23/02 - 12:41 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
Do Nahum Sirotsky em Israel- No próximo dia 3 de março, a Agencia Internacional de Energia Atômica (IAEA, as iniciais em inglês)deve decidir se justifica-se resolução admitindo que não tem meios para deslindar as suspeitas de que o Irã pretende produzir a Bomba. Há pendente a hipótese do Conselho de Segurança votar novas sanções. A chamada Comunidade Internacional não confia o bastante no presidente iraniano. O recente relatório da IAEA, como obtido por repórter da Associated Press, contém elogios à Teerã, mas diz que “não suspendeu suas atividades de enriquecimento do urânio” e outras diretamente relacionáveis a programa que leva á Bomba.
Recentes declarações do presidente iraniano prevendo o fim de Israel, ao qual classificou de micróbio, não contribuem para a imagem dele e de país que assina a Carta das Nações Unidas. Israel prefere não ter duvidas das intenções dele. Para os judeus a memória dos massacres sofridos na II Guerra ainda está viva na memória que o Museu do Holocausto de Jerusalém preserva numa lista de mais de três de milhões de mortes comprovadas e de poucas centenas de sobreviventes. E no fato de ter ressurgido há 60 anos e continuar num contexto geopolítico desfavorável. Perigoso.
O Irã, a antiga Pérsia, tem 65 milhões de habitantes distribuídos em um milhão e 650 mil quilômetros quadrados. Israel tem cerca de 7 milhões, sendo 20% de árabes palestinos e outras minorias não judias numa extensão territorial de 20 mil quilômetros quadrados. País de extensão equivalente a pouco mais de 1% do território iraniano e o equivalente a pouco mais de dez por cento da população iraniana. O Irã é rico em recursos naturais o que não existe em Israel. Em termos do poder de destruição das armas da moderna guerra eletrônica esta diferença de espaço é vital..
Na fronteira norte de Israel concentra-se o Hizbalá libanês, o Partido de Deus, com sua tropa de voluntários ao martírio, shahids, algumas dezenas de milhares dispostos a morrer matando. O Hizbalá libanês árabe é da seita shiita, a mesma do Irã persa. Os shiitas são menos de dez por cento do bilhão e meio de muçulmanos no mundo que são sunitas. No nosso mundo e época é essencial saber dessas coisas. Os sunitas praticam as tradições suni, herdadas de Maomé, que se podem sintetizar em poucas palavras: “ALAH (Deus) é um só e Maomé o seu profeta e mensageiro”. O suni está no Corão, o Livro Sagrado da religião, e na Shaaria, coletânea de leis e suas interpretações definitivas. Islã se traduz por submissão, a atitude esperada do crente face às obrigações ditadas para a prática.
Os shiitas aceitam tudo isto e acrescentam veneração a Ali, genro do profeta que morreu degolado por forças sunitas e cuja cabeça está enterrada em Kerbala, cidade iraquiana. Os shiitas cometem duas heresias pois veneram Ali cujo sacrifício deu a origem a seita.E se auto-fustigam até sangrar quando vão em peregrinação a Kerbala, pecado pois muçulmano não pode derramar sangue islamita.
Nazrallah, carismático líder do Hizbalá que vive escondido pelo receio de ser morto pelos serviços secretos de Israel, e´conhecido e respeitado por cumprir o que promete.Está convencido de que seu amigo e co-fundador do Hizbala, recentemente morto num atentado em Damasco,Síria, foi assassinado pelo Mossad israelense,E promete vingança o que obrigou Israel adotar medidas máximas de segurança dentro e fora do pais. Não se duvida de que virá audaciosa provavelmente com ajuda de serviços secretos do Irã.

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