabilidade de assumirem o governo em eleições ou&amp;nbsp;obrigando Israel&amp;nbsp;a criar um estado aparteid com&amp;nbsp;os judeus dominando&amp;nbsp;a maioria árabe e o fim do sistema democrático de governo. E&amp;nbsp;hipótese&amp;nbsp;dos&amp;nbsp;palestinos&amp;nbsp;&amp;nbsp; cisjordanos&amp;nbsp;se entenderem com o&amp;nbsp;Hamas podendo surgir um estado&amp;nbsp; islamita&amp;nbsp; inaceitavel aos judeus. E&amp;nbsp; reação armada do mundo árabe ao redor&amp;nbsp;em favor do estado que surgiria.&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Eleiçoes sem Hamas&amp;nbsp;poderiam resultar na proclamação da Faixa de Gaza numa Palestina fundamentalista.&amp;nbsp;Em síntese, eleições&amp;nbsp;como era&amp;nbsp; pretensão de Abu Mazen ameaçariam a&amp;nbsp;paz&amp;nbsp;em todo o Oriente Médio e&amp;nbsp; incentivariam segmentos muçulmanos radicais a se expressarem por meio da guerra de terror. Mas&amp;nbsp;afastada a&amp;nbsp;questão eleitoral&amp;nbsp;as&amp;nbsp; probabilidades de&amp;nbsp;grandes agitações&amp;nbsp;ficarão congeladas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; |Adiadas as eleiçoes&amp;nbsp; e&amp;nbsp;&amp;nbsp; Abu Mazen&amp;nbsp; no poder,&amp;nbsp; paradoxalmente,&amp;nbsp;&amp;nbsp; podem&amp;nbsp;&amp;nbsp; ser&amp;nbsp;&amp;nbsp; fator de irresistivel pressao&amp;nbsp;&amp;nbsp; sobre&amp;nbsp; Estados Unidos&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; e&amp;nbsp; outras das grande potencias,&amp;nbsp;&amp;nbsp; para&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; excercerem pressoes&amp;nbsp;&amp;nbsp; mais decisivas sobre&amp;nbsp; Israel e&amp;nbsp; palestinos para&amp;nbsp; retomarem&amp;nbsp;&amp;nbsp; as conversações de paz. .&amp;nbsp; Enquanto se&amp;nbsp; conversa&amp;nbsp; não se briga&amp;nbsp;&amp;nbsp; e existem esperanças de&amp;nbsp; entendimento. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Nao&amp;nbsp; consegui&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; v erificar se&amp;nbsp;&amp;nbsp; Abu Mazem&amp;nbsp; manterá sei programs&amp;nbsp; de visita ao Brasil,;.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por&amp;nbsp; curiosa&amp;nbsp; coincidencia&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lula&amp;nbsp; anunciou&amp;nbsp; que&amp;nbsp; virá&amp;nbsp;&amp;nbsp; a´ regiao para visitar&amp;nbsp; Israel, Autoridade palestina, Libano,&amp;nbsp; Jordania em março proximo.&amp;nbsp; Se confirnada desta vez&amp;nbsp; o que será&amp;nbsp;&amp;nbsp; sua primeira&amp;nbsp; v nda a Israel como&amp;nbsp; presidente brasileiro- ele aqui esteve&amp;nbsp; como lider&amp;nbsp; sindical- chegará&amp;nbsp; no principio&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; de&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; um contexto&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; em que se estará&amp;nbsp; conversando sobre soluções de conflitos.Mas&amp;nbsp; não se&amp;nbsp; afasta&amp;nbsp;&amp;nbsp; a hipotese de&amp;nbsp; ambiente&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; de desentendimentos&amp;nbsp; com armas. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Onde&amp;nbsp; nasceram&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; as religiões&amp;nbsp; monoteistas&amp;nbsp;&amp;nbsp; e as historias&amp;nbsp; das mil e ums noites&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; convive-se&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; com&amp;nbsp;&amp;nbsp; expectatitivas&amp;nbsp;&amp;nbsp; do imprevisivel e&amp;nbsp; inesperado.., &lt;BR&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 12 Nov 2009 22:59:35 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/12/confusoes+intrapalestinas+podem+resultar+em+ordem+nova+9082010.html</guid>
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    <item>
      <title><![CDATA[Algo de estranho no Oriente Médio]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/11/algo+de+estranho+no+oriente+medio+9068972.html</link>
      <description>A visita do presidente de Israel, Shimon Peres, ao Brasil vem repercutindo na mídia local além do costumeiro. Ele ignora seus 85 anos e viaja pelo mundo representando, talvez, o melhor relações públicas de Israel. &lt;P&gt;Não lembro repercussão semelhante em tempos recentes. E reações tão imediatas. Ele declarou ao Congresso Nacional, praticamente como um convite, que Israel está pronta a negociar a paz com a Síria sem precondições. O presidente Assad, da Siria, declarou, nesta quarta-feira, que não tem precondições para negociar com Israel. E acrescentou que, &#x93;não temos condições, mas direitos que não abandonaremos&#x94;.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Ben Eliezer, Ministro da Indústria e do Comércio, em uma primeira recepção a Ahmed Celikkol, designado embaixador da Turquia, declarou que &#x93;a Turquia tem um importante papel a desempenhar nas relações de Israel com os povos da região&#x94;. Os embaixadores designados devem apresentar suas credenciais ao presidente do país que está em visita ao Brasil. Ben Eliezer tem viagem marcada para Ancara, capital turca, acompanhado da delegação de alguns dos mais importantes empresários israelenses, no fim desse mês. Disse ele que a Turquia precisa servir como mediadora entre Israel e palestinos para que se possa retomar as negociações de paz.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Os países mantêm um intercâmbio anual de cerca de dois bilhões e meio de dólares. A Turquia tem um governo islamita e há fortes sinais de um renascimento da fé muçulmana fundamentalista em seu povo. O país está em um processo de aprimoramento de suas relações com o mundo árabe, próximo do Oriente Médio e muçulmano em geral, do qual vivia relativamente afastado por desejar se incorporar à União Europeia. É uma liderança aceitável.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Os turcos se irritaram. Existem obstáculos explícitos e outros escondidos a serem superados para serem aceitos como europeus, A ilha de Chipre é dividida entre uma república do Chipre grego e a parte turca. O território grego é parte da Europa e seus cidadãos têm direitos reservados aos europeus. Mas não é o caso da Turquia e, alega-se que seria por uma resistência de Ancara. Os turcos têm uma longa lista de serviços ao ocidente. Foram fundamentais em ambas as Guerra Mundiais por dominarem o Dardanelos e se tornar um obstáculo ao livre movimento da Marinha soviética. Mas ainda assim não é parte da Europa. Embora não admitido publicamente, o verdadeiro motivo é sua população de cerca de 80 milhões de muçulmanos que receberiam livre entrada e saída e todos os direitos concedidos aos europeus já temerosos da crescente população de fé islâmica. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestina, será hóspede do Brasil em poucos dias. A Autoridade Palestina foi criada por Yasser Arafat, líder que transformou os palestinos numa força política e militar, que pretendiam constituir as bases das estruturas necessárias ao Estado palestino independente. O processo foi interrompido com o assassinato de Ithzak Rabin, então chefe do governo de Israel e nunca foi retomado com aspectos decisivos até agora. Nesta quarta-feira, os palestinos relembraram a morte de Yasser Arafat num hospital em Paris. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;Abu Mazen que havia anunciado a decisão de deixar a presidência, o que poderia ser o fim da possibilidade da retomada das negociações e uma etapa muito explosiva na região, liderou as homenagens ao líder morto deixando a impressão de ter mudado de ideia quanto às suas funções. Ele terá algo de fundamental a dizer em sua visita ao Brasil que vem tentando se afirmar como força política entre as grandes potências, que já não podem mais ignorar as deliberações referentes ao mundo em geral.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;O que realmente acontece nos bastidores das grandes potências é um segredo preservado entre poucos. Bibi Netanyahu, chefe do governo israelense, realizou um encontro de quase duas horas na Casa Branca com o presidente Obama. Ao que constava ele foi a Washington com a expectativa de ser recebido, mas sem garantia devido à agenda lotada do presidente americano. Bibi saiu animado ao encontro de Sarkozy, da França. Algo de muito importante aconteceu na reunião com Obama. Algo que terá deixado o quadro um pouco animador.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Falando a seu povo em sua capital Ramallah, situada nos territórios ocupados, Abu Mazen declarou: &#x93;o povo palestino e a liderança palestina não perdem as esperanças nem se deixam dominar pelo desespero. A nossa revolução é a mais difícil e talvez a mais longa da história. Mas no fim atingiremos nossos objetivos&#x94;, ser um Estado palestino independente. Ele fez as acusações de praxe a Israel e reafirmou sua condição de só voltar a negociar, se o governo israelense congelar seus planos de construções nos territórios ocupados. Mas não disse uma palavra sobre desistir. Fechou as portas sem trancá-las. Em diplomacia, significa uma oportunidade que permanece possível.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Na sua maioria, os muçulmanos e em geral os árabes são da seita sunita mais tradicional. Os turcos são uma potência moderna quando comparados aos outros países muçulmanos da região. Dos Estados Unidos, as demais grandes potências tentaram ser moderadores de soluções para a questão de Israel com a Síria e de Israel com os palestinos. Fracassaram.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Mas o ambiente que existe é de extrema tensão. É quando pode se explodir ou se abrir caminhos que estabeleçam tranqüilidade. Os turcos querem arriscar pois ganhariam a copa da diplomacia.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Algo foi combinado entre Bibi e Obama, que talvez favoreça ao menos a opção por conversar. A paz entre católicos e protestantes irlandeses demorou 700 anos e foi realizada. Tudo é possível. Os turcos conhecem o Oriente Médio, que foi parte do seu grande império derrotado em 1918. E têm sido bons aliados de Israel.&lt;/P&gt; </description>
