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    <title>Último Segundo :: Caio Blinder</title>
    <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/</link>
    <description>Caio Blinder</description>
    <language>pt-br</language>
    <pubDate>Fri, 06 Nov 2009 09:20:41 -0300</pubDate>
    <lastBuildDate>Fri, 06 Nov 2009 09:20:41 -0300</lastBuildDate>
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      <title><![CDATA[Último Segundo :: Caio Blinder]]></title>
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      <title><![CDATA[Queda do Muro de Berlim não foi o fim da história]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/11/06/queda+do+muro+de+berlim+nao+foi+o+fim+da+historia+9032053.html</link>
      <description>NOVA YORK- Estamos em uma maratona de celebração dos 20 anos da queda do muro de Berlim. Mas a história não terminou quando o muro caiu e o comunismo soviético ruiu. Francis Fukuyama errou ou ao menos se precipitou na previsão. No seu ensaio clássico "O Fim de História", de 1989, ele argumentou que nenhum sistema com credibilidade sobreviveria ao modelo político e econômico praticado pelos EUA e outros países ocidentais. Para Fukuyama, a história passaria a ser uma corrida dos países para recuperar o tempo perdido e concretizar o modelo vitorioso. Afinal, por esta visão, a queda do muro em 9 de novembro de 1989 simbolizou o triunfo da democracia liberal do livre mercado sobre seu último rival ideológico, o comunismo.&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Duas décadas depois e o mundo se cicatrizando de uma crise econômica gravíssima, floresce o debate se existe uma nova competição, com sólidos regimes autoritários apregoando e de fato oferecendo prosperidade e segurança. Este novo modelo incorporou os componentes econômicos essenciais dos vitoriosos (mas não os políticos) e se forjou como o capitalismo autoritário praticado por excelência pela China, e, com menos autocofiança, pela Rússia, países de revoluções comunistas no século 20.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Numa maquinação perversa, China e Rússia adotaram uma forma mais eficiente de autoritarismo, e provavelmente mais popular que nos tempos da Guerra Fria. O muro caiu e houve a adoção quase universal do capitalismo, mas não da democracia ao estilo liberal. Basta ver que mesmo em países da Europa Oriental que tanto celebraram a queda do muro e o fim do domínio soviético, existe em amplos setores uma nostalgia dos velhos tempos, quando não havia liberdade mas o básico de bem-estar social era garantido.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Já em partes da Ásia, África e em mais próximos rincões bolivarianos, o modelo chinês é uma fonte de inspiração, visto como alternativa ao receituário ocidental, desmoralizado com a encrenca econômica global.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A boa notícia é que este novo modelo não pode assumir um tom triunfalista, apesar de sua autoconfiança. Não é fim da história, ainda não dá para saber se a estrutura de poder autoritário, em particular na China, poderá sobreviver com uma sociedade mais sofisticada e dinâmica. Basta ver que na Ásia, alguns países bem sucedidos e hoje democráticos, como Coréia do Sul e Taiwan, mostram que depois de algum tempo prosperidade não quer andar de mãos dadas com autoritarismo.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;No caso da Rússia atual, embora possa exibir sinais de restauração de glórias passadas, ela é bem menos poderosa do que a antiga União Soviética. E outros dois países-chave no mundo emergente estão no campo solidamente democrático. Um é a Índia. Preciso dar o nome do outro? Ambos podem ser um exemplo alternativo para o mundo em desenvolvimento e não a China.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=queda+do+Muro+de+Berlim" target=_top&gt;queda do Muro de Berlim&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 06 Nov 2009 09:11:53 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/11/06/queda+do+muro+de+berlim+nao+foi+o+fim+da+historia+9032053.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Eleições picadinhas são mal digeridas por Obama]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/11/05/eleicoes+picadinhas+sao+mal+digeridas+por+obama+9025954.html</link>
