iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Economia brasileira preocupa

28/07 - 19:47 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel

ISRAEL - Ouso fazer uma sugestão ao governo. Nos meios diplomáticos nos quais circulo devido à profissão, e também em financeiros, recolho preocupações sobre a economia brasileira.

A economia americana, da qual partiu a dinâmica da crise, é a maior de toda a história em termos de sua riqueza. Produz mais trilhões do que a soma da maior parte das economias dos demais países. Mas ainda não se recuperou do que aconteceu com o seu mercado imobiliário, a crise do sub-prime. Não é previsível de quando isto acontecerá.

O dólar vai ficar na desconfiança de quem poupa e investe por tempo indeterminável. Então quem vende ou investe vive concentrado no que ocorre nas demais economias destacadas, O Brasil é uma delas. E notem o que andei ouvindo.

Ouvi de diversas fontes e de diferentes nacionalidades preocupação com a bolsa-família de Lula. Fui perguntado quanto se aplica em tal programa de diversas maneiras e semelhantes intenções. Quantos são beneficiados em “tais programas de assistência aos setores mais pobres. Quantos milhões são incluídos”? E daí para diante.

Peço perdão por minha ignorância no caso. Imagino 45 milhões de brasileiros. Alguns comentaram maliciosamente, gente da Europa, que Lula fora inteligente ao atualizar os valores “pois a inflação dos preços de alimentos deve ter chegado a vocês. Quanto custou a operação?” Concentrado nas notícias internacionais ignoro e não soube responder. É inevitável novo reajuste. Tem recursos previstos? Não soube responder. O reforço de verba dependerá de aprovação parlamentar? Vergonha, não soube dizer. Então, palavra, várias das fontes colocaram a seguinte dúvida: se, com a inflação, os bolsistas sentirem que já não compram mais o mesmo, se gente do Congresso se opuser a um novo reajuste, o que poderá acontecer? Que grupos serão publicamente responsabilizados?

Com a abrangência e instantaneidade da internet, a existência do MST e grupos afins é conhecida e mesmo discutida. E não apenas pelos grupos acadêmicos que se especializam no estudo de tais fenômenos sociais e iniciativas inovadoras.

Empresas, empresários, especuladores em bolsas, quem vive em função dos movimentos do capital, preocupam-se com suspeitas ou fatos que possam afetar seus ativos.

Pelo nível de gente com quem falei, o que acontece aí, em casa, ou pode acontecer, são coisas que chegam às maiores empresas, bancos, corretoras, milionários. E tendem a se refletirem no que se pensa sobre a economia brasileira. O MST é famoso.

Para ser franco, recolho o receio de movimentos sociais agressivos apesar de já se saber pelo mundo que Brasil não é México nem Buenos Aires fica no Rio como se pensava no século passado. Mas diria ao Celso Muniz, ao Franklin Martins de cujo pai fui amigo, ou a quem cabe a iniciativa. Digam algo que reduza as preocupações do mundo. E logo. 45 milhões é muita gente. Assusta imaginar protestando o que já consideram direito adquirido.

Leia mais sobre economia





US Multimídia


Publicidade


Enquete