12/07 - 17:27 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
TEL AVIV - Principalmente Israel e Irã não deixam passar dias sem ameaças mútuas. E os americanos com poderosa frota no Golfo Pérsico, de olhos no estreito de Hormuz, passagem de cerca de 40 por cento do petróleo que movimenta a economia mundial, prometem defender seus aliados e amigos. E contam com inúmeras bases pela região.
A experiência histórica ensina que ameaça em geral acaba acordos. Mas em geral não é nunca. O Ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, não perde chance de lembrar que seu país é uma potência e pode responder com mortal eficácia. E nas últimas horas a semi-oficial Fars (Persa) News Agency, atribui a Mujtaba Zonour um dos principais assessores do Aiatolá Ali Khameinei, líder supremo do Irâ, a declaração de que um pequeno movimento de Israel e o Irã destruitará o Estado zionista e nenhuma das bases americana na região estará fora do alcance.
Ainda na semana que passou o Irã realizou exercícios do alcance e eficiência de seus mísseis. E declarou que podem alcançar Israel. Teerã persiste na sua recusa de mudar o sentido de suas pesquisas atômicas que supõem-se estejam perto da produção e teste da sua Bomba Nuclear. Israel, com menos de dois por cento do tamanho do Irã, e população equivalente a cerca de dez por cento daquela da Pérsia, vive praticamente em Estado da alerta devido a inimizade de muitos de seus vizinhos. Também realizou exercícios aéreos.
O Telegraph, de Londres, num editorial, diz que pode ser que as atitudes do Irã visam a melhorar sua posição caso aceite negociar com os membros permanentes do Conselho de Segurança-Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra, somando-se a Alemanha, mudanças comprováveis do rumo que segue no campo nuclear. Eles lhe oferecem grandes compensações no caso. O Irã pode ter força militar mas não se pode comparar com americanos e israelenses juntos. Além de ser economicamente vulnerável. Aconselha o Irã a negociar. Mas a troca de ameaças na região só faz aumentar a falta absoluta de confiança entre Israel e o Irã. Quando um não quer dois não brigam, aprendi na infância. Naqueles tempos o limite era ofender a mãe. E agora não sei.

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