08/01 - 11:26 , atualizada às 13:05 08/01 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
Neste momento - por volta das 14h em Israel - Gaza está em tensa calmaria.
Israel, confirmando hoje como ontem, suspende suas ações militares por cerca de três horas para permitir o reabastecimento da cidade com gêneros e medicamentos. Os caminhões chegam do lado israelense. O governo de Israel declara ao povo em geral, e Gaza em particular, que a guerra não é com os palestinos. É com a Frente de Resistência Islâmica, o Hamas. Pouco antes a rádio de Israel anunciou a morte de um oficial e ferimentos de soldados em choques pela manhã. Também há mísseis explodindo em centros urbanos sem fazer vítimas.
A luta será retomada findo o intervalo.
Existem versões de fontes não israelenses de que é provável que um cessar-fogo seja negociado nos próximos dias. E Israel está preparado para a hipótese do entendimento não ser realizado, podendo prosseguir na luta até assegurar a cerca de um milhão de habitantes da região sul que está eliminada a fonte de ataques de mísseis e intranquilidade deles.
Enquanto isso, o governo francês se viu obrigado a desfazer a perigosa confusão causada por uma informação errada transmitida ao mundo pelo presidente Sarkozy de que se chegará um acordo de cessar-fogo. Ele misturou a promessa israelense de horas de calma com o fim da luta.
Outra confusão francesa foi criada pela emissoras France 2. Ela transmitiu imagens de uma explosão acidental de um caminhão palestino carregando munições ocorrida em 2005, num acampamento palestino, como se fosse imagens de um ataque israelense na segunda-feira passada. Viu-se pela segunda vez a emissora pedindo perdão pelo grave erro jornalístico. Essa mesma emissora foi a que transmitiu a imagem da morte de um menino palestino que se provou ter sido montagem e distorção da verdade.
A F-2 diz que afastou imediatamente os autores, mas o efeito já havia sido causado. Jornalista que não respeita o código de ética que determina que devemos informar com honestidade tem que perder seus direitos profissionais.
Quinze horas em Israel; luta remotmada.
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