      <description>NOVA YORK-&amp;nbsp; Existe uma orgia de análises sobre eleições picadas realizadas terça-feira nos EUA, mas não é possível fazer uma comoção federal sobre os resultados. É verdade que o picadinho saiu mal passado para o presidente democrata Barack Obama. Ele tem dificuldade para digerir os votos, especialmente quando gostaria de estar celebrando com um banquete de marketing um ano de sua eleição histórica.&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A oposição republicana recebeu uma vitamina moral (e em menor escala política) com as vitórias dos seus candidatos a governador nos estados de Virgínia e Nova Jersey. Vale insistir que neste tipo de pleito, os fatores locais e o peso dos candiidatos valem muito mais do que uma avaliação sobre o primeiro ano da era Obama.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Muitas vezes, porém, é dificil separar o local do federal. Se, de um lado, é exagero dizer que as eleições foram um referendo sobre o governo Obama; de outro, é preciso admitir que os eleitores transmitiram uma mensagem de alerta&amp;nbsp; Existe um clima generalizado de desencanto no país, com o quadro econômico, a explosão do déficit e as promessas não cumpridas do grande orador Barack Obama.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O presidente está tendo dificuldades para consolidar a coalizão armada no ano passado, que atraiu independentes. Nestes pleitos em Nova Jersey e Virgínia, eleitores independentes (que muias vezes são conservadores desiludidos) se bandearam para os republicanos. Ademais, os setores mais conservadores se mostram muito aguerridos e mobilizaram suas bases com mais intensidade. Não houve a mesma motivação do lado democrata. Isto mostra que a mágica Obama não é facilmente transférivel, o que pode prenunciar problemas para os democratas nas eleições de 2010, quando estarão em jogo todas as cadeiras da Câmara e 1/3 do Senado.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Há, porém, um alerta também para os republicanos. Curiosamente, a eleição que mais chamou atençào foi no remoto distrito 23, convocada para uma repor uma cadeira de deputado no estado de Nova York, numa região que faz fronteira com o Canadá.&amp;nbsp;É o fim do mundo, mas se tornou o centro dos debates políticos. Setores mais conservadores se insurgiram e resolveram endossar um candidato realmente de direita que nem concorria pelo partido. Deu confusão e cisão. A prória candidata republicana caiu fora da corrida e endossou o democrata. Este democrata acabou ganhando num distrito que era feudo republicano desde o século 19. A lição para os republicanos é o perigo de um desvio excessivo para a direita, o que seria mal digerido pelos eleitores.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=Estados+Unidos" target=_top&gt;Estados Unidos&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 05 Nov 2009 08:17:14 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/11/05/eleicoes+picadinhas+sao+mal+digeridas+por+obama+9025954.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Obama, eleição histórica e governo decente, nada mais]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/11/04/obama+eleicao+historica+e+governo+decente+nada+mais+9010085.html</link>
      <description>NOVA YORK- Um ano da eleição de Barack Obama e não temos motivos para grandes comoções, decepções ou celebrações neste 4 de novembro. Nada tão surpreendente na era Obama. No poder, ele é basicamente o que apregoou na campanha em termos pessoais e profissionais. Claro que o presidente é um liberal, mas não de uma escola revolucionária. Usando um palavrão, Obama é um incrementalista. &lt;BR&gt;&lt;P&gt;Por instinto e formação (aqui se deve entender que liberal significa esquerdista no ideário americano), ele acredita que o Estado pode fazer bem. A crise econômica deu mais espaço para o ativismo governamental, mas nada na escala paranóica denunciada por conservadores que embarcaram numa cruzada populista contra o presidente que eles consideram socialista ou nacional-socialista. Esquerdistas também forçam a barra. Dizem-se frustrados com as concessões de Obama aos tubarões de Wall Street e sua relutância para implantar uma agenda progressista. De novo, Obama talvez tenha carregado um pouco na oratória de campanha, mas trabalha dentro de uma realidade circunscrita.