08/05 - 20:29 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
Nahum Sirotsky, em Israel - Já está nas primeiras paginas dos jornais internacionais a divulgação por meios da polícia das desconfianças que cercam Ehud Olmert. Mas os meus famosos colegas da mídia internacional, tanto da impressa como eletrônica, estão comendo mosca. Às vezes até suspeito que sequer leiam os próprios textos com suficiente atenção.
Hoje, alem do destaque as suspeitas de suborno aceito pelo chefe do governo, falam de que prejudica a missão Bush de dar um novo empurrão ao imobilizado processo de paz. Acontece que já fazem dias que a Casa Branca anunciou com todas as letras que o presidente vem em visita de cortesia pelos 60 anos de Israel. Não agendou nenhum encontro para discutir questões políticas.Vem dar um forte abraço texano.
Olmert, ao serem divulgados aspetos das suspeitas policiais, imediatamente foi as emissoras de televisão e rádio para confirmar que milionário americano prestou ajuda a várias das campanhas em que se meteu na sua ascensão desde os finais dos anos oitenta do século que passou.
“Nunca entrou um centavo em meu bolso. Nunca aceitei suborno. Em nosso país, as campanhas políticas custam dinheiro e são apoiadas com doações de particulares”, disse. “Mas se for aberto processo contra mim no mesmo instante me demitirei”, prometeu.
Até a noite de hoje, quinta, não havia processo aberto. A divulgação foi feita em respeito ao direito do público a tudo que se relaciona com as atividades dos servidores públicos.
A lei israelense é rigorosa. Servidor público não pode aceitar presentes acima de pequenos valores e que devem ser informados. Há anos um dos maiores heróis de guerra do país, o seu primeiro piloto, Ezer Weizman, demitiu-se da presidência por receber pequena ajuda de amigos. Um chefe de governo demitiu-se ao se saber que sua mulher guardava presentes como tapetes e cristais. No caso de campanhas eleitorais, é possível que os valores permitidos pela lei estejam desatualizados.
Seriam anteriores a profissão de marqueteiro, mídias caríssimas como as eletrônicas e a internet. eletrônicas. Mas lei é lei. E errada cabe ao Parlamento reformá-las ou a justiça dar-lhes novas interpretações. A polícia vai aonde quer e interroga a quem necessita. Às vezes me dá inveja. Não é país de anjos, longe disso, mas é país onde titulo não é documento. E as complicações atuais coincidem com as festas dos sessenta anos. Mas Bush, coleguinhas, já estava prevenido.

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