      <pubDate>Wed, 11 Nov 2009 20:48:00 -0300</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Irã e Síria constroem novo Oriente Médio]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/05/ira+e+siria+constroem+novo+oriente+medio+9030258.html</link>
      <description>Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, não mostra sinal de preocupação com a pressão para que responda às potências sobre a proposta por meio da qual não teria condições de produzir uma bomba nuclear no país em um tempo previsível. Nem se deixou impressionar pela captura, nesta quarta-feira, de um navio transportando vasta quantidade de armas do Irã, que Israel afirma serem arsenais sírios e do Hezbollah, a organização xiita libanesa.&lt;P&gt;Por incrível que pareça, o presidente iraniano recebeu uma carta de Barack Obama, presidente dos EUA, na data em que 4 de novembro, dia em que o Irã relembra o ano de 1979, quando começou a tomada do poder pela revolução islâmica, e também em que a embaixada dos Estados Unidos foi invadida por estudantes que fizeram reféns diversos funcionários americanos. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A carta do presidente americano, que exerce mais pressão pela transparência do programa nuclear iraniano, fala da expectativa de futura normalização das relações entre os países. É a tática de Obama para resolver questões internacionais por meio da diplomacia, que até o momento não mostrou resultado.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mas, mais importante ainda, foi o encontro de Ahmadinejad com o ministro sírio. O líder iraniano declarou ao Ministro do Exterior, Walid Mualem, que as condições no Oriente Médio estariam mudando em favor de seus países.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&#x93;Considerando que as condições na região estão mudando em favor do Irã e Síria e as potências agressivas estão a caminho do declínio, os dois países devem se coordenar para tomarem grandes decisões&#x94;, disse Ahmadinejad. &#x93;Se a coordenação da política entre eles for bem realizada, outros países da região se reunirão a eles e um grande e insuperável poder surgirá no Oriente Medio&#x94;, acrescentou.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O ministro sírio respondeu que &#x93;as relações entre Irã e Síria são tão fortes que nenhum país ou força poderia separá-los&#x94;.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Muslen manteve encontro com o negociador do Irã para questões nucleares. &#x93;Somos os engenheiros de novo Oriente Médio. E não precisamos de instruções de países que não fazem parte da região&#x94;, disse ele.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A Síria e o Irã são aliados íntimos e têm interesses comuns. Para eles Israel é o inimigo. Uma agência de notícias iraniana informa que o país apoia o Líbano e o Hezbollah, ambos xiitas, no conflito com Israel. O Irã investe e implementa vários projetos econômicos na Síria, que acolhe um intenso turismo iraniano. Qual nível de potência os dois países pretendem construir no Oriente Médio? Para que? Especular é simples. Querem um Oriente Médio Islâmico, sem ser conspurcado por nao-crentes. O único país não muçulmano é Israel.&lt;BR&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 05 Nov 2009 20:51:38 -0300</pubDate>
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      <title><![CDATA[Dia de muitas surpresas no Oriente Médio]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/05/dia+de+muitas+surpresas+no+oriente+medio+9025951.html</link>
      <description>O dia foi de muitas notícias no Oriente Médio. Hillary Clinton, a secretária de Estado dos EUA, deu uma tropeçada na visita a Israel da onde seguiu para o Marrocos e sentiu as dores de falar além do conveniente. &lt;P&gt;Em Jerusalém ela disse que nada tinha contra Israel continuar seu programa de construções de habitações nos centros urbanos israelenses já existentes, exatamente o que teria de desagradar os palestinos e mundo árabe. Não deu outra, bastou para não obter progresso algum em suas conversas com os palestinos, sua recepção pelas lideranças árabes no Marrocos, para onde seguiu, foi gelada. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;Então, acrescentou uma ida ao Cairo para um encontro não programado com antecedência com Mubarak, o presidente egípcio, e aproveitar a oportunidade para esclarecer que fora mal entendida em Jerusalém. Não, os Estados Unidos não aprovavam as construções. Imagino que Obama - o que não confessará- terá tido sentimento de insatisfação com o resultado, provavelmente contentamento com o tropeço dela&lt;BR&gt;cuja posição terá sido enfraquecida.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Abu Mazen,o presidente da Autoridade Palestina, aprofundou sua resistência a retomar negociações de paz com Netanyahu, de Israel.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;As coisas na Assembleia Geral da ONU caminham contra Israel o que era previsível. São 58 votos de igual número &lt;BR&gt;países islâmicos que a maioria dos países prefere não desagradar.A Assembleia Geral da ONU vai aprovar o relatório sobre Gaza que condena Israel. Em Ancara, capital da Turquia, nação islâmica com a qual Israel mantinha excelentes relações até a guerra de Gaza, estudantes turcos jogaram tomates no embaixador de Israel pela primeira vez numa manifestação favorável aos palestinos.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;O pior aconteceu no mar. A marinha de Israel , provavelmente graças a bom serviço de inteligência, deteve um cargueiro super carregado de containeres, que encaminhou a um porto israelense.Verificou-se que os containeres levavam carga de armas do Irã que seriam para os arsenais sírios e do Hezbollah. Os porta-vozes israelenses afirmam que eram suficientes para um mês de guerra do &#x93;Partido de Deus&#x94;. Continha mais mísseis do que o total utilizado para o bombardeio da região norte do país durante o ultimo confronto, prova de que o Irã armava seus aliados, declararam.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;A industria bélica do Irã é da mais alta qualidade. O país mantém um milhão de homens em armas. Mas a questão não ficou ai. O general Amos Yadlin, diretor dos Serviços Militares de Inteligência, arma cuja competência representa a diferença entre vitoria e fracasso nos combates, anunciou que a Frente de Resistência Islâmica que domina Gaza,o Hamas, testou foguete com o alcance de 60 quilômetros que pode atingir Tel Aviv, o principal centro industrial e comercial maior centro cultural de Israel.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;O diário &#x93; Jerusalem Post&#x94; especula que teria sido contrabandeado e que o Hamas teria arsenal mais poderoso do que na época da guerra de Israel com Gaza. Especula que o míssil é uma reserva para a hipótese indesejável por Israel e o Hamas de um novo confronto. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;O contrabando entra por túneis entre o deserto do Sinai e Gaza. Estima-se que sejam 600 nos quais trabalhariam 15 mil palestinos. O governo montado pelo Hamas tem um Ministro dos túneis para autorizá-los e operado mediante certas taxas. São um grande negócio na Faixa que vive sob o cerco de Israel e Egito. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;O JP afirma que lado algum quer novo confronto. Fawzi Barhum, porta-voz do Hamas, distribuiu declaração na qual, sem desmentir ou confirmar que existe a nova arma, acusa Israel de usar a informação para influir no debate sobre o relatório que terá lugar das Nações Unidas esta semana . Não posso esquecer que forças armadas existem para evitarem guerras para as quais sempre se preparam.&lt;BR&gt;&lt;/P&gt; </description>