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Obama é um politico pragmático e conciliatório. Isto não impediu que amainasse a polarização política. Basta ver como ele atua nas excruciantes negociações sobre a reforma da saúde. Prefere limitar as ambições de reforma em troca de alguns parcos votos republicanos. Obama é um político, não um santo ou um cavaleiro alado da esperança. De qualquer forma, cai do cavalo. Para uns, ele não passa de um ingênuo com sua papagaiada de reconciliação global ou fim das divisões partidárias dentro dos EUA. Para outros, é um cínico, manipulador de expectativas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Para mim, Obama é um presidente decente, enfronhado em dilemas da pesada como o Afeganistão, uma crise que ele simplesmente não pode ignorar. Seu processo deliberativo sobre o envio de tropas adicionais ao Afeganistão é visto como prova de indecisão por críticos conservadores. Mas o que eles queriam? George W. Bush precisava provar que era um destemido homem de decisões. Tomava decisões erradas em questão de segundos sem refletir muito ou simplesmente sem refletir.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A casa não caiu com Obama. Neste final de 2009, o país se afastou do precipício econômico, no qual se encontrava na época de sua eleição em 4 de novembro passado. É um alívio, mas não muito mais do que isto. Em política externa, nada muito impressionante. O Prêmio Nobel da Paz, a ser recolhido em dezembro, é constrangedor&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Obama prometeu um novo engajamento com o mundo. A imagem americana é melhor no exterior, mas resultados concretos não são muito frutíferos. Um presidente meio idolatrado pelo mundo não está fazendo muito e mostra-se incapaz de persuadir países estrangeiros a se moverem na direção do tal bem comum. Além dos dilemas no Afeganistão (agravados pelo fiasco da reeleição de Hamid Karzai), temos o aprofundamento da crise paquistanesa, os iranianos tratando os americanos (e o mundo) como idiotas com as enrolações nas negociações nucleares, China e Rússia sem apetide para concessões substantivas, israelenses e árabes fazendo trapo da costura diplomática da Casa Branca no Oriente Médio e a impotência do presidente para convencer o seu próprio Congresso a derreter a resistência contra um pacto global em mudanças climáticas. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mais perto do Brasil, temos a crise em Honduras. Houve uma mudança de paradigma, com os EUA desta vez sem um alinhamento automático no seu quintal com um golpinho conservador e quem sabe o ativismo diplomatico norte-americano dos últimos dias resolva este impasse sobre quem manda no país. Mas, cá entre nós, como uma crise hondurenha se converteu no epicentro do jogo hemisférico? Nos EUA, o imbroglio em Tegucigalpa não está no radar neste balanço do primeiro aniversário de uma eleição histórica, que resultou em um governo mediano. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Sendo generoso, Obama merece uma nota 6, um pouco acima da sua taxa de aprovação popular. Obama, por enquanto, é um presidente decente, não muito mais.&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 04 Nov 2009 04:21:47 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/11/04/obama+eleicao+historica+e+governo+decente+nada+mais+9010085.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Republicanos esperam estragar festa de um ano da eleição de Obama]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/11/03/republicanos+esperam+estragar+festa+de+um+ano+da+eleicao+de+obama+9001925.html</link>
