iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Muitos enviados de Washington é de se desconfiar; Hillary recua do que disse

26/07 - 18:30 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel

As coisas não vão bem no reino dos Ayatolas, os altos sacerdotes da seita xiita que são o poder no Irã. O presidente iraniano, que deve absoluta obediência aos sacerdotes, e cuja reeleição continua sendo considerada uma “pizza” por grande parte de seu povo, teve de demitir um de seus vice-presidentes e quatro ministros por ordens superiores. Não conseguiu segurar nem o vice, que é sogro de seu filho.

 O presidente iraniano ainda tenta acalmar o País cujo povo está, inclusive, muito infeliz com a inflação. Os dirigentes teriam sido afastados “por não conhecerem bastante o Shaaria" ou optarem por ignorar certos pontos da lei canônica, que é a lei do estado islâmico.

A mídia internacional em Teerã está proibida de ver e ouvir o que acontece e fala o povo. Sabe-se das pouco das coisas e por fontes externas.

O Irã centraliza as preocupações internacionais e israelenses. Quando democracias do tipo na qual o individuo tem total liberdade de concordar com o governo, e é muito restrita além disso, entra em crise, tende a procurar soluções fora das fronteiras. O Irã  precisa de um grande feito. A questão é  de se  prever  qual será.

Neste domingo, chegou à região o primeiro de um número de altas autoridades americanas. George Mitchell, ex-senador, enviado de Obama para o conflito israelense-palestino, veio direto de Damasco, capital da Síria, a Jerusalém.

Veio de Damasco, onde deu mais um passo para normalizar as relações americanas com os sírios. E, depois de longa conversa com o presidente Assad, com a afirmação de que acreditava que em sua próxima visita poderia anunciar a retomada de negociações de paz diretas entre Israel e Síria, recebera de Obama a missão de promover a paz também com o Líbano e palestinos e, no final, a normalização das relações do mundo árabe e Israel.

Mitchell acredita isso ser possível e viável. Ele sai e chega o secretario da Defesa Gates para a missão do Conselho de Segurança  Nacional americano, CIA e etc. A explicação está  num recado de Obama a Israel para que continue a acreditar na solução politica-diplomática da questão do Irã. Mas o nível dos que estão chegando leva a acreditar que o pedido de Obama  será seguido de medidas concretas americanas para sustentar a fé de Israel.

Especular é primário pois, seja o que for decidido, será preservado em segredo. Os americanos vêm repetindo a Israel que as relações entre ambos os países são intimas e inquebráveis. Há o receio de Israel agir sozinho contra o Irã.

O mais interessante e significativo no contexto foi a nova declaração de Hillary, secretaria de Estado dos EUA. Ela afirmou com todas as letras que os EUA não permitirão que o Irã se transforme em uma potência nuclear em hipótese alguma, procurando desfazer a impressão deixada em seu pronunciamento anterior.

Ela anunciara que os EUA estenderiam um guarda-chuva de proteção aos seus países amigos deixando a impressão que já se haviam conformado com a idéia de que o Irã seria uma potencia nuclear, o que teve a mais negativa reação dos “amigos”.

Mas é importante observar a linguagem corporal dos políticos, pois sempre dão significado ao que dizem. Depois de mandar novo recado ao Irã, ela parou, respirou e afirmou que não estava dizendo que não haveria o guarda-chuva e que não desistira de tentar a tática do dialogo e dos meios não militares para castrar os desejos iranianos. Deve ter levado uma chamada do chefe.





US Multimídia


Publicidade


Matérias Relacionadas

Hillary defende bases dos EUA no Golfo Pérsico


Enquete


 

Contador de notícias