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18:27
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Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
TEL AVIV - A reunião dos ministros da Fazenda em Londres prova mais uma vez que faltam em nossa época os grandes homens. Há gente em grandes funções e visões míopes. Falam bonito e não dizem nada de substancial. Fazem promessas e não botam nada preto no branco. A história vai recordá-los como grupo que perdeu a oportunidade de darem forma ao retorno de dias melhores. Comportaram-se como políticos na disputa de cargos menores. O mundo pega fogo e Nero toca sua guitarra.
“Os ministros e presidentes de banco centrais comprometeram-se a adotarem ação que seja necessária até que o mundo volte a crescer. Indicaram que no futuro estímulos fiscais e medidas regulatórias seriam introduzidas. Apesar de nada decisivo ter sido adotado os ministros ficaram satisfeitos com o espírito predominante”, foi comentário de um dos mais essenciais veículos pra quem precisa se informar, o Financial Times, de Londres.
Não exageremos, ok. Eles concordaram que é preciso encher a caixa vazia do Fundo Monetário Internacional que já empregou bilhões em ajuda a países em dificuldades. Não assumiram compromissos. Os ministros declararam que permanecem fiéis ao objetivo de ajudar países emergentes e em desenvolvimento. Palavras, palavras, palavras, como escreveu Shakespeare há centenas de anos.
“Os Grandes 20, G.20- ainda tentam chegar a um acordo sobre como promover a reversão da recessão antes da reunião de Cúpula de Chefes de Governo marcada para abril. Será que é questão de botar mais dinheiro ou de urgência em políticas de mais rigorosa regulamentação das bolsas e sistema financeiro? Não sabem. O corretor-vigarista que enganou os mais espertos e assessorados investidores por 20 anos, enganou os serviços de regulamentação oficiais, fez desaparecer 50 bilhões, confessou na manhã de sábado, na Justiça, que não fosse a Crise poderia continuar pela eternidade. Os bancos centrais responsáveis pelos sistemas monetários estão falidos. E os ministros com suas centenas de assessores e instrumento de acompanhamento não sabem! Trilhões já foram doados na guerra contra a crise sem grandes vitórias e os ministros não sabem.
Se a crise é global num mundo globalizante nada mais lógico concluir que só têm soluções globais. Que a questão é pensar globalmente com uma visão de um mundo operando dentro de regras e normas globais. Se, por exemplo, existe a necessidade de regras para o comércio internacional nada mais lógico ser necessárias para o funcionamento do sistema financeiro de fato globalizado. A questão é das estruturas a serem criadas. Admitir que dentro do mundo existissem povos, nações, países e Estados transformados em municípios. Que o desenvolvimento tecnológico nos leva a um mundo só com suas diferenças como existem entre São Paulo e Maranhão, digamos, que ou conviverão com leis que permitam coexistam ou voltaremos para o começo de tudo.
Cobra se mata no ninho, no máximo antes do bote. Esses ministros pensam velho. São todos pré-globalização que não sabem pensar internet. Pobre mundo.
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