      <description>NOVA YORK- Na quarta-feira, primeiro aniversário da eleição triunfal de Barack Obama, a oposição republicana espera celebrar com as derrotas dos democratas nesta terça-feira nas eleições para governador nos estados de Nova Jersey e Virgínia. Competições locais não deveriam gerar grandes comoções exceto para os habitantes locais&amp;nbsp; (eu, por exemplo, vivo em um subúrbio na imensa área metropolitana de Nova York que fica no estado de Nova Jersey). No entanto, existe uma obsessão para medir Obama quase que diariamente e qualquer coisa se converte em um referendo sobre o presidente. &lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Claro que Obama não se preocuparia se os democratas tivessem garantidas estas duas eleições para governador. Em primeiro lugar, isto está longe de acontecer e, em segundo, a taxa de aprovação do presidente está derrapando (embora ainda seja saudável na faixa dos 50%) e existe um sentimento generalizado de desencanto. A mágica acabou e Obama, de fato, tem motivos para se preocupar caso se faça muita onda com estas votações locais. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em Nova Jersey, é uma disputa marcada por comerciais negativos entre o governador democrata Joe Corzine e o desafiante republicano Chris Christie. Corzine tem a infelicidade de ser ex-banqueiro e ex-senador (duas profissões não muito populares hoje em dia) e Christie tem a felicidade essencial de não ser Corzine. Nova Jersey está sofrendo bastante com a crise econômica e seus impostos são muito salgados para a média nacional (eu que o diga). O estado nos últimos anos se tornou solidamente democrata, mas a disputa entre Corzine e e Christie está acirrada. Não dá para fazer prognóstico. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Virgínia fez história em 2008: pela primeira vez desde 1964 seus eleitores votaram em um candidato presidencial democrata. Isto não vai acontecer nesta terça-feira no pleito para governador, pois o republicano Bob McDonnell tem vantagem folgada sobre o democrata Creigh Deeds. Na Virgínia, a Casa Branca já está resignada com a derrota democrata, enquanto mobilizou recursos (e o próprio Obama de cabo eleitoral) para tentar o resgate de Corzine em Nova Jersey.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Perder nos dois estados será chato para Obama. Já para os republicanos, será uma injeção de moral, depois das perdas nas eleições para o Congresso em 2006 e para Casa Branca e de novo Congresso em 2008. Aliás, se vencerem nos dois estados nesta terça-feira, os republicanos vão dizer que os resultados sinalizam tendências para as eleições no Congresso em 2010, quando estarão em jogo todas as cadeiras da Câmara e 1/3 do Senado. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Já os democratas esperam que 2009 será um repeteco de 1981. No ano anterior, fora a a histórica eleição presidencial do republicano Ronald Reagan. Em 1981, os republicanos conseguiram uma vitória suada na eleição para governador em Nova Jersey, enquanto os democratas arrebataram Virgínia pela primeira vez em mais de uma década. No ano seguinte, 1982, os republicanos perderam cadeiras no Congresso (como costuma acontecer com o partido do presidente no meio de mandato). No entanto, Reagan conseguiu um segundo mandato de forma estrondosa em 1984.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O ícone conservador é o referencial de Obama para 2012.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=Barack+Obama" target=_top&gt;Barack Obama&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 03 Nov 2009 07:16:12 -0300</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Fiasco eleitoral afegão é nova vitória do taleban]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/11/01/fiasco+eleitoral+afegao+e+nova+vitoria+do+taleban+8995017.html</link>
      <description>&lt;P&gt;NOVA YORK- Os grandes vencedores das eleições presidenciais no Afeganistão são os rebeldes do Taleban e seus aliados da rede Al Qaeda, gente que abomina a própria ideia de eleição e democracia.&lt;/P&gt;&lt;P&gt;O novo capítulo da farsa politica no Afeganistão é a decisão de um dos dois candidatos, Abdullah Abdullah, de não concorrer no segundo turno no próximo sábado, alegando que o uso de fraude será ainda mais amplo do que no primeiro turno de agosto. Em princípio serão mais cinco anos de Hamid Karzai no poder. Ele ganharia mesmo sem fraude, embora perdendo para a abstenção. Para consagrar a farsa, o segundo turno foi cancelado e Karzai declarado presidente para um segundo mandato.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em um universo de opções ruins, os americanos e seus aliados europeus estão resignados a Karzai como o menor dos males, mas ele não tem credibilidade. Foi reprovado no teste de se poderia ser o garoto-propaganda da modernização do regime implantado com a derrubada do Taleban em 2001 pelas forças invasoras lideradas pelos EUA. