23/10 - 21:01 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
Dois cientistas políticos americanos afirmam que a Al-Qaeda está de olho na campanha eleitoral para decidir quando e como agir. Hady Amr e Ariel Kastner dizem isto em um texto para o “Daily Star”, diário em inglês publicado em Beirute, Líbano. Só depois de passado o tempo, ou de isso ter acontecido, é que se poderá saber se estão bem informados ou apenas concluíram pela lógica.
Os dois dizem, com razão, que o mundo acompanha atento a disputa nos Estados Unidos pelo seu ineditismo. Obama é o primeiro homem negro a ser candidato a presidência do país, e a governadora Palin é a primeira mulher a disputar a vice-presidência. Tudo pode acontecer, pois o que indicam as pesquisas pode não se confirmar nas urnas,.
Os cientistas americanos implicitamente reconhecem que a Al-Qaeda anda meio ignorada e muito silenciosa, necessitando de uma ação que recupere a sua posição de organização-líder do terrorismo internacional.
O terrorismo, lembram os cientistas, com propriedade, vive do efeito-propaganda. O maior e inesquecível momento da Al-Qaeda foi a destruição das Torres Gêmeas, que eram o símbolo de Nova Iorque. E entre o que alcançaram, além de imporem o medo entre americanos, foi levar o governo às guerras no Afeganistão e no Iraque, que ainda prosseguem.
Os Estados Unidos viram seu poder superior se desmoralizar fora e dentro do país. E, num amplo sentido, a crise financeira que tende a se tornar econômica e social, além de provocar recessões, também é associada às guerras como resultante de erros que o governo Bush terá cometido e que contribuíram para espalhar o anti-americanismo.
A Al-Qaeda preparou uma surpresa. Poderá ser um vídeo com mensagem de Bin Laden num instante em que se acompanhe o pleito, o que será visto e ouvido por dezenas de milhões espalhados pelo mundo, ou um ato terrorista. È o chamado “efeito-outubro”, que tem precedentes em eleições anteriores, poderia acentuar a insegurança dos povos com a marcha da crise.

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