      <pubDate>Thu, 05 Nov 2009 05:50:50 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/05/dia+de+muitas+surpresas+no+oriente+medio+9025951.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Papa reclama do Irã e Espanha tem partido islamita]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/01/papa+reclama+do+ira+e+espanha+tem+partido+islamita+8995013.html</link>
      <description>Curiosa coincidência. O Papa pede ao Irã mais liberdade de prática aos católicos e nasce na Espanha primeiro partido&amp;nbsp;Islamico... O Papa aproveitou a apresentação de credenciais do novo embaixador iraniano - Vaticano e Teerã&amp;nbsp; mantém relações diplomáticas há 50 anos - para urgir que fosse melhorada a situação de todas as minorias cristãs. &lt;P&gt;A noticia é da Agência Press, que escreve que &#x93;grupos de direitos humanos e governos ocidentais afirmam que cristãos no Irã, como outras minorias, incluindo judeus e seguidores da seita zoroastra, sofrem prisões e discriminações até quando procuram trabalho. Os Estados Unidos consideram que o País preocupa pelo abuso dos devotos&#x94;. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em 1979, existiam 300 mil cristãos no Irã. Estão reduzidos a menos de 25 mil, segundo censo de 2005, divididos entre caldeus, armênios e igrejas latinas. Um diplomata reclamou à Sua Santidade&amp;nbsp; pelo que chamou de islamofobia no Ocidente - o que existe.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O &#x93;O Revolucionário&#x94;,&amp;nbsp; portal de internet de esquerda revolucionária espanhola, informa que foi criado em Granada o &#x93;Renascimento e União&#x94;, por muçulmanos e convertidos. &#x93;O primeiro partido político islâmico da Espanha que pretende ganhar prefeituras num período de 30 anos&#x94;. E, &#x93;além de disputar ministérios e a Presidência do governo&#x94;.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Chamando de diário global da esquerda revolucionária da Espanha, &#x93;O&amp;nbsp; Revolucionário&#x94; - quem quiser saber mais procure em Google - cita José Antonio Penã Ramos, da&amp;nbsp; Faculdade de Ciências Políticas e Administrativas de Granada, supostamente um especialista. O mestre lembra de tentativas&amp;nbsp; fracassadas de se criar partidos islâmicos. E lembra que o &#x93;Renascimento&#x94; se diferencia por ter ambições nacionais. Já há um plano de uma central em Madrid. Os criadores visam atrair minorias que desejem defender seus direitos. Não precisam ser muçulmanos. Boa tática.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Houve reações na comunidade. Traduzindo do &#x93;O Revolucionário&#x94;, representantes muçulmanos granadinos não compartilham do entusiasmo dos criadores do partido, pois este impediria que muçulmanos se integrassem. Não seria&amp;nbsp;compatível com a Taqqlya, que&amp;nbsp; permite ocultar a fé em&amp;nbsp; inferioridade até a hora de converter El Dar Al - Harb (território infiel) em Dar Al-Islam (território do Islã), &#x93;porque, para os muçulmanos, todo o Planeta Terra é uma grande mesquita, desde&amp;nbsp; que se possa rezar em Kaaba, a pedra idolatrada pelos maometanos&#x94;.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O portal de &#x93;O Revolucionário&#x94; reclama que nenhum dos grandes partidos espanhóis expressou qual seria a sua atitude frente qualquer partido religioso. Rejeitam iniciativas que estimulam sectarismos. &#x93;Só a Esquerda Unida&#x94;, protestou. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Sei que a noticia da criação do partido é verdadeira. Mas não posso afirmar o mesmo sobre a Taqqlya, o direito de dissimulação e o propósito de eleger chefe de governo dentro de 30 anos. Al-Andaluz era o nome da Espanha quando foi&amp;nbsp;&amp;nbsp; conquistada pelos muçulmanos, que Isabel e Fernando, católicos, reconquistaram em fins do século 15. As minorias muçulmanas têm hoje forte presença por toda a Europa.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre: &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=minorias+mu%E7ulmanas" target=_top&gt;minorias muçulmanas&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 01 Nov 2009 18:50:01 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/11/01/papa+reclama+do+ira+e+espanha+tem+partido+islamita+8995013.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[A paciência estratégica de Hillary]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/31/a+paciencia+estrategica+de+hillary+8991079.html</link>
      <description>TEL AVIV - Antes de se fechar em reunião com o chefe de governo de Israel, Hillary Clinton e Bibi Netanyahu abriram curioso precedente. Concederam uma entrevista coletiva antes de conversar, como se soubessem antecipadamente o que iriam decidir. Nunca aprendi a escrever sobre elegância femina. Mas não posso evitar de destacar que a da secretaria de Estado americano é invejável. É uma linda mulher. Cada frase que diz é uma confirmação de sua inteligência e charme difíceis de resistir. Cunhou na hora, respondendo às perguntas da mídia, que "o presidente e eu temos paciência estratégica". Esta nunca tinha ouvido antes: paciência estratégica e&amp;nbsp;autocontrole para jamais esquecer que o objetivo é de convencer interlocutores, público e mídia.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Os colegas americanos e europeus tentaram forçá-la a manifestar decepção com os resultados de suas conversas com Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestina, que&amp;nbsp;surpreendeu não só a ela como a todos que acompanham o conflito quando declarou que não aceita negociar com Bibi sem prévio compromisso dos israelenses para suspender suas atividades de construção até nos centros urbanos judeus já implantados na Cisjordânia. E exige que sejam suspensos todos os planos e iniciativas israelenses em Jerusalém oriental, conquistada na guerra de 1967 &#x96; ou reconquistada como afirmam judeus. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Ela foi a Abu Dhabi com as esperanças de convencer Abu Mazen a retomar negociações de paz com Israel. Obama imaginou que enviando a secretária de Estado seria bem-sucedida onde seus enviados especiais nada conseguiam. Hillary não superou a teima de Abu Mazen, que provavelmente endureceu posição, pois o Hamas, a Frente Islâmica de Resistência, avança na opinião pública palestina. São inimigos. Hillary saiu de mãos vazias. Mas, pela paciência estratégica enfatizou que os lados sempre colocam posições que são as bases para negociar. &lt;BR&gt;Bibi Netanyahu qualificou as demandas de Abu Mazen como coisa nova. Ele está pronto a retomar negociações sem precondições para se chegar à solução de dois Estados, um árabe e outro judeu, lada a lado e em convivência pacifica. Estado judeu o qual pais árabe algum reconhece em Israel, imaginando talvez que, como um estado como qualquer outro será possível assumi-lo no tempo pelo voto. Nem Abu Mazen do Fatah, nem o Hamas, nem o Hizbolá, aceitam seja estado judeu.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Ai perguntou-se a Hillary sobre Afeganistão, de onde Hillary disse ter voltado convencida de que haverá nova eleição com dois candidatos --e já existem dúvidas. Mais fortes foram as perguntas sobre Irã, que ainda não deixou bastante clara sua posição face à proposta apoiada pelos cinco países membros do Conselho de Segurança com poder de veto e Alemanha, os chamados cinco mais um. Disse ela que estavam unidos na determinação de impedir o Irã de ter sua bomba. E aí disse "que temos negociado, mas paciência tem limites". &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Depois de conversar com Bibi, ela viaja para o Marrocos onde terá uma reunião com as lideranças do mundo árabe para saber ate aonde cooperarão para a solução do conflito israelense - palestino e a solução da questão do Irã cuja possível ascensão à potência nuclear é encarada como grave problema. Além de tudo, o Irã é xiita, enquanto a maioria dos árabes é sunita. É só acompanhar o noticiário para se verificar nas matanças como são incompatíveis. E como esse mundo médio oriental é complexo demais para a compreensão dos estrangeiros, principalmente os sem origem islâmica. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 31 Oct 2009 22:58:37 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/31/a+paciencia+estrategica+de+hillary+8991079.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[O assassinato que impediu a paz]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/28/o+assassinato+que+impediu+a+paz+8966954.html</link>