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A comunidade internacional inventou esta fantasia de normalidade a toque de caixa com as eleições e vai pagar caro, assim como a população afegã. O próprio Karzai foi pressionado a realizar o segundo turno (queria cantar vitória já no primeiro) e no domingo a secretária de Estado, Hillary Clinton, exagerou no protocolo diplomático dizendo que a desistência de Abdullah Abdullah não vai minar a legitimidade do novo governo. Bobagem.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Karzai não tem legitimidade, o Taleban ressurgiu e a guerra se intensificou. Já a comunidade internacional não tem uma clara missão no País. O maior ônus internacional está com o governo Obama. Desde a sua campanha eleitoral no ano passado, o presidente americano apregoava que o Afeganistão era uma guerra de necessidade, ao contrário do Iraque. Obama agora é forçado a tolher as ambições diante das adversidades. Pode apenas fingir que tem um interlocutor confiável em Cabul - o governo Karzai é altamente incompetente, frágil e corrupto - e existem divisões em Washington sobre como proceder no Afeganistão. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Num cenário decisório volátil, as últimas informações são que Obama deverá decidir em breve sobre o envio de mais tropas, mas não nos termos (pelo menos 40 mil soldados) solicitados pelo general Stanley McCrystal, o comandante no Afeganistão. A missão mais limitada será proteger os maiores centros populacionais dos ataques do Taleban. No interior, as forças americanas e da Otan deverão recorrer a táticas de contraterrorismo, ao estilo de guerrilha.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Assessores da Casa Branca no domingo já não falavam na busca de estabilidade política no Afeganistão ou na construção de um país moderno, mas basicamente de impedir que a rede Al Qaeda restabeleça bases no Afeganistão, como antes dos atentados de 11 de setembro de 2001, e conter o avanço do Taleban. Para uma crise crescente (não podemos esquecer o Paquistão ali do lado), planos descrescentes.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Na véspera do primeiro aniversário de sua própria eleição triunfal, o melancólico desfecho eleitoral no Afeganistão mostra que não, Obama não pode. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre: &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?s=ig_content&amp;amp;o=IG&amp;amp;first_o=IG&amp;amp;q=Afeganist%E3o%20" target=_top&gt;Afeganistão&lt;/A&gt; &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 01 Nov 2009 19:56:19 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/11/01/fiasco+eleitoral+afegao+e+nova+vitoria+do+taleban+8995017.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[O feitiço no tempo das manchetes internacionais]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/30/o+feitico+no+tempo+das+manchetes+internacionais+8973910.html</link>
      <description>NOVA YORK- Feitiço do Tempo, com Bill Murray, é um filme para todas as estações. É a história do meteorologista Phil Connors preso em um ciclo de repetição e previsibilidade. Ele acorda todo dia para viver os mesmos rituais e acontecimentos. Jornalismo diário pode ser a mesma prisão de acontecimentos e o feitiço das mesmas manchetes. O site da publicação "Foreign Policy" traz sua lista de repetições e previsibilidades. Não incluiu uma notícia de quinta-feira em que a Agência Internacional de Energia Atômica disse estar esperançosa que, com a nova resposta iraniana, um acordo nuclear vai sair em breve. Feitiçaria diplomática que merecia estar na lista. &lt;UL&gt; &lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt; &lt;P&gt; &lt;/P&gt; &lt;P&gt;Algumas histórias que aparecem de novo e de novo, mas parecem que não vão acontecer, são um pouco remotas para os brasileiros. Temos nossos próprios feitiços jornalísticos do tipo "Aécio e Serra têm acordo sucessório". As interpretações sobre as manchetes internacionais na sequência ficam a meu critério. No círculo vicioso, a seleção de 10 manchetes começa e termina no Oriente Médio.