05/01 - 05:15 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
GAZA - As pressões por um cessar fogo estão crescendo. Porém, neste momento, seria prejudicial aos objetivos estratégicos de Israel. O tempo urge.
Analistas israelenses deixam claro que não tentarão acabar com o Hamas. Entendem que a Frente Islâmica de Resistência, sendo uma ideologia, é indestrutível, e mesmo a captura ou morte de figuras chaves da atual liderança não é solução, pois ascenderão novos elementos mais radicais.
O objetivo parece ser o de destruir um máximo da infra-estrutura que sustenta os elementos concretos do poder do Hamas para que o movimento chegue enfraquecido às negociações da interrupção da luta. Haverá um intermediário pois Israel não desejará conceder legitimidade ao inimigo, e nem o Hamas mudará seu programa que rejeita o direito de Israel existir. Imagina-se um cessar - fogo com forças internacionais garantindo o respeito das condições acordadas.
Não se coloca como essencial capturar ou eliminar as atuais lideranças pois outras surgirão. Ainda no domingo foram lançados dezenas de mísseis de Gaza contra Israel. Mudar as condições nas quais o Hamas tira tranquilidade dos habitantes israelenses é o que se deseja alcançar.
A guerra está muito no começo. Ainda não se pode ter certeza de coisa alguma além das aparentes intenções israelenses.
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