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Militantes ou terroristas: o drama de hoje no mundo

16/07 - 21:03 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel

 Nahum Sirotsky, em Israel - Todas as emissoras de notícias, agencias, jornais, acompanharam o fato mais dramático do dia. A troca de prisioneiros do Hezbollah em Israel pelos cadáveres de dois soldados judeus.

Quando se trata de indivíduos a informação sensibiliza as multidões mais do que notícias sobre milhares anônimos. O escândalo envolvendo figuras brasileiras conhecidas desviam as angústias dos aumentos de preços no país.

Kuntar, cuja libertação foi a grande exigência do Hezbollah, foi um de três elementos que chegaram uma noite num pequeno barco de borracha. Vieram do Líbano a praias de Israel, distância de poucas centenas de metros. Vieram para matar. Kuntar conseguiu matar um jovem pai a tiros e esmagou a cabeça da filha de 4 anos contra uma parede. Foi detido e condenado á prisão perpetua. Nazralá, o líder do Hezbollah, chegou a insinuar que os soldados estavam vivos. Foram devolvidos em caixões.

Kuntar foi recebido no Líbano como herói. E assim o Hezbollah, provou-se o poder de fato em Beirute.

Nazralá, que vive em esconderijos com receio de ser apanhado em operação israelense, tem hoje a posição de maior dos árabes muçulmanos. Para a maioria dos paises da Comunidade Internacional, o Hezbollah é organização terrorista, como é para Israel. Uma organização dedicada ao martírio de sua gente em defesa do programa de destruir o Estado judeu por todos os meios possíveis.

A análise dos corpos indicou que já eram cadáveres quando capturados na emboscada na qual foi destruído um carro blindado que ocupava e patrulhava a fronteira. Ambos eram reservistas em serviço anual obrigatório. E o preço verdadeiro de toda a questão, porém, inclui o rapto ter precipitado uma guerra na qual foram vítimas dezenas de soldados de Israel e um numero não conhecidos de jihads, guerreiros do Hezbollah.

E grande destruição em áreas ocupadas pelo Hezbollah em ações da força aérea de Israel. A guerra não terminou em vitória militar de lado algum. Mas, no final o Hezbollah foi afastado da fronteira e substituído por forças internacionais e libanesas. Fica então menos provável nova guerra, porém, não impossível nem improvável. O Hezbollah se rearmou e conta com milhares de mísseis. A área fronteiriça de Israel, com a calma reinante, transformou num centro turístico de descanso. O clima é sempre aprazível.

Não existe segurança absoluta, claro. O Hezbollah tem tropa de candidatos a mártires, shahids, que não ostenta bandeira de país.

Israel agora apressará as negociações com o Hamas palestino, organização muçulmana qualificada de terrorista com programa de não desistir em hipótese alguma de destruir o Estado judeu. E capturou e ainda mantém vivo um soldado de Israel. Animado com os resultados obtidos pelo Hezbollah, o Hamas já anunciou que se sente justificado a pedir maior preço possível para solta-lo.

Existe um consenso de que a negociação para soltar o soldado Shalid será a grande jogada do Hamas para consolidar seu prestigio na opinião pública palestina. E conquistar o poder por meios político-eleitorais na esperada proclamação do estado palestino. Não se pode abandonar um único soldado. Alem deste fato existe o problema da lei civil, canônica, de que sem provas concretas a mulher não é considerada viúva e não pode recasar.

A maioria dos reservistas dos quais depende a defesa de Israel é de casados ou amigados. Mas, qual o preço limite de uma vida? No caso dos soldados, cujos corpos foram recuperados, chegou-se a uma guerra. A negociação da troca é posterior ao cessar-fogo e foi promovida por agente alemão. . no caso do Hamas o que será?





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