      <description>Em 1995, parecia que se aproximava a paz entre Israel e Palestinos. Foi quando o assassinato do então primeiro-ministro, Itzhak Rabin, preencheu o lugar da esperança com o luto de todo o povo israelense. Um estudante de direito de pequena estatura, magérrimo, de aparência realmente insignificante conseguiu se aproximar dele no instante em que deixava um gigantesco comício em que se cantavam os novos tempos. Atirou e o matou. &lt;P&gt;Ygal Amir está em isolamento, preso pelo tempo máximo permitido por lei. Mas a punição nunca supera a força do crime. Foram figuras fisicamente insignificantes que assassinaram o presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy e, pouco depois, seu irmão Robert, candidato à presidência. Foi também uma figura fisicamente insignificante, um estudante, que assassinou o príncipe herdeiro do Império Austro-Húngaro e precipitou a Primeira Guerra Mundial. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Há muitos casos semelhantes na história do mundo. São os insuspeitos na aparência os piores. Quem imaginaria que um ator frustrado assassinaria o Abraham Lincoln, um dos maiores presidentes da história americana, dentro do teatro. Hoje, Israel homenageou a memória de Rabin que, como militar, foi um de seus grandes heróis e como político enfrentou as resistências de extremistas da ultradireita para abrir caminho para um acordo de paz sabendo dos riscos que corria.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A história não se faz de suposições. A hipótese de que se não tivesse morrido haveria a paz não conta. Não houve, nem há. São tantos os obstáculos que não se pode prever quando acontecerá. As pesquisas indicam que é desejo das maiorias. Mas sonhos não rompem barreiras. Nem boa vontade.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Enumero apenas alguns dos problemas para os quais a solução não exige maiorias.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os palestinos estão divididos em duas partes. A Cisjordânia, onde governa Abu Mazen do Fatah, que defende a hipótese de um Estado apoiado em leis seculares e reconhece o direito de Israel existir - a hipótese de um Estado israelense ao lado de um palestino na mesma terra sagrada. E a Faixa de Gaza governada pelo Hamas, islâmicos que querem um país sob as leis do Alcorão. Os grupos têm relações rompidas. Portanto, não existe uma única voz com quem negociar.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mas, mesmo os palestinos do Fatah, querem uma Palestina com as fronteiras que existiam em 1967, antes de Israel vencer a chamada Guerra dos Seis Dias, conquistando o Sinai, do Egito, a Cisjordânia e a parte murada de Jerusalém, a antiga cidade, que estava sob domínio jordaniano, Golã.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Desde então, houve a guerra de 1973, duas com o Líbano, dois levantes palestinos, e as Intifadas, caracterizadas por luta com atos terroristas, como homens-bomba, e a paz com a Jordânia e o Egito.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mas na área que a Jordânia recebeu de volta de Israel e entregou aos palestinos, assentaram-se cerca de 350 mil israelenses, que construíram cidades modernas, implantaram universidades, indústrias, centros agrícolas. Jerusalém antiga foi anexada e unida à moderna com uma lei declarando a unificação como definitiva e toda a cidade como capital de Israel. Não há apoio para a uma nova divisão da cidade da qual as legiões de Roma expulsaram os judeus há dois mil anos. Os palestinos se recusam a receber terras israelenses para compensá-los pelas ocupadas pelos colonos, cujas lideranças não admitem a hipótese de saírem de onde se encontram. A hipótese de conflito entre israelenses caso seja forçada a retirada não é remota.&lt;BR&gt;Israel quer que os palestinos o reconheçam como um Estado judeu. Os palestinos e o mundo árabe rejeitam tal definição. O que parece uma discussão primária, na verdade representa uma decisão de vida ou morte. Sem ser qualificado de Estado judeu, Israel se abre para pressões irresistíveis do retorno dos milhares de palestinos exilados, que hoje somam milhões. Israel, um Estado democrático, possibilitaria a tomada do poder pelo voto, pois os muçulmanos logo seriam maioria. Entre os povos não há a tradição de confiança. São sempre minorias as mais politicamente ativas. E existem minorias que não concebem a coexistência. Não existem obstáculos naturais entre a terra palestina e Israel.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Obama anunciou no início de seu governo que promoveria a paz em dois anos. Passados dez meses as possibilidades do entendimento só diminuíram. Os lados sequer se comunicam. A necessidade de uma solução pacífica é cada vez maior, pois não faltam condições para confrontos. No Sul, em Gaza, há o Hamas com arsenais supostamente poderosos, tropas treinadas inclusive de homens-bomba prontos para o suicídio, No Norte, o Hezbollah aterrissa dezenas de milhares de mísseis capazes de atingirem as maiores cidades de Israel. O Partido de Deus tem Forças bem mais preparadas e motivadas. E a Síria que parece querer conversar, é aliada do Irã, que aparentemente não desiste de ter a bomba.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Obama não aposta mais em enviados especiais que, até agora, não produziram nada. Quem vem aí, como apoio total do presidente americano, é Hillary Clinton, a secretária de Estado, em primeira visita desde a eleição presidencial. O mar não está para peixe.&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 28 Oct 2009 20:59:43 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/28/o+assassinato+que+impediu+a+paz+8966954.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Cinquenta e seis países muçulmanos versus Israel]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/26/cinquenta+e+seis+paises+muculmanos+versus+israel+8943982.html</link>
      <description>TEL AVIV -&amp;nbsp; A Organização da&amp;nbsp;Conferencia&amp;nbsp;Islâmica de 56 países muçulmanos com sede na Arábia Saudita promete reunião em Jeda, talvez no próximo fim de semana, para discutir o que chama de ação&amp;nbsp; de Israel. O ministro da Informação (comunicação social da Jordania), um dos dois países árabes com acordo de paz com&amp;nbsp;Israel, o outro sendo o Egito, Nabi Sharif, diz que o que acontece é ilegal e "criará&amp;nbsp;mais violência".&lt;P&gt;O governo&amp;nbsp;sírio, acusa&amp;nbsp;Israel&amp;nbsp;de "dessecrar a&amp;nbsp;sagrada mesquita e elogiou aqueles que a defenderam. Invadir a&amp;nbsp;mesquita proibindo acesso&amp;nbsp; a ela foi ato de Israel para judaisar Jerusalem&#x94;, divulgou a agência&amp;nbsp; oficial de notícias de Damasco, SANA, e demolir&amp;nbsp;o templo.&lt;BR&gt;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Outras&amp;nbsp; notas&amp;nbsp; circularam. Mahmoud Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestina, instituição criada para servir&amp;nbsp;de autoridade central interina&amp;nbsp;até se firmar a paz e proclamar o estado palestino independente, insiste que Israel "corre o risco de atravessar a linha vermelha" que significa&amp;nbsp;precipitar uma guerra. Abu Mazen é lider da Frente Palestina de Libertação Nacional, Fatah, secular, que&amp;nbsp; reconhece o direito de&amp;nbsp;Israel a existir. Está rompida com a Frente Palestina de Resistência Islâmica, Hamas, que&amp;nbsp;domina em Gaza e não&amp;nbsp; aceita a existencia&amp;nbsp;do&amp;nbsp;estado judeu com o qual&amp;nbsp;está em estado permanente de guerra. O líder&amp;nbsp;político do Hamas, Khaled Mashal, que vive exilado na capital síria, declara : "que o destino de&amp;nbsp;Jerusalem será determinado pela&amp;nbsp;força, nunca por nergociação". Acusa&amp;nbsp;"que os israelenses&amp;nbsp;querem&amp;nbsp;dividir a mesquita e não é tudo, querem realizar cerimonias religiosas na área em preparação&amp;nbsp;para a&amp;nbsp;sua demolição e construirem no local o Templo, referência ao templo de Salomão de milhares de anos.&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Circulou&amp;nbsp;que grupo de fundamentalistas judeus&amp;nbsp;da ultradireita,&amp;nbsp;pretendia entrar na&amp;nbsp;mesquita a força. Os rabinos ortodoxos logo recordaram que&amp;nbsp; judeus estão proibidos de&amp;nbsp;pisar na&amp;nbsp;área. Só poderão fazê-lo quando vier o Messias que aguardam há milhares&amp;nbsp;de anos e&amp;nbsp;purificaria&amp;nbsp; o local.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Na colina do Templo foram construidos o primeiro Templo pelo rei Salomão para ser a Casa de Deus, o local onde seriam preservadas para a eternidade as rochas&amp;nbsp;que Moisés trouxera do&amp;nbsp;monte Sinai, os andamentos. O de Salomão foi destruido numa das muitas invasões de Jerusalem.&amp;nbsp;Ezra e Nahmias reconstruiram &#x96; no liderando judeus de&amp;nbsp;retorno&amp;nbsp;do exílio na Babilonia. Também destruído. O Terceiro, magnfico segundo tradição, foi construído&amp;nbsp;por Herodes&amp;nbsp;e destruido quando legiões romanas lideradas por Tito (em Roma o Arco de Tito&amp;nbsp; comemora tal feito) ocuparam&amp;nbsp;e arrasaram Jerusalem construindo no local Aelia Capitulina, uma nova cidade que desapareceu no tempo e&amp;nbsp; renasceu Jerusalem.