27/12 - 22:37 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
ISRAEL – Há um tempo para cessar-fogo e um tempo de lutar. “Agora é tempo de lutar”, declarou o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, parafraseando Eclesiastes. A Bíblia é uma fonte inesgotável de sabedoria.
Na operação contra o Hamas, esclarecem fontes, objetiva-se eliminar o seu poder de fogo, por fim aos meios que usa para contrabandear armas, desorganizar suas atividades militares.
Barak diz que não quer enganar ninguém. ”Não será fácil, nem rápido. Precisamos ser decididos”. Prevê tempos difíceis. Avisa que os ataques a mísseis podem ser mais frequentes e maciços. Um comunicado esclarece que o Governo determinou às Forças Armadas “agirem e conseguirem cessar os ataques de mísseis“ por uns tempos. Só no sábado, estima-se que cerca 80 mísseis foram lançados contra o sul enquanto a Força Aérea atacava alvos em Gaza. Fontes militares estimam que existem meios de serem lançados até 150 mísseis por dia. A operação pode durar semanas”, escreve o diário “Jerusalém Post“.
Gaza é uma faixa de terra de 40 quilômetros de extensão e entre 6 e 12 quilômetros de largura entre Israel, o Sinai do Egito e o mar Mediterrâneo. Nela vivem cerca de milhão e meio de palestinos. O mais incrível é que, formalmente, pela lei internacional, não pertence a país algum. Nenhum quer. Mas é disputada pela Autoridade Palestina do Fatah e a Frente de Resistência Islâmica, Hamas, que tomou o poder e não reconhece a Autoridade Palestina nem a existência do Estado de Israel, do qual depende até para seu sistema telefônico.
O Hamas, por se negar a reconhecer o direito de Israel a existir, está submetido a sanções das Nações Unidas. Vive sob cerco de Israel e Egito. A confusão é maior. Mas fica para estudo dos especialistas que sabem de tudo, mas nada entendem dos povos da região. A Faixa, cercada de todos os lados, vive uma claustrofobia nada agradável.
Nenhum dos objetivos visados foi alcançado pela operação de sábado. Mas o ”Jerusalém Post”, diário em inglês de conceito internacional, divulga em seu website que forças de terra - infantes, engenheiros e etc - estão sendo concentradas na vizinhança de Gaza, numa tradução literal do que escreve. “Em preparação para uma possível operação terrestre“. Possível, diz o jornal israelense, aparentemente improvável num prazo previsível, penso eu. Não há obvio interesse israelense de conquistá-la, o que seria operação de altos custos humanos, políticos, econômicos, desvantajosa em temos de custo/beneficio. Quem ocupa, assume a responsabilidade de administrar, no caso, cuidar de um milhão e meio de indivíduos. Caro demais.

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