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Escolha entre povo e causa, um dilema de lideranças

26/05 - 13:32 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel

O noticiário da televisão chinesa, nos seus textos e apresentações, refletem sutis mudanças no pensamento do país. As reações ao terremoto são de um governo empenhando tudo para ajudar seu povo e aceitando ajuda internacional, uma reafirmação de que as Olimpíadas de Pequim devem ser as mais brilhantes da história.

Nos debates, as pessoas se expressam bem perto do que chamaríamos de liberdade democrática, e assim é, dizem.

Economistas e empresários chineses defendem que o país precisa sustentar o atual ritmo de crescimento, não só em função de seus objetivos  
internos de modernização mas também para evitar um desastre mundial, já que os EUA enfrentam uma grave crise econômica.

Essa postura mostra uma espécie de responsabilidade internacional, de opção pela integração às nações. Nada de demagogia anti-capitalista e anti-americana. 

Um velho amigo que vive em Nova Iorque me manda cópias do que Stephen Graubard, intelectual e escritor americano, anotou de um almoço com H.Kissinger. Das inúmeras observações, chamou-me a atenção de que ele diz que para se integrarem na comunidade internacional países precisam optar entre a ideologia e os interesses verdadeiros de seus povos. E isto logo me ajudou a entender melhor as confusões do Oriente Médio.

Os países de maioria muçulmana da região enfrentam tal dilema. Existem pressões para que promovam a islamização como causa. O caso do Irã é um exemplo mais óbvio, e, em cada país há setores de visão moderna que querem priorizar interesses nacionais concretos como desenvolvimento para vida melhor de seus povos.

O Egito, por exemplo, não desiste de conseguir um cessar fogo na Faixa de Gaza, que é essencial para o segmento palestino dominado pelo Hamas e sua ideologia. Sem um cessar fogo fica inviabilizada a criação do Estado palestino independente, e a tranqüilidade essencial às iniciativas criativas.

As condições impostas pelo Hamas são consideradas inaceitáveis até pelo Egito, o que causa um cenário perigoso, de quando Gaza será invadida por Israel, cujo povo não mais se conforma com os ataques diários vindos de Gaza, desligada da Palestina legal de Ramala.





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