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os&amp;nbsp;muçulmanos chamam a&amp;nbsp; Colina do Templo de Sagrada&amp;nbsp;Magnifica Esplanada, pois&amp;nbsp;na sua tradição foi donde Maomé ascendeu a&amp;nbsp;Alá, Deus, de quem começou&amp;nbsp;a receber a revelação do Corão, o livro sagrado do Islã, processo&amp;nbsp;completado ao fim de 25 anos. E&amp;nbsp;al Aksa, a&amp;nbsp; mesquita mais distante&amp;nbsp;de Meca na época, terceiro lugar mais&amp;nbsp;sagrado&amp;nbsp; do Islã, foi&amp;nbsp; ocupado em 1.099&amp;nbsp; por Cruzada que a transformou&amp;nbsp;em Igreja cristã&amp;nbsp;até&amp;nbsp;ser reconquistada por Saladino, grande general e líder&amp;nbsp; muçulmano.&amp;nbsp;Na Esplanada, mais&amp;nbsp;tarde construi-se&amp;nbsp;a mesquita de Omar, a&amp;nbsp;da rocha e&amp;nbsp;cúpula de&amp;nbsp;ouro. A rocha seria&amp;nbsp;aquela&amp;nbsp;na&amp;nbsp;qual Abraão,&amp;nbsp; patriarca de monoteismo,&amp;nbsp;pretenderia oferecer seu primogênito em sacrifício a Deus para demonstrar seu amor.&amp;nbsp;Isaque, dizem os judeus, Ismael, afirmam os muçulmanos. Veio o anjo e determinou o sacrifício de um cordeiro,&amp;nbsp;e nasceu a expressao o cordeiro de&amp;nbsp;Deus.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Por um desses azares, ou sorte de jornalista,&amp;nbsp;estava perto quando&amp;nbsp;vi subir um grupo de turistas que me disseram serem franceses.&amp;nbsp;Pouco depois subia&amp;nbsp;a polícia. Os turistas teriam sido&amp;nbsp;confundidos com judeus que subiam&amp;nbsp;para&amp;nbsp;rezar em local a eles proibido pelos muçulmanos. Os turistas foram retirados sob proteção policial e chuva de&amp;nbsp;pedras.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Além de desejos anunciados por pequeno grupo&amp;nbsp;de ultra-direitistas judeus, nada&amp;nbsp;ouvi de fonte alguma sobre pretensão israelense de invadir o al Aksa. O&amp;nbsp;estado judeu tem os maiores cuidados no que se relaciona aos lugares santos&amp;nbsp;de todas as fés que se concentram na parte murada da cidade.&amp;nbsp;Não&amp;nbsp;quer desagradar a nenhma. Aqui era adido&amp;nbsp;a embaixada do Brasil&amp;nbsp;quando Jerusalem foi conquistada em 1967. Não&amp;nbsp; vejo&amp;nbsp;atitude alguma que me convença&amp;nbsp;do&amp;nbsp;contrario. Seria burrice fatal.&amp;nbsp; &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Todo o israelense conhece o significado de el Aksa para o bilhão e meio de muçulmanos. Existem, sim, grupos que desejariam provocar uma inflagração maior. O pequeno grupo de&amp;nbsp;judeus fanáticos confiantes que estão protegidos por Deus. Grupos&amp;nbsp;muçulmanos&amp;nbsp;que não duvidam possam se&amp;nbsp;impor decisivamente aos judeus. E o que acontece é oportunidade para ações de propaganda ou de outros tipos&amp;nbsp;contra Israel. Os exageros agitam&amp;nbsp;a massa&amp;nbsp;muçulmana&amp;nbsp;cujos sentimentos anti-israelenses&amp;nbsp;são muito intensos. Obriga governos árabes&amp;nbsp;a&amp;nbsp;satisfazê-la com&amp;nbsp;seus protestos.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A tranquilidade&amp;nbsp;nas fronteiras&amp;nbsp;interna&amp;nbsp; e externas de Israel está sempre&amp;nbsp; por um fio. Ou dependendendo, como agora, do que se decidirá no&amp;nbsp; caso do&amp;nbsp; Irã. Um fio que se pode romper de um momento para o outro.&amp;nbsp; Como tantas&amp;nbsp;vezes&amp;nbsp;aconteceu. &lt;BR&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 26 Oct 2009 23:58:20 -0300</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[O mundo assustado com o Rio de Janeiro]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/25/o+mundo+assustado+com+o+rio+de+janeiro+8933999.html</link>
      <description>TEL AVIV&amp;nbsp;&#x96; Dubai, um dos sete emirados do Golfo Arábico, é a cidade mais segura do mundo. Não há crime, e por incrível que pareça, nem drogas. A lei é duríssima e a liderança é excepcionalmente inteligente.&lt;P&gt;Por todos os cantos operam bandos de traficantes extremamente violentos. Com a droga transformada em bom negócio, os bandos em Israel, famílias como chamam, dão muito trabalho a policia. Praticam todas as espécies de crimes. Mas, a guerra pelo controle da droga, do lado mexicano da fronteira com os Estados Unidos é a mais violenta conhecida. Fala-se de milhares de vítimas por ano. Os Estados Unidos são o maior mercado mundial consumidor de todos os tipos de drogas. A coca vem, via México, por todos os meios e exportada da Colômbia, a maior produtora mundial. A heroína do Afeganistão, maior produtor mundial de papoulas e ópio.&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;BR&gt;Lembro dos morros do Rio em dias mais tranquilos. No morro dos Macacos estive pela ultima vez levando um pivete que tinha tentado me assaltar. A Delegacia do Menor lá ficava por decisão de algum governante imbecil. Sitiada por inimigos de morros próximos como a Mangueira. Mas nunca vi nada como derrubada de helicóptero e 45&amp;nbsp; mortos. Na mídia internacional fala-se de 20 mil assassinatos cometidos no Rio por ano. Em cerca de 9&amp;nbsp; anos de guerra no Iraque e Afeganistão não morreram dez mil&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; soldados. Em oito guerras não somam 20 mil vítimas as perdas de Israel.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A guerra mais violenta atual acontece entre grupos de seitas muçulmanas opostas. Não se tem números exatos de sunitas e xiitas que se mataram. Há um dia num atentado em Bagdá, Iraque, dois homens-bomba se fizeram explodir e mataram mais de 150 sunitas e fizeram dezenas de feridos. Os sunitas são 90% por cento dos muçulmanos, e os que afirmam cumprem a religião como herdadas de Maomé, o profeta. Os xiitas, menos de 10%, cumprem rituais que os sunitas qualificam de heresia. Muçulmano que morre em suposta defesa da pureza do Islã, matando infiéis, os que não praticam a fé, são shaids, mártires. E recompensados&amp;nbsp;&amp;nbsp;com imediata ascensão ao Paraíso, a uma vida ideal. Não sei como chamar os muçulmanos que assassinam uns aos outros, pecado na Shaaria, a lei da religião. Mas é guerra que cansou a mídia. A do Rio teve o maior destaque. Lembrou-se que é campeã mundial. É terrorismo que não se descobriu como derrotar.&amp;nbsp; &lt;BR&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 25 Oct 2009 22:22:50 -0300</pubDate>
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    <item>
      <title><![CDATA[Obama pode ser driblado pelo Irã]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/24/obama+pode+ser+driblado+pelo+ira+8927941.html</link>
      <description>TEL AVIV&lt;STRONG&gt; -&lt;/STRONG&gt; O Irã sabe jogar o jogo das relações. Por exemplo, num edifício em Haia, Holanda, esquecido do mundo, funciona há uns 30 anos um Tribunal Americano-Iraniano de Direitos Alegados (Tribunal of Claims), numa tradução de quem não tem&amp;nbsp;&amp;nbsp; vocabulário apropriado como eu. Em 1979/80 concordaram em criar o Tribunal logo após acordo sobre a liberdade a cidadãos americanos feitos reféns pela revolução islâmica que assumiu o poder. Integrado por 9&amp;nbsp; juízes, 3 americanos, 3 iranianos e 3 de outros países por mútua escolha, o tribunal ouve e decide sobre a justiça de direitos a indenizações que cidadãos e países alegam possuir em função de negócios e dívidas que ficaram em suspenso devido a terem rompido relações.&lt;P&gt;Trinta anos e ainda se está longe de se concluir os processos. Ao que informam, em grande parte devido ao jogo de corpo iraniano de sair pela tangente. Mas são anos que no edifício holandês delegados&amp;nbsp; americanos e iranianos se encontram cara-a-cara. E ninguém há de me convencer que não trocam recadinhos de seus respectivos governos.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Turquia, Iraque, Irã,&amp;nbsp; Síria, Armênia, são os países com fronteiras&amp;nbsp; com a atual região do Curdistão, o que&amp;nbsp; restou da República do Curdistão depois da 2ª Guerra Mundial. Esta republica se não me falha a memória, foi criada pouco antes da 2ª Guerra num entendimento tácito, nunca escrito, entre aliados ocidentais, principalmente Estados Unidos e União Soviética da qual viria a ser fronteiriça. O objetivo principal foi que ficassem com os curdos os gigantes campos petrolíferos que estavam sob domínio do rei Pavlevi, iraniano, que era pró-nazista. Ele foi derrubado e no seu lugar assumiu o seu filho, também Pavlevi, que seria protegido dos americanos que haviam assumido a posse dos campos de petróleo que eram de empresas inglesas antes da Guerra que levou a Inglaterra a quase falir. No fim, americanos decidiram que se deveria desfazer o país que a União Soviética se opôs. Era 1947, os Estados Unidos eram a única grande potência nuclear. Chegou-se pertíssimo de guerra entre eles. Os soviéticos recuaram. Eram os primeiros dias da guerra fria que perduraria até a queda do comunismo soviético.