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Base americana na Colômbia?

15/07 - 18:35 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel

Catherine Lutz, da Universidade de Brown, Estados Unidos, tem seu livro, “As Bases do Império”, apreciado por Stephen Lendman (lendmanstephen@sbcglobal.net ou www.sjlendman.blogspot.com). Ele vive em Chicago e participa do "GlobalResearch.ca” (www.globalresearch.ca) que publica um site bem interessante. De acordo com Stephen, o livro, que não li, é uma coletânea de interessantes artigos de diferentes autores sobre a presença militar americana em 46 países. Dentre eles, não estão incluídos Afeganistão, Iraque e áreas de antigos países da União Soviética.

Uma das fontes citadas é “Base Structure Report”, do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Em 2007, como destaca Stephen, eram 26 mil prédios então avaliados em 146 bilhões de dólares. Quem se interessar digite ” U.S.Departament of Defense” no Google. Mas o propósito desse meu texto é o que recolhi sobre a possibilidade dos americanos construírem uma base na Colômbia, país que não deixo de acompanhar desde o Bogotaço, revolta popular de 1948 no meio da qual me vi junto de colegas brasileiros que já se foram. Não é possível esquecer uma primeira experiência de guerra civil urbana na qual as atuais guerrilhas tiveram suas origens.

Os americanos dão apoio financeiro e humano aos colombianos há cerca de dez anos, no combate às poderosas máfias da droga, que são fontes daquelas consumidas nos Estados Unidos. E, lógico, na luta contra as guerrilhas que se lançaram como a vanguarda da revolução socialista que não chegou a acontecer. Estas guerrilhas se financiam com o produto da exportação da droga como, em outro exemplo, é o caso do Taleban do Afeganistão. A Colômbia é a maior produtora de cocaína. O ópio, do qual o Afeganistão é o maior produtor, sustenta o Taleban.

Li que a idéia é alugar por dez anos uma ampla área no interior do país, como base da força americana e para melhor vigilância dos transportes aéreos e navais dos traficantes, que poderiam ser mais eficientemente identificados e mesmo destruídos. Houve tempos, o que era sabido, em que os americanos se utilizavam de uma base no Equador.
 
A questão deveria ser debatida no Congresso colombiano nesta quarta-feira, 15 de julho. Ainda não li notícias sobre os resultados. Mas a negociação entre os governos tendem a terminar em acordo antes do fim do mês. É de interesse mútuo. Lendo sites com muita atenção sempre se descobre muitas coisas curiosas. E é velho o princípio de que no jornalismo nada se cria nem se destrói, tudo se copia.





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