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;Manchete 1 - Hamas em Conversações sobre Libertação de Gilad Shalit&lt;/STRONG&gt;&lt;BR&gt;Desde que o soldado israelense foi aprisionado em 2006, os militantes do grupo palestino se deliciam em acenar com sua libertação. O dia da soltura poderá sinalizar movimentações diplomáticas interessantes envolvendo Israel e Hamas.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;Manchete 2- Coreia do Norte Pode Retornar à Mesa de Conversações&lt;BR&gt;&lt;/STRONG&gt;O regime comunista se supera na encenação diplomática sobre seu programa nuclear. Ele se retira de negociações e provoca os interlocutores com testes e retórica hostil para eventualmente retomar a conversa, geralmente em troca de concessões e ajuda. Iranianos são ótimos discípulos.  &lt;BR&gt;    &lt;BR&gt;&lt;STRONG&gt;Manchete 3-  Paquistão Finalmente Endurece com o Taleban&lt;/STRONG&gt;&lt;BR&gt;De fato,  os militares paquistaneses endureceram nas últimas semanas, com mais uma ofensiva de temporada contra os insurgentes islâmicos, mas se sabe que a prioridade do país é a Ïndia e não a ameaça interna ou o Afeganistão. O Paquistão é seletivo na escolha de alvos no confronto e joga com mais rigor muitas vezes para apaziguar os americanos.&lt;BR&gt; &lt;BR&gt;&lt;STRONG&gt;Manchete 4- Israel Prepara Ataque Militar contra o Irã&lt;/STRONG&gt;&lt;BR&gt;Esta possiblidade é iminente há quatro anos. Nunca se sabe.&lt;BR&gt; &lt;BR&gt;&lt;STRONG&gt;Manchete 5- Rivais em Honduras Parecem Próximos de um Acordo&lt;BR&gt;&lt;/STRONG&gt;A crise envolvendo Manuel Zelaya e Roberto Micheletti explodiu em junho, mas parece eterna. Na madrugada de sexta-feira, negociadores dos dois lados firmaram um acordo. De novo, nunca se sabe.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;Manchete 6- Dólar Será Substituído como Reserva Cambial Mundial&lt;/STRONG&gt;&lt;BR&gt;A vida está cada vez mais desvalorizada para a moeda americana, mas cada cúpula econômica global alimenta as especulações sobre a substituição das verdinhas a toque de caixa. Os fatalistas precisam ter paciência.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;Manchete 7- Novo Presidente Russo Propõe Reformas Liberais&lt;BR&gt;&lt;/STRONG&gt;O mundo ainda paga para ver se o presidente Dimitri Medvedev vai decretar independência do seu benfeitor e ainda poderoso chefão Vladimir Putin. Um rublo furado para quem acreditar.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;Manchete 8- Fidel Castro Está Morrendo&lt;BR&gt;&lt;/STRONG&gt;Aqui é um caso de atestado de óbito prematuro. Já dá para crer que serão muitos outonos do patriarca.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;Manchete 9 - Progressos na Rodada de Doha&lt;/STRONG&gt;&lt;BR&gt;Um grande feiticeiro nesta história é o nosso ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, Ele gosta de apregoar perspectivas promissoras nas negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio para um acordo em que os países ricos cortem seus subsídios e os em desenvolvimento, suas tarifas. Interlocutores de Celso Amorim não ficam atrás. Recentemente, o representante comercial americano Ron Kirk previu avanços significativos em questão de semanas. Fidel morre antes deste acordo comercial.&lt;/P&gt; &lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;Manchete 10- Israel e Palestinos Alcançam Acordo de Paz.&lt;BR&gt;&lt;/STRONG&gt;Na avaliação da "Foreign Policy", esta é a maior e mais triste manchete ao estilo Feitiço do Tempo. O filme pelo menos tem um final feliz e Bill Murray se livra da mesmice. No caso do conflito do Oriente Médio, não há feitiço que faça as coisas melhorarem tão cedo. &lt;/P&gt; &lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;q=manchetes" target=_top&gt;manchetes&lt;/A&gt;&lt;/P&gt; </description>
      <pubDate>Fri, 30 Oct 2009 03:51:34 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/30/o+feitico+no+tempo+das+manchetes+internacionais+8973910.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[O ritual macabro do taleban, a BBC de Londres e Paris Hilton]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/29/o+ritual+macabro+do+taleban+a+bbc+de+londres+e+paris+hilton+8966921.html</link>