&lt;BR&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;BR&gt;Pavlevi 2º acabou derrubado por golpe interno que acabou derrubado pelos islamitas. Ao que aconteceu em 1947, é possível dizer que se deve o Irã boa parte das suas reservas petrolíferas. Mas volta o mundo a se deparar com o risco de grave conflito por nova questão do Irã como foi chamada a crise de 1947.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O Irã é a antiga Pérsia com acréscimos. Nunca se entregou a inimigo algum sem resistir por todos os meios. Escrevendo para a Forbes, Peter&amp;nbsp; Robinson, do Instituto Hoover da Universidade de Stanford, analisa entrevistas concedidas por Victor Hanson, historiador militar americano e Robert Beerm, ex-CIA, há&amp;nbsp; décadas estudantes das confusões do Oriente Médio, afirmaram&amp;nbsp; ambos que se é que os iranianos ainda não têm a capacidade de produzirem a bomba, poderão desenvolve-la em muito pouco&amp;nbsp; tempo. Os iranianos não teriam dificuldades maiores de obterem do que carecem no mercado. Ambos qualificam Obama de inexperiente no jogo mundial. Destacam, por exemplo, o silêncio dele quando o povo persa protestava nas ruas a reeleição de Ahmadinejad. Deveria ter feito declaração de apoio, ou não ter desistido de colocar baterias de defesa antimíssil na Europa oriental, escrevem, para agradar os russos esperando cooperação no caso do Irã. Lembram que tensões no Golfo promovem aumento do petróleo, o que agrada a Putin, o chefe do governo russo. &lt;BR&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;BR&gt;O Irã decepcionou Obama quando adiou uma resposta a proposta que foi feita que, aceita, convenceria de que, talvez, não trabalha na produção da bomba ou, no mínimo, representaria mais tempo para se negociar. Fizeram o mesmo com as táticas mais agressivas de Bush. Mais alguns dias só? Ou virão aí contrapropostas inaceitáveis o que parece mais provável. A revista Forbes deu o título de &#x93;Dias do Armagedon&#x94; ao texto que&amp;nbsp; publicou sobre a questão.&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 24 Oct 2009 21:51:05 -0300</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Sexta, dia do grande teste de Obama]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/22/sexta+dia+do+grande+teste+de+obama+8915969.html</link>
      <description>TEL AVIV - Barack Obama, perde pontos nas pesquisas de opinião pública. Suas decisões e ações ainda não produziram os resultados prometidos. Um exemplo tem sido o comportamento das grandes corporações as quais apoiou com muitos trilhões ao custo brutal do aumento da dívida publica, a qual terá de ser paga por todos os contribuintes de imposto sobre a renda. Estas, recuperando sua situação financeira repetem o passado: separam bilhões para recompensar seus principais funcionarios por seus resultados financeiros obtidos graças a injeções de dinheiro público. &lt;P&gt;O desemprego continua elevado. Nada melhorou na vida do simples cidadão. Obama decidiu determinar o corte pela metade das ricas gratificações, tradição que se reconhece foi grande fator na precipitação da crise. O que sobrará seria suficiente para fazer a fortuna de quem ganha o normal. Nada resolve para o cidadão comum.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A estratégia de engajar os povos e paises em conflito num processo negociador não atraiu lado algum. Ele descobre quão problemático é mudar atitudes por meios diplomaticos. Apesar de muito esforço empenhado, palestinos e israelenses ainda não voltaram a conversar, as questões do Afeganistão e Paquistão, do Taliban e Al Qaeda, complicam-se . E teve ele de conceder mais três dias para o Irã decidir se aceita sugestão para diminuir a imensa duvida sobre se dedica-se a desenvolver combustivel nuclear para promover a produção de energia elétrica ou a bomba. Na sexta, Teerã deve dar sua resposta. A delegação iraniana enviada a Viena era de funcionários de baixo escalão. Uma afronta.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A ideia aprovada, imaginada por Baradei, egípcio nas suas semanas de presidente da Agência Internacional de Energia Atômica, em Viena, Áustria, é a de fazer o Irã concordar em entregar á Rússia o grosso do urânio a ser enriquecido ao nível de poder ser usado como combustível de reatores que seriam fontes de energia elétrica. A Rússia repassaria a tarefa à França com quem o Irã se nega a negociar. A operação seria completada até o fim do ano. E, no minimo, atrasaria. Se existe, o programa iraniano de produzir para uma bomba. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Com mais tempo acredita-se poder convencer o Irã a provar que não pense em bomba em troca de recompensas econômicas como querem os países da negociação, inspirados pela estratégia de Obama. Todos, no fundo, não confiam nos iranianos. Suspeitam que estão negociando enquanto o Irã ganha tempo para realizar seu aparente objetivo de testar a bomba e criar fato consumado. Os lados não confiam um no outro. A questão é muito complexa e só se resolverá com ações concretas de ambos os lados.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;De passagem., como foi amplamente divulgado, forças americanas e israelenses realizam manobras militares em comum com o óbvio cenário de um defesa contra surpresas iranianas. É manobra de grande amplitude. De Israel se pode ver as naves de guerra americanas. Na prática, mesmo que o Irã aceite a proposta feita, é consenso que não implica em concordar em aplicar resoluções do Conselho de Segurança que determinam que suspenda o enriquecimento do urânio que é o processo que leva a poder produzir a bomba. A proposta que Teerã deve responder sexta, mesmo que aceite todos seus termos, pode ser um primeiro passo apenas. Um começo para que venha a demonstrar que seu alvo é pacifico como alega.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Israel não tem motivos para confiar num Teerã cujo presidente ameaça abertamente destruir o estado judeu. Mas não se imagina adote medidas militares unilateralmente. Os resultados talvez não compensassem os grandes riscos. Israel tem extensão equivalente a menos de dois por cento da iraniana e menos de dez por cento em população.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Obama demonstra na prática o seu compromisso com a segurança de Israel. E talvez imagine que um recuo do Irã aumente as probalidades da opinião pública americana aceitar como eficaz a opção da solução diplomática de conflitos. Há um óbvio cansaço com as guerras que Bush deixou de herança. Mas sexta, se tudo correr bem, não se saberá com certeza o que o Irã esconde. E na pior das hipóteses, poderá aumentar as tensões regionais e os rumores que insistem que Teerã não é única potência islâmica regional a ter ambições nucleares.&lt;BR&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 22 Oct 2009 22:33:51 -0300</pubDate>
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    <item>
      <title><![CDATA[O Chorinho em Israel]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/20/o+chorinho+em+israel+8898950.html</link>
      <description>TEL AVIV - Ontem tirei uma folga das confusões que ocorrem no nosso mundo e época. Foram duas horas de apresentação de um conjunto brasileiro de choro patrocinado pela Embaixada num teatro muito especial. Teatro&amp;nbsp; Árabe-Hebraico&amp;nbsp;na&amp;nbsp; parte velha de Jaffa, cidade&#x96;porto&amp;nbsp;com milhares&amp;nbsp;&amp;nbsp; anos de historia.&amp;nbsp;É uma área&amp;nbsp;onde tudo foi restaurado&amp;nbsp;para ser como foi há centenas de anos. O calçamento&amp;nbsp;é de pedregulho antigo. Foi&amp;nbsp;no porto onde Jonas foi engolido pela&amp;nbsp;baleia e inúmeros outros mitos da Antiguidade. Bairro de&amp;nbsp;artistas&amp;nbsp;plásticos.&lt;P&gt;Raramente ouso escrever sobre eventos artísticos. Não tenho o vocabulário, o fraseado e os conhecimentos especializados. Mas&amp;nbsp;não&amp;nbsp; resisti. Os musicos&amp;nbsp;são fora de série. E numa exposição do embaixador&amp;nbsp; Pedro Motta Pinto&amp;nbsp; Coelho, flautista com nível de profissional, vim a saber que o chorinho&amp;nbsp;é música&amp;nbsp;de&amp;nbsp;difícil interpretação. Resulta da&amp;nbsp;fusão da música que&amp;nbsp;traziam os primeiros imigrantes da Europa e os ritmos que&amp;nbsp;produziram o samba.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O grupo se chama: "Choro na Feira" (&lt;A href="http://www.choronafeira.com.br"&gt;www.choronafeira.com.br&lt;/A&gt;).&amp;nbsp;É carioca. São&amp;nbsp;cinco&amp;nbsp;músicos&amp;nbsp;e jovem cantora. Marcelo Bernardes é sax e clarinete. Tem Franklin da Flauta, Ignez Perdigão no cavaquinho. Bilinho&amp;nbsp;Teixeira no violão de seis e sete cordas. Clarice Magalhães&amp;nbsp;no pandeiro. Matias Correa no contrabaixo artístico. A menina&amp;nbsp;Bernardes,&amp;nbsp; beleza carioca no andar e&amp;nbsp;na aparência, canta&amp;nbsp;demais. