01/11 -
18:50
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Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
Curiosa coincidência. O Papa pede ao Irã mais liberdade de prática aos católicos e nasce na Espanha primeiro partido Islamico... O Papa aproveitou a apresentação de credenciais do novo embaixador iraniano - Vaticano e Teerã mantém relações diplomáticas há 50 anos - para urgir que fosse melhorada a situação de todas as minorias cristãs.
A noticia é da Agência Press, que escreve que “grupos de direitos humanos e governos ocidentais afirmam que cristãos no Irã, como outras minorias, incluindo judeus e seguidores da seita zoroastra, sofrem prisões e discriminações até quando procuram trabalho. Os Estados Unidos consideram que o País preocupa pelo abuso dos devotos”.
Em 1979, existiam 300 mil cristãos no Irã. Estão reduzidos a menos de 25 mil, segundo censo de 2005, divididos entre caldeus, armênios e igrejas latinas. Um diplomata reclamou à Sua Santidade pelo que chamou de islamofobia no Ocidente - o que existe.
O “O Revolucionário”, portal de internet de esquerda revolucionária espanhola, informa que foi criado em Granada o “Renascimento e União”, por muçulmanos e convertidos. “O primeiro partido político islâmico da Espanha que pretende ganhar prefeituras num período de 30 anos”. E, “além de disputar ministérios e a Presidência do governo”.
Chamando de diário global da esquerda revolucionária da Espanha, “O Revolucionário” - quem quiser saber mais procure em Google - cita José Antonio Penã Ramos, da Faculdade de Ciências Políticas e Administrativas de Granada, supostamente um especialista. O mestre lembra de tentativas fracassadas de se criar partidos islâmicos. E lembra que o “Renascimento” se diferencia por ter ambições nacionais. Já há um plano de uma central em Madrid. Os criadores visam atrair minorias que desejem defender seus direitos. Não precisam ser muçulmanos. Boa tática.
Houve reações na comunidade. Traduzindo do “O Revolucionário”, representantes muçulmanos granadinos não compartilham do entusiasmo dos criadores do partido, pois este impediria que muçulmanos se integrassem. Não seria compatível com a Taqqlya, que permite ocultar a fé em inferioridade até a hora de converter El Dar Al - Harb (território infiel) em Dar Al-Islam (território do Islã), “porque, para os muçulmanos, todo o Planeta Terra é uma grande mesquita, desde que se possa rezar em Kaaba, a pedra idolatrada pelos maometanos”.
O portal de “O Revolucionário” reclama que nenhum dos grandes partidos espanhóis expressou qual seria a sua atitude frente qualquer partido religioso. Rejeitam iniciativas que estimulam sectarismos. “Só a Esquerda Unida”, protestou.
Sei que a noticia da criação do partido é verdadeira. Mas não posso afirmar o mesmo sobre a Taqqlya, o direito de dissimulação e o propósito de eleger chefe de governo dentro de 30 anos. Al-Andaluz era o nome da Espanha quando foi conquistada pelos muçulmanos, que Isabel e Fernando, católicos, reconquistaram em fins do século 15. As minorias muçulmanas têm hoje forte presença por toda a Europa.
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