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21:04
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Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
TEL AVIV - Obama e Michele onde passam conquistam simpatia. Mas o presidente não tem alcançado seus objetivos práticos. A Organização do Tratado do Atlântico Norte, Otan, por exemplo, deu apoio a sua política para o Afeganistão, mas seus aliados europeus não ofereceram tropas, fundamentais no confronto com o Al-Qaeda e Talibã que derrotaram a União Soviética há cerca de 20 anos. E essenciais para evitarem que a gente de Bin Laden tenha acesso ao arsenal atômico do Paquistão.
A Turquia, membro da Otan, parte européia e parte médio-oriental, é agora submetida ao carisma de Obama. O país é fundamental, controla o estreito dos Dardanelos, passagem do mar Negro ao Mediterrâneo. Tem fronteiras com países balcânicos, o Irã, Iraque, Síria. É muçulmano com boas relações com Israel. Foi escolhido para ser o primeiro país da região a receber o presidente americano que se entende quer simbolizar a nova diplomacia de Washington para o mundo islâmico. E, mais do que nada ganhar simpatias de um povo que se colocou entre os mais antiamericanos em pesquisas recentes.
Os turcos têm cerca de 900 tropas no Afeganistão. Obama deve querer mais. A Turquia é o mais seguro caminho para a planejada retirada americana que não autorizou fosse utilizado na invasão do Iraque. O presidente turco, Abdula Gul, terá sido portador de mensagem de boa vontade de Obama ao Irã. Os turcos tentam intermediar uma paz de Israel com a Síria. Podem ser muito úteis aos Estados Unidos á diplomacia americana.
Mas existe a história. Em 1915 terão realizado massacre de armênios que lembram tal fato no 24 de abril, que virou tradição ser lembrado em discursos de presidentes americanos. O Congresso há muito quer dedicar um dia ao que qualifica de genocídio. Obama disse em sua campanha que não esqueceria o que aconteceu.
Os turcos insistem que foram mortes ocorridas numa guerra civil. E esperam que Obama prometa por um fim a acusação de genocídio. E disto dependem as relações que firmarão com o novo presidente americano que aplica sua capacidade de sedução em Istambul.
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