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;No Rio, tocam aos sábados na feira da&amp;nbsp;Rua General Glicério, no bairro&amp;nbsp; de Lanjeiras, Rio, num espetáculo gratuito. O bairro onde vivi muitos anos. Lembro da&amp;nbsp;feira, do peixe fresco, mas&amp;nbsp;agora come-se croquetes&amp;nbsp;&amp;nbsp; de aipim, pasteis de carne seca, bebe-se caldo de&amp;nbsp;cana ou&amp;nbsp;uma&amp;nbsp;bira gelada. Tudo isto além da música. E&amp;nbsp;sempre&amp;nbsp;aparecem os amigos e&amp;nbsp;dão uma canja. Deu água na boca e saudades. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Tel Aviv é uma cidade com incrível oferta e variedade de casas de espetáculos, bares, musicas e&amp;nbsp;músicos. Quartetos, quintetos, uma&amp;nbsp;&amp;nbsp; sSinfônica internacionalmente famosa, a ópera, balés. Uma cidade de 400 mil habitantes&amp;nbsp;que pela movimentação aparenta ser&amp;nbsp;uma cidade grande. Fez cem anos&amp;nbsp;há poucos meses. Foi a primeira cidade&amp;nbsp;construída por judeus&amp;nbsp;depois da destruição de Jerusalem pelos romanos, há&amp;nbsp; mais&amp;nbsp;de dois mil anos. Tem 40 mais do que a existência&amp;nbsp;&amp;nbsp; do estado de Israel. Na longa praia há um calçadão que é cópia da Avenida Atlântica de Copacabana que, óbvio, não tem igual. Mas oferece espetáculo de rebolado com mulatas brasileiras.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Boa parte dos israelenses viaja ao exterior&amp;nbsp;todos os anos.&amp;nbsp;Em Tel Aviv&amp;nbsp;&amp;nbsp; ou no estrangeiro&amp;nbsp;ouvem ou vêem os melhores e mais famosos nas artes cênicas, na música.&amp;nbsp;É um público exigente. Os Cinco do Choro na Feira&amp;nbsp;foram um sucesso pela qualidade da interpretação dos chorinhos, sambas de&amp;nbsp;Noel&amp;nbsp;Rosa.&amp;nbsp;O histórico&amp;nbsp;"Mangueira&amp;nbsp;Estação Primeira".&amp;nbsp;Virou obrigação informar.&lt;BR&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 20 Oct 2009 22:27:29 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/20/o+chorinho+em+israel+8898950.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Rússia esclarece sua posição à Israel]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/19/russia+esclarece+sua+posicao+a+israel+8878043.html</link>
      <description>Avigdor Liberman, ministro do Exterior de Israel, é russo de nascimento. E se sentiu desrespeitado e, de certo modo, traído. Ele tinha a promessa de Sergei Lavrov, ministro do Exterior russo, de que a Rússia não votaria pela aprovação do relatório Goldstone na Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas. Israel não imaginava obter maioria, pois isto é sempre difícil na ONU onde estão representados, se não me engano, 52 países muçulmanos. O país queria o &#x93;não&#x94; das maiores potências, que seria para ele uma vitória moral. &lt;P&gt;Israel se salva no Conselho de Segurança onde os Estados Unidos são um dos cinco países com poder de veto. As decisões aprovadas no conselho são mandatórias. Todos os demais órgãos das Nações Unidas consideram e encaminham recomendações sem ser uma ordem. A Rússia votou a favor.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;A posição russa é na verdade contrária. O embaixador russo em Israel passou a informação de Sergey a seu amigo Avigdor. Consta que ele explica que votaria contra a discussão da questão dos supostos crimes de guerra pelo Conselho de Segurança. Aliás, Moscou tenta há dois anos convocar uma conferência internacional para promover a paz entre Israel e palestinos. Até agora não conseguiu. Teria sido esclarecido que a Rússia prefere que Israel, de acordo com recomendações da Comissão, investigue por conta própria o que acontece em Gaza, pois, reiterou que &#x93;o mais importante é não prejudicar o empenho na paz&#x94;.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;O voto americano na Comissão foi contra, &#x93;pois que o próprio relatório era injusto&#x94;. E &#x93;deixou de considerar, por exemplo, o aspecto assimétrico desse tipo de conflito&#x94;. O relatório, no qual são apontados crimes cometidos pelo Hamas, &#x93;não atribuiu peso suficiente às dificuldades que existem no confronto com tal inimigo e no contexto da luta&#x94;. A Frente Palestina de Resistência Islâmica é qualificada como terrorista. Não deve respeito às convenções internacionais sobre guerra. Um dos paradoxos do relatório é o de sequer se referir à Autoridade Palestina, que é o governo legal, que não mostrou com atitudes e ações um apoio ao Hamas, cujo domínio sobre Gaza não reconhece. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;O Fatah, partido do presidente Abu Mazen, foi expulso de Gaza pela força militar do Hamas. A relação entre eles está rompida. A resolução da Comissão ignora que a operação Gaza foi uma reação aos oito anos durante os quais o Hamas bombardeou com mísseis Qassam, na região sul de Israel, ataque que fez poucas vítimas humanas, é verdade, devido à eficiência do sistema de defesa civil. Até hoje, na região alcançada, vê-se nas fisionomias de crianças, adolescentes e mesmo adultos os sinais das horas de medo pelas quais passaram.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Guerras não são as belezas que aparecem em filmes. Pior do que os conflitos que têm centros habitados como campos de luta, só as guerras civis em cidades, a guerra do ódio entre irmãos. Os exemplos mais recentes foram as lutas entre grupos sunitas e xiitas no Iraque. Ou o atentado que aconteceu no Irã com dezenas de mortes realizado por um homem-bomba muçulmano que se fez explodir.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Jeffrey Goldberg, jornalista da revista &#x93;Atlantic.com&#x94;, levantou a premissa de que democracias que enfrentam o terrorismo &#x93;poderão se encontrar em situação semelhante à de Israel. Quem pode dizer que o que aconteceu em Gaza, pelo que afirma o relatório, não acontece em todos os cantos? E que, por exemplo, os que comandam guerras contra forças terroristas no Afeganistão, - e o documento cita o general Petreus ou Gates, o ministro da Guerra americano -, não se verão alvos de ações das mesmas forças que tentam enquadrar Israel?&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Aos russos também não interessa que o Conselho de Segurança firme precedentes. Não foi uma guerrinha o encontro com a tropa da Geórgia. Porém, eles sabem que os americanos vetarão o que facilita a vida deles, e a da China, da França e da Inglaterra. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;/P&gt; </description>
      <pubDate>Mon, 19 Oct 2009 19:49:54 -0300</pubDate>
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    </item>
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      <title><![CDATA[A dias de revelações sobre a crise]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/18/a+dias+de+revelacoes+sobre+a+crise+8866975.html</link>
      <description>TEL AVIV - Na segunda-feira, a Reuters promove encontros com personalidades de Washington, gente importante do Executivo, do Legislstivo, do setor privado, sobre o quadro atual e do que se espera para a economia e finanças. Serão dois dias de maratona com relatos do que pensam governo e setor privado. A chamada cúpula, &#x93;the summit&#x94;, uma tradição da mais antiga agencia de noticias, que se iniciou usando pombos correios para passar informações urgentes. &lt;P&gt;O governo Obama se defronta com duras resistências na promoção de reformas estruturais, de mudanças na regra do jogo financeiro e empresarial. Há meses lembro ter escrito que o Presidente imaginava até mesmo fixar limites para o ganho anual de chefes-executivos das grandes empresas. E que &#x93;é possível dizer que são grandes culpados pela  Crise&#x94;. A regra era, e ele quer mudá-la, de recompensá-los pelos lucros realizados anualmente que influem no valor em Bolsa das ações. E assim tem fabulosas rendas e vantagens. A natureza humana faz com que nunca nada de bom e demais. Mas, no caso, uma das consequências é a de que o objetivo principal de administrar é o de realizar um máximo de lucros no menor prazo. Daí resultou o enfraquecimento da empresa que se expressou e revelou na crise.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Bancos, corretoras de investimento, indústrias ficaram de pires nas mãos quando sopraram os ventos que derrubaram os meios que escondiam a verdade de cada uma. Estavam empurrando problemas com a barriga. Obama ousou determinar a aplicação de trilhões para salvar as maiores, pois se caíssem com elas cairiam as economias americana e internacional. A globalização é meio de contágio. Os trilhões representam um crescimento da dívida pública, a dívida de toda a nação. Dívida que netos e bisnetos das atuais gerações terão de cobrir provavelmente com redução da qualidade material da vida. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;Já existem empresas que saíram da crise com a ajuda do governo e acusam fantásticos lucros. Algumas recompensarão seus funcionários com participação de dar água na boca. Bilhões serão compartilhados respeitando-se direitos tradicionais e a hierarquia. Parece que a crise não teve efeitos educacionais. Se mudar a regra, poderá se apressar a recuperação econômica. A criação de empregos onde o desemprego continua sendo de muitos milhões.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Laurence Summer declarou, às vésperas da reunião de Washington, que &#x93;as empresas do setor financeiro que ajudaram a precipitar a crise terão de se dobrar a maior vigilância de seus descuidos para evitar que aconteça novamente&#x94;. Summers, o diretor do Conselho Econômico Nacional, da Casa Branca, &#x93;aconselha&#x94; as instituições que foram beneficiadas &#x93;a usarem este momento para refletirem no que podem fazer pelo país&#x94;. Que há um imperativo moral &#x93;de ser parte da solução&#x94;. A reunião de segunda em Washington vai confrontar expectativas do governo com as inclinações do setor privado. Poderá indicar para aonde irá a economia americana. E o futuro político de Obama.&lt;BR&gt;&lt;/P&gt; </description>
