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Hezbollah promete furacão de mísseis

24/08 - 19:01 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel

Há uma noticia de que Putin, o verdadeiro líder da Rússia, recomendou a Shimon Peres, presidente de Israel, que retirasse seus assessores técnicos e armas da Geórgia se quisesse evitar um decisivo apoio de Moscou à Síria. Misha Genny deu a nota no semanário inglês “New Statesman”, que nem foi confirmada nem desmentida. Mas é notório que Israel tem íntimas relações com a Geórgia cristã que manteve guerra de uma semana com os russos sofrendo grande destruição.

Nasrallah, o líder do Hezbollah, teria tomado conhecimento do suposto recuo israelense, gozando por ter se sujeitado à sugestão russa. Ele teria declarado no domingo, do local onde se esconde com receio de ser capturado pelos israelenses, que “responderia de forma decisiva a um ataque”. Assim, sua vitória seria indiscutível.

Israel atravessa, sem dúvida, uma etapa muito delicada. Não há sinais de que possa chegar a uma paz com os divididos palestinos antes do fim do governo Bush. Condoleezza Rice, a secretária de Estado, está chegando para mais uma tentativa. Mas existem os palestinos governados pelo Fatah e presididos por Abu Mazen e os palestinos da Faixa de Gaza, governados pelo Hamas, que não admite sequer a hipótese de aceitar a existência de Israel.

O Hamas – Movimento de Resistência Islâmica - é uma organização com militantes da ala mais radical da seita sunita. Seus soldados são treinados para todas as táticas terroristas. O Hezbollah é qualificado de movimento terrorista. O grupo se vangloria de ser muito bem armado e de contar com a ajuda do Irã, cujo presidente não perde a oportunidade de prometer a eliminação de Israel. O Hamas, por sua vez, contaria com um número considerável de mísseis de médio e mais longo alcance. Os analistas não duvidam de que o Hamas objetiva o poder sobre todos os palestinos. Na hipótese de proclamação do esperado Estado Palestino e pacificação  de suas relações com o Fatah, ganharia as eleições e chegaria ao poder. A zona ocupada por palestinos é colada a do Estado Judeu. Não se pode antever uma paz. É a região Norte de Israel.

No lado Sul está o Hezbollah, o Partido de Deus, da seita xiita, a mesma do Irã, que é o maior poder de fato do Líbano atual, jurado de  extermínio do Estado Judeu por todos os meios possíveis. Os soldados do Hezbollah, assim afirmam os especialistas, são condicionados a táticas terroristas de auto-sacrificio. Suicídios para matarem.

Nasrallah pronunciou suas ameaças, como sempre, via Al- Manar, seu canal de televisão. Ele não aparece em pessoa com receio de ser eliminado. Ele disse que falava como alguém que conhece a força de seu grupo. “Israel pensará dezenas de  milhares de vezes antes de atacar”, disse ele. Mohamed Read, do Hezbollah, segundo a agência libanesa de notícias, disse que se o Irã for atacado “a  resposta imediata será um bombardeio por 11 mil mísseis num só tempo sobre Israel”. Síria e Irã teriam seus mísseis já orientados para alvos israelenses.

O  chefe do governo de Israel  está sob investigação policial por suposta submissão a corrupção em fins do século passado. No dia 17 de setembro, o seu partido, Kadima, realiza eleições para a escolha de um novo líder e, logo, um novo chefe de governo. Não cito os valores envolvidos, pois são ridículos face o que se diz do Brasil.

Um novo presidente será escolhido em novembro pelos americanos. Então se afirma que nada de decisivo tende a acontecer antes da saída de Bush. Mas nunca se sabe nada com certeza absoluta.





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