28/10 - 23:17 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
Colegas e bons amigos americanos me escrevem com manifestação de preocupação sobre a situação de Obama. Eles temem que o “já ganhou”, consenso da mídia, possa derrotá-lo.
Como é sabido, nos Estados Unidos o voto não é obrigatório, é direito do cidadão americano. Os republicanos têm um eleitorado disciplinado. São o partido dos conservadores de todos os tipos, e que discorda de muitos aspectos do programa de Obama, como o direito ao aborto, o casamento de gays, propostas sobre a economia e políticas sociais que interpretam como socialistas, para eles sinônimo de diabo. No dia da eleição a absoluta maioria votará, faça chuva ou faça sol, no maior frio ou no maior calor. Para eles, trata-se de dever de consciência.
O eleitorado democrático - inclusive os jovens, que são os mais entusiastas eleitores de Obama, e nele vêem aquele que vai mudar a vida americana e até mundial - não têm disciplina nem determinação de votar aconteça o que acontecer.
O “já ganhou” poderá justificar grande ausência nas urnas. Se os democratas não votarem maciçamente, Obama pode não ganhar. E esta hipótese causa calafrios aos Obamistas.
Pelas pesquisas, Obama está à frente por poucos pontos percentuais. A diferença é suficiente para ser o primeiro negro eleito presidente de um país de maioria branca, e onde o preconceito ainda persiste entre os mais idosos.
Mas se os democratas tiverem preguiça, pelas mais diferentes razões, McCain pode levar. Daí a preocupação das organizações profissionais e de voluntários para irem buscar o eleitor para votar serem tão importantes para ambos os candidatos.
Imagino que Leandro Meireles, o repórter do Último Segundo que acompanha tudo nos Estados Unidos, esteja recolhendo a mesma impressão nas ruas: Obama depende de mobilização para vencer.

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