      <pubDate>Sun, 18 Oct 2009 22:48:16 -0300</pubDate>
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      <title><![CDATA[Os americanos não entendem outros povos]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/14/os+americanos+nao+entendem+outros+povos+8834068.html</link>
      <description>Não é critica, é reconhecer um fato: os americanos não entendem outros povos. E é compreensível. País algum se compara com a vida que se tem nos Estados Unidos. Mas isto tem suas consequências. Eles perderam as guerras na Coreia e no Vietnã porque sabiam tudo menos a visão de vida daqueles povos. Aconteceu o mesmo no Iraque. Está acontecendo no Afeganistão. &lt;P&gt;Sun Tzu, general chinês e grande estrategista, deixou um livrinho até hoje estudado em academias militares. Conheça o seu inimigo, aconselha. Mas isto não se limita a saber sobre organização de tropas, características de generais, armas. Fundamental, essencial mesmo, é conhecer a psicologia da tropa, como pensam os chefes, a lealdade do soldado.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Maomé saiu da Arábia com um grupo relativamente pequeno de beduínos convertidos ao Islã, inspirados pela fé absoluta na nova crença e com a missão de converter o mundo à verdade que lhes fora revelada. Os muçulmanos persistiram na missão mesmo depois da morte do Profeta e Mensageiro de Alá, Deus. Foram muito longe, dominaram a Península Ibérica por mais de 500 anos, resistiram e derrotaram numerosas e bem armadas Cruzadas nas tentativas que fizeram para reconquistar Jerusalém aos muçulmanos.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;O general McChrystal, comandante da tropa que luta no Afeganistão, pediu mais soldados. São 80 mil e não 40 mil como circula. E sabe-se de relatório dele, ainda secreto, em que diria que mesmo assim seriam insuficientes para derrotar o Taleban e a Al-Qaeda. Ele teria afirmado que a corrupção no governo afegão pode transformar o país num abrigo para o terrorismo.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;As noticias de Washington são de que Obama se inclina a uma estratégia de concentrar força na luta contra a Al-Qaeda, organização criada por Bin Laden. O Taleban é circunscrito ao Afeganistão e não ameaça a segurança americana. Seria até possível &#x93;convencê-lo&#x94; a suspender a luta com dinheiro e compartilhar o poder. Não se pode discutir o poder da Al-Qaeda, cuja influência se espalhou pelo mundo com ajuda da internet. E existem pelo menos nove organizações de filosofia e objetivos semelhantes. O radicalismo religioso se traduz no objetivo de salvar e converter o mundo à religião que qualificam com a única inspirada no último e logo verdadeiro testamento de Deus. E também se traduz nos confrontos com as demais seitas.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Tudo isto os americanos sabem, mas Obama cometerá grave erro se desistir de derrotar o Taleban e imaginar que acabará com a Al-Qaeda e o terrorismo com meios convencionais. Um recuo ou derrota frente ao Taleban implicará no fortalecimento da ideia de que pela força será possível impor sistemas fundamentalistas pelo mundo muçulmano, e obrigar países ocidentais onde é crescente a presença de muçulmanos a flexibilizar suas leis democráticas, para atender aos costumes e hábitos islâmicos.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Quanto a grupos terroristas, terão de ser combatidos por meios que eles usam, e que são considerados contrários às leis de guerra, à Convenção de Genebra. Sem vitória no Afeganistão e sem restabelecer a ordem no Paquistão, os Estados Unidos verão crescer pelo mundo atividades que querem neutralizar. A tendência das massas será a de acreditar que as derrotas serão expressão do Deus, mais fortes de que superioridade em armas.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;Roberto Campos, o falecido economista, diplomata e político, dizia que estatística era como o biquíni: mostrava tudo e escondia o essencial. O que, por exemplo, ficou mais do que demonstrado na crise.&lt;/P&gt; &lt;P&gt; &lt;/P&gt; </description>
      <pubDate>Wed, 14 Oct 2009 19:38:38 -0300</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Basta uma bomba para arrasar Israel]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/nahum/2009/10/13/basta+uma+bomba+para+arrasar+israel+8825916.html</link>
      <description>&#x93;The Hill&#x94; (elevação, morro, colina) é como os americanos se referem ao edifício do Congresso. O Presidente manda tudo para a Colina, de cujo apoio necessita para implementar suas decisões. &#x93;The Hill&#x94; também é nome de um diário de propriedade particular que acompanha as atividades do Congresso e só circula quando o Senado e a Câmara dos Deputados estão trabalhando, pois eles têm períodos de férias (veja mais em &lt;A href="http://thehill.com"&gt;http://thehill.com&lt;/A&gt;).&lt;P&gt;Pois bem, &#x93;The Hill&#x94; tem uma lista de respeitados e informados &#x93;pundits&#x94;. A palavra se originou no sânscrito e significa culto, erudito. O &#x93;pundit&#x94; no jornalismo é alguém de notórios conhecimentos e influência. &#x93;The Hill&#x94; conta com trinta, todos conhecidos. Armstrong &lt;A href="http://publicador06.brti.com.br/publicador/sites/materias/www.armstrongwilliams.com" target=_top&gt;Williams&lt;/A&gt; é um deles, um blogueiro. Na atual edição, ele escreve uma sutil crítica às &#x93;tumultuosas relações com Israel&#x94;.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Vou apenas citar e resumir o que ele opinou. Armstrong diz que existem versões de que Benjamin Netanyahu, o chefe do governo de Israel, foi obrigado a &#x93;tomar a frente nesta crise internacional&#x94;.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Ele pergunta: será que o mundo entende o que está em jogo e &#x93;como esta situação no Oriente Médio pode levar rapidamente ao Armageddon se não houver liderança adequada do lado ocidental? Estaremos preparados para firmes decisões no Oriente Médio desafiando o Irã e sua marcha para a guerra?&#x94;. E diz que &#x93;precisamos entender que a contagem de tempo para uma guerra entre Irã e Israel já começou&#x94;.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Continuando a tradução, Armstrong diz que &#x93;os serviços de inteligência americanos e europeus reportam que o Irã está perto de desenvolver suficiente material para produzir sua bomba nuclear&#x94;. Escreve que a afirmação do Irã de que seu esforço é para produzir meios de energia para uso civil &#x93;é de gargalhar, pois o país tem uma das maiores reservas de gás do mundo. A ideia de que necessitam de energia de fonte nuclear é absurda, pois ela é muito mais cara do que a energia produzida em usinas que operam com gás&#x94;.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Armstrong afirma &#x96; e não vamos esquecer que é leitura obrigatória dos congressistas da Casa Branca, de quem tem influência política e econômica em Washington - &#x93;que é claro que o programa de Teerã visa produzir a bomba&#x94;. Até o presidente da França declarou publicamente que o Irã trabalha em um programa nuclear.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Israel &#x96; que é conhecido como alvo de uma só bomba, que bastaria para apagá-lo do mapa (o país tem 20 mil quilômetros quadrados de extensão, enquanto o Irã tem 1 milhão e 600 mil quilômetros) - &#x93;não pode deixar que isto aconteça&#x94;. Armstrong é um pundit.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 13 Oct 2009 19:14:00 -0300</pubDate>
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