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Correspondente iG: Líbano equilibra-se perto do abismo

24/03 - 14:23 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel

JERUSALÉM - E a vida continua. O secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, receia que o Líbano, por não ter podido preencher o cargo de presidente, apesar de 15 meses de tentativas, acabe implodindo em violência. Já Kofi Anan, seu antecessor, sugere que a ONU manobre com a maior cautela entre os inúmeros conflitos existentes no Oriente Médio que pode explodir. Um ataque ao Irã, para ele, seria uma tragédia.

A questão libanesa na essência consiste na escolha um presidente. O desacordo é se a preferência deve ser um político simpático à Síria ou presidente para um Líbano independente. Nova tentativa será na terça-feira, no Parlamento, mas não se prevê sucesso.

A Rússia, empenhada em se reafirmar como grande potência, quer uma conferência internacional de paz entre Israel e mundo árabe para concretizar as decisões adotadas na Conferencia de Anápolis promovida pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. O presidente do Egito, Hosni Mubarak, está em Moscou. Seu país trabalha por um cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Sem um acordo, Israel acabará entrando em Gaza para acabar com os ataque de mísseis. O Iêmen tenta promover um acordo entre o Hamas e o Fatah com o objetivo de Gaza voltar a se integrar na Palestina que Mahmoud Abbas preside.

Estes são passos essenciais para a proclamação de um Estado palestino independente. Dia 29 é o dia da reunião dos chefes de Estado dos 22 paises da Liga Árabe. A Síria diz que será a “ conferência da solidariedade árabe e esperança de ação unificada diante das questões do Iraque e Palestina”, escreve o diário jordaniano “Ad-Dustour”.  O grande Aiatolá, Moahammed Hussein, maior figura religiosa do 1,2 milhão de xiitas libaneses já declarou que tais conferências nunca dão em nada.

Um porta-voz de Ban Ki-moon, já informou que o secretario-geral não irá pois acabou de encontrar os lideres árabes na conferência da Organização dos Países Islâmicos no inicio do mês. A crise financeira ainda está em processo. É cedo concluir que acabou o poder americano.Ainda não chegou a hora de se mudar de cavalo.





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