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Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
A internet pode criar confusão – e, com freqüência, por obrigar pressa ao repórter. Há muito movimento em torno das questões do Oriente Medi,o porém pouca coisa mudando. Obama se comprometeu a promover a paz entre israelenses e palestinos nos próximos dois anos, mas é óbvio o interesse dele de criar condições de diálogo com o Irã.
Se obtidas, vã enfraquecer o esforço dos xiitas do Iraque de mais forte ligação com os xiitas persas, que são maioria, e o poder no Irã. Segmentos do Taleban do Afeganistão e do Paquistão verão um futuro sem apoio dos iranianos e tenderão a se inclinar a entendimentos com os americanos.
Concessões de Israel tenderão a ser entendidas como nova linha de Washington. Obama determinou aos israelenses que suspendam projeto de milionário americano, proprietário da área discutida, da construção de habitações para judeus em bairro de Jerusalém. O governo respondeu que Jerusalém é a capital de Israel, que é quem decide sobre o que convém. A questão do futuro dos territórios ocupados está aberta, mas Jerusalém, não.
Obama nada conseguiu da Coreia do Norte nem do Irã com sua tática. O paradoxo da nossa era é que pressionar pequenos países é mais problemático do que grandes potências se entenderem. São maiores os limites ao uso alternativo de modalidades de força.
Israel é um pequeno país no qual 14 partidos representam a população de seis milhões de judeus e 1 milhão e 500 mil muçulmanos no Parlamento de 120 lugares. O judaísmo tem inúmeras seitas, inclusive uma ultraortodoxa, fundamentalista, que nega legitimidade ao Estado por ter renascido sem a vinda do Messias esperado há milhares de anos. Mas a grande maioria dos judeus é de cidadãos que teimam como o povo escolhido descrito na Bíblia. Para eles, Jerusalém é o que justifica a própria existência. Obama talvez tenha errado na escolha do alvo.
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