iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

A bomba e o custo de vida no mundo

22/06 - 19:22 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel

Nahum Sirotsky, em Israel - As dúvidas sobre os  trabalhos do Irã no campo atômico seguem como preocupação internacional. Muitos suspeitam que o país caminhe para produzir uma bomba nuclear. E todas as tecnologias de espionagem a distancia só servem para confirmar um fato concreto. Apenas espiões no local são confiáveis e não se sabe de existirem tais fontes.

O Irã, antiga Pérsia, adota a seita minoritária xiita, e é admirado pelas  massas árabes, majoritariamente sunitas, a religião conforme praticada por Maomé. É que desafiam pressões americanas para que mude a aparente direção de suas pesquisas. Mas a maioria dos governos árabes é de sunitas que temem que o Irã “atômico” se imponha como o país-líder do Oriente Médio do qual se exporta cerca de 40% de todo o petróleo consumido.

Centenas de petroleiros passam diariamente pelo “estreitíssimo” de Hormuz. Nas águas oceânicas próximas navegam todos os dias e noites do ano as mais poderosamente armadas frotas americanas e inglesas para garantirem a navegação. 

Há seis anos, o petróleo era vendido a US$ 20 o barril. Agora já chegou a US$ 140 por fatores tais como o consumo dos chineses a qualquer custo, demanda maior que oferta, queda do valor do dólar, ações de especuladores... O petróleo entra na composição de todos os preços, do mais básico ao mais sofisticado produto.

Há poucos dias, o “New York Times” sacudiu o mundo com a notícia de que Israel realizara exercícios aéreos aparentemente para que o Irã saiba que pode ser preventivamente atacado. O presidente do Irã não se cansa de ameaçar com o fim do que chama Estado Sionista. Espuma de ódio.

Israel tem extensão territorial equivalente a cerca de 2% daquela do Irã e uma população de cerca de 10% da iraniana. Não pode esperar ataque para responder.

Nos termos em que reagiu às noticias de intenções israelenses, o Ministro da Defesa do Irã deixou explícito que tem meios fora do Irã para reagir. A troca de ameaças via jornais teve como conseqüência mais elevação do preço do petróleo, que acaba aumentando o preço do feijão que se come no Brasil.

Israel, que nasceu depois da matança de milhões de judeus pelas forças nazistas de Adolf Hitler, opta por acreditar em todas as ameaças que fazem. Os analistas mais informados não esperam um choque entre Israel e Irã, porem não descontam hipótese alguma. Um Irã “atômico” tenderá a evitar ataques frontais, pois, além de tudo, as frotas ocidentais tem fantástico poder de fogo. Mas o que não se desconta é a possibilidade de organizações fundamentalistas, apoiadas pelo Irã, fiquem, finalmente, com acesso às armas de destruição em massa – biológicas químicas e nucleares.

Organizações que anunciam como objetivo destruírem Israel e são, elas próprias, alvos de difícil destruição, como comprova a experiência de guerras assimétricas, aquela entre forças de um país e forças sem bandeira nacional.





US Multimídia


Publicidade


Enquete