iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Eleição em Israel pode ser decisiva para o país

15/09 - 10:46 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel

A três dias de deixar o poder como promete e permanecer interino até ser substituído por um governo organizado por um novo líder do Kadima, seu partido, a ser eleito no dia 17, o atual chefe de governo de Israel, Ehud Olmert, defende o desmonte da maioria das colônias israelenses na Judéia e Samaria, a Cisjordânia, o território da Margem Ocidental do Jordão. Circula com insistência que Olmert propôs aos palestinos retirar os colonos israelenses de cerca de 97% da Cisjordânia, ocupada na guerra de 1967.

Na opinião dele existe uma chance de paz que não deve nem pode ser perdida. Declarou que necessitou de anos para mudar o que pensava e admitir a idéia que a Grande Israel está definitivamente superada. Compreendeu que se deve compartilhar com os palestinos o espaço que Israel ocupa. O tempo não corre a favor. Urge viabilizar a idéia de dois estados, um judeu e outro palestino, um ao lado do outro, pois na alternativa surgirá um estado binacional, a pior das soluções. Ficou implícito que no estado binacional os palestinos logo seriam maioria e seria o fim do estado judeu independente.

“Somos o mais forte estado na região. Mas as ameaças estratégicas não resultam da questão de onde fica a fronteira. Podemos discutir cada detalhe, mas ficaremos sem um sócio para a paz e apoio internacional. Ficaríamos apenas com o sentimento de termos razão e isolados.” O seu vice-primeiro-ministro informou que apesar dos anos dedicados ao acordo, Israel e os palestinos não estão nem perto de uma declaração de princípios.
 
Foi assim a reunião do atual ministério, a última antes das eleições entre os partidários do Kadima para escolher um novo líder. Olmert está sob investigação policial por supostos comportamentos anti-éticos quando ocupava um ministério menor em fins do século passado. Ele tem que se afastar. O novo líder terá um curto prazo de cerca de 20 dias para montar um novo ministério. Se fracassar, pois nunca é fácil a tarefa de formar coligações partidárias, serão convocadas eleições parlamentares gerais. Em tal hipótese, Olmert permaneceria como primeiro-ministro interino até o eleitorado decidir qual partido será majoritário com o direito de chefiar um novo governo. Mas, pelas pesquisas, não tem mais maioria na opinião pública nem condições para decisões que mudem a história.

O futuro primeiro-ministro, seja ele do Kadima ou decidido em eleições gerais, terá de tomar decisões sobre paz e guerra caso persista o impasse nas negociações entre Israel e o governo palestino do presidente Abu Mazen que tem sido um sócio na busca pela paz. Em qualquer das hipóteses, é necessário convencer a opinião pública que pelas pesquisas aceita a hipótese de concessões substanciais aos palestinos em troca de uma paz e a coexistência de dos estados independentes - judeu e palestino - a apoiar as concessões necessárias a um acordo. Um segmento mais radical a isto se opõe e ameaça ser violento.      

Na eleição, disputam a liderança dois candidatos, ambos os ministros do atual governo. E não economizam restrições um ao outro. Os mais fortes candidatos são Tzipi Livni, advogada de 50 anos e atual ministra do Exterior, e Shaul Mofas, ex-chefedo Estado Maior das Forças Armadas e atual general da reserva. No dia 17 será conhecido o favorito do Kadima para substituir Olmert. O eleito assumirá a responsabilidade das mais graves decisões desde a criação do estado de Israel há 60 anos: as questões com os palestinos, a ameaça de um Irã com poder atômico com programa de destruir Israel apoiado pelo Hezbolá e Hamas, organizações consideradas terroristas ou ainda outras forças. 

Leia mais sobre Ehud Olmert

 


 





US Multimídia


Publicidade


Enquete