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Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
O dia foi de muitas notícias no Oriente Médio. Hillary Clinton, a secretária de Estado dos EUA, deu uma tropeçada na visita a Israel da onde seguiu para o Marrocos e sentiu as dores de falar além do conveniente.
Em Jerusalém ela disse que nada tinha contra Israel continuar seu programa de construções de habitações nos centros urbanos israelenses já existentes, exatamente o que teria de desagradar os palestinos e mundo árabe. Não deu outra, bastou para não obter progresso algum em suas conversas com os palestinos, sua recepção pelas lideranças árabes no Marrocos, para onde seguiu, foi gelada.
Então, acrescentou uma ida ao Cairo para um encontro não programado com antecedência com Mubarak, o presidente egípcio, e aproveitar a oportunidade para esclarecer que fora mal entendida em Jerusalém. Não, os Estados Unidos não aprovavam as construções. Imagino que Obama - o que não confessará- terá tido sentimento de insatisfação com o resultado, provavelmente contentamento com o tropeço dela
cuja posição terá sido enfraquecida.
Abu Mazen,o presidente da Autoridade Palestina, aprofundou sua resistência a retomar negociações de paz com Netanyahu, de Israel.
As coisas na Assembleia Geral da ONU caminham contra Israel o que era previsível. São 58 votos de igual número
países islâmicos que a maioria dos países prefere não desagradar.A Assembleia Geral da ONU vai aprovar o relatório sobre Gaza que condena Israel. Em Ancara, capital da Turquia, nação islâmica com a qual Israel mantinha excelentes relações até a guerra de Gaza, estudantes turcos jogaram tomates no embaixador de Israel pela primeira vez numa manifestação favorável aos palestinos.
O pior aconteceu no mar. A marinha de Israel , provavelmente graças a bom serviço de inteligência, deteve um cargueiro super carregado de containeres, que encaminhou a um porto israelense.Verificou-se que os containeres levavam carga de armas do Irã que seriam para os arsenais sírios e do Hezbollah. Os porta-vozes israelenses afirmam que eram suficientes para um mês de guerra do “Partido de Deus”. Continha mais mísseis do que o total utilizado para o bombardeio da região norte do país durante o ultimo confronto, prova de que o Irã armava seus aliados, declararam.
A industria bélica do Irã é da mais alta qualidade. O país mantém um milhão de homens em armas. Mas a questão não ficou ai. O general Amos Yadlin, diretor dos Serviços Militares de Inteligência, arma cuja competência representa a diferença entre vitoria e fracasso nos combates, anunciou que a Frente de Resistência Islâmica que domina Gaza,o Hamas, testou foguete com o alcance de 60 quilômetros que pode atingir Tel Aviv, o principal centro industrial e comercial maior centro cultural de Israel.
O diário “ Jerusalem Post” especula que teria sido contrabandeado e que o Hamas teria arsenal mais poderoso do que na época da guerra de Israel com Gaza. Especula que o míssil é uma reserva para a hipótese indesejável por Israel e o Hamas de um novo confronto.
O contrabando entra por túneis entre o deserto do Sinai e Gaza. Estima-se que sejam 600 nos quais trabalhariam 15 mil palestinos. O governo montado pelo Hamas tem um Ministro dos túneis para autorizá-los e operado mediante certas taxas. São um grande negócio na Faixa que vive sob o cerco de Israel e Egito.
O JP afirma que lado algum quer novo confronto. Fawzi Barhum, porta-voz do Hamas, distribuiu declaração na qual, sem desmentir ou confirmar que existe a nova arma, acusa Israel de usar a informação para influir no debate sobre o relatório que terá lugar das Nações Unidas esta semana . Não posso esquecer que forças armadas existem para evitarem guerras para as quais sempre se preparam.
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