17/12 - 17:40 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel
JERUSALÉM - Eleição não é brinquedo pra criança. A leitura do relatório da Comissão Federal Eleitoral (Federal Election Comission, FEC), dos Estados Unidos, revela que existem 16 possíveis candidatos presidenciais pelos partidos Democrata e Republicano, os dois maiores.
As eleições serão dentro de mais um ano. Mas já levantaram mais de 400 milhões de dólares de contribuições descontáveis na declaração de renda dos contribuintes. E já gastaram 150 milhões para ganharem as eleições primárias nas quais o eleitor indica, estado por estado, o seu favorito ao eleger os membros do Colégio Eleitoral que é quem, em ultima substância, elege o presidente e seu vice. Em um certo sentido as eleições são indiretas. O candidato pode ter maioria dos votos do país e perder por não ganhar num número suficiente de estados da federação.
É interessante ter a informação certa. O FEC vigia as contribuições recebidas, pois há limites. Em tese, o cidadão mais pobre pode concorrer. Porém, com o desenvolvimento e integração dos meios de comunicação, tem de ter muito dinheiro de seu lado pois os custos da campanha só fazem crescer a cada pleito. Os gastos totais dos candidatos escolhidos por seus partidos são centenas de milhões de dólares em 2008, o ano eleitoral.
| EFE |
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| Mitt Romney é o candidato mais rico |
O site do departamento de Estado dos EUA é muito informativo. O mais rico dos candidatos é o republicano Mitt Romney, com fortuna pessoal estimada entre US$ 190 a 250 milhões. Hillary Clinton, candidata do Partido Democrata, deve ter, junto com o marido Bill, cerca de 50 milhões de dólares. O republicano John McCain tem cerca de US$ 30 milhões. Barak Obama, democrata, ficou milionário com dois livros de memórias e pensamentos que publicou. Terá pouco mais de US$ 1 milhão, o pobre.
Romney gasta do dele, mas Hillary só emprega dinheiro de contribuições que traduzem confiança em que pode ser bem sucedida. Quem tem investe, pois não será esquecido pelo vencedor, é um velho principio da arte de política.
Muitos milionários foram eleitos presidentes como Roosevelt, Kennedy e outros. O Congresso americano aprovou, em 2002, lei pela qual os menos prósperos podem usar mais dinheiro de doadores e do partido. A idéia é que assim os menos ricos passam a ter mais chances.
Ser milionário não é coisa muito rara em um país que vem há muito na posição de maior potencia econômica mundial.
| AP |
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| Obama, o pobre, tem US$ 1 milhão na conta |
Em 2006, pesquisas comprovaram que cerca de 3% da população americana, ou 9 milhões, pode declarar possuir mais de um milhão de dólares. A receita média do americano chega a perto de 50 mil dólares por ano. É muito. Romney já gastou cerca de 18 milhões de seu próprio dinheiro na campanha para ser escolhido o candidato republicano nos estados da União.
O ex-prefeito de Nova York e atual pré-candidato republicano, Rudolph Giuliani, tem fortuna de dezena de milhões de dólares. É de deixar tonto. Bush, ao se candidatar a reeleição em 2004, tinha perto de US$ 20 milhões e o seu opositor, democrata e atual senador John Kerry, mais de 200 milhões de dólares.
Na pratica, seja quem for o eleito há de ser um milionário. E os candidatos têm a frente a batalha para serem escolhidos pelos seus partidos. Estão percorrendo o país apesar da internet e televisão que ajudam, mas não decidem.
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