04/08 -
18:18
-
Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
Até agora a diplomacia do diálogo de Obama não resultou em coisa alguma. O Irã ainda não quis conversar. A Arábia Saudita respondeu negativamente às sugestões de adoção de medidas práticas que demonstrassem concretamente um interesse árabe pela paz com Israel.
Medidas como abrir um escritório comercial ou permitir que a aviação comercial israelense cruze seu espaço aéreo em direção ao Oriente, ao invés de usar um local de rotas que aumentam as distâncias e custos. A Jordânia também rejeitou a hipótese de melhorar suas relações.
Dos 22 países árabes existentes, a Arábia é um dos 20 que nunca reconheceram o direito de Israel de existir. Com o estado judeu criado em 1948, e a primeira guerra,os países árabes assinaram um armistício na ilha de Rhodes intermediado e promovido por Ralph Bunche, da PNU.
Bunche foi o primeiro negro americano a receber o Prêmio Nobel da Paz. Posteriormente, o israelense Shimon Peres e seu conterrâneo Itzhak Rabin, Yasser Arafat, o líder palestino e Anuar Sadat, presidente do Egito receberam de forma otimista o mesmo prêmio. O armistício e o cessar-fogo não significam o fim da guerra. Apenas a Jordânia e o Egito assinaram o acordo de paz.
Outro fracasso de Obama em relação à Coreia do Norte. Mas há boatos de que o ex-presidente Bill Clinton, que faz visita particular ao país, entregou um bilhete pessoal de Obama ao presidente norte-coreano. No entanto, não há nenhuma divulgação sobre o texto.
Afirma-se que o presidente americano é “cool”. Seu enviado especial para o conflito israelense-palestino, o ex-senador Mitchell, é outro “cool” (na antiga gíria, diria-se que ele não perde o rebolado). O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, foi quem mencionou hoje que Obama está preparando e deve colocar na mesa muito brevemente o primeiro plano de paz americano.
Ele também afirmou que na opinião dele Israel precisa aceitá-lo. Nada se sabe do conteúdo, além de uma proposta detalhada afirmando que a existência de Israel precisará ser aceita como fato concreto de boa vizinhança com o mundo árabe. É um grande risco político que Obama, cuja equipe já prepara uma reeleição, assume. Em 61 anos, todas as tentativas fracassaram.
As barreiras de desconfiança e crenças jamais foram superadas. Há um contexto no qual a atribuição de culpas tem se revelado mais forte do que o empenho em soluções viáveis. Ainda não senti prenúncios efetivos de mudança.
Publicidade