      <description>NOVA YORK- Toda manhã, em uma operação fulminante no meu seguro e confortável subúrbio novaiorquino, eu entro na cozinha de casa e ligo a cafeteira e a televisão com o noticiário na BBC de Londres. Nas últimas semanas, o ritual está macabro. É raro o dia em que não tomo café vendo imagens de atentados no AfPak, nome familiar das remotas bandas do Afeganistão e Paquistão. &lt;BR&gt;&lt;P&gt;Na quarta-feira, com a solenidade de praxe, um repórter da BBC lá no AfPak, observou que a escalada de violência nos dois países resulta da crescente interferência estrangeira, em particular dos EUA. O Talebã está reagindo com sua barbaridade rotineira, mas muita gente no Paquistão e Afeganistão canaliza sua fúria contra os americanos e não contra os terroristas. Vá lá que, em nome da barbárie, o Taleban não lute contra a civilização ocidental, mas contra a civilização.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Nick, um conhecido, meu relativamente conservador, mas que votou em Barack Obama nas eleições do ano passado, não assiste ao noticiário da BBC, mas concorda com o repórter. Vai mais longe e palpita que Obama não deve mandar mais tropas para o Afeganistão ou dar mais dinheiro para "aquela gente" do Paquistão, sem falar de manter na folha de pagamentos da CIA gente como o irmão do presidente Karzai, do Afeganistão, acusado de ser traficante de drogas. Nick arremata que "eles estão se matando há mil anos, vamos (os americanos) cair fora da fogueira". &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em linguagem mais geopolitica, o influente colunista Thomas Friedman escreve no "New York Times" que os EUA não têm parceiros no Afeganistão, entre os aliados da Otan, apoio doméstico, recursos ou interesses nacionais que justifiquem o aprofundamento do envolvimento naquele país. E teve muito impacto a renúncia de um respeitado diplomata americano no Afeganistão, Matthew Hoh, por considerar sem sentido o engajamento do seu país no que ele considera uma guerra civil. Hoh também argumenta que o envolvimento dos EUA alimenta os insurgentes.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Este cenário de carnificina e dúvidas entre especialistas com credibilidade e "populares", como o meu conhecido Nick, tornam ainda mais cruciais os dilemas do presidente Obama. Sua eleição há um ano lhe conferiu um mandato para acelerar a retirada americana do Iraque, mas também o investimento no Afeganistão. Com comodismo cínico, os republicanos liderados pelo ex-vice-presidente Dick Cheney dizem que Obama vacila para tomar uma decisão em parte porque a opinião pública vacila.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Eu confesso que vacilo entre o argumento de que a comunidade internacional tem uma obrigação moral para resgatar povos de um cenário da barbárie (também extirpando a ameaça terrorista) e o reconhecimento de que boas intenções nem sempre são efetivas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em meio ao ritual macabro no AfPak e os dilemas sobre o que fazer (ou não) é até terapêutico ver o que a BBC mostra depois das cenas de um novo atentado no Paquistão ou Afeganistão. Na quarta-feira, lá estava Paris Hilton, que apareceu na exibição em Los Angeles do concerto-documentário sobre Michael Jackson. A moça, que é famosa porque é famosa, disse que estava emocionada, pois conhecia Michael Jackson desde que ela nascera. Enquanto isto no AfPak...&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 29 Oct 2009 04:03:47 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/29/o+ritual+macabro+do+taleban+a+bbc+de+londres+e+paris+hilton+8966921.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Qual jornal vai publicar o obituário do setor?]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/28/qual+jornal+vai+publicar+o+obituario+do+setor++8952044.html</link>
      <description>NOVA YORK- As notícias foram catastróficas, mas previsíveis. Saíram esta semana os números de circulação dos 25 maiores jornais diários americanos no primeiro semestre do ano. O atestado de óbito continua sendo escrito lentamente. Apenas o "Wall Street Journal" teve um ligeiro ganho no período. Os outros 24 sangraram. A hemorragia de alguns diários é assombrosa: 26% no "San Francisco Chronicle" e 22% no "Dallas Morning News".&lt;BR&gt;&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Na piada infame, pergunta-se: qual jornal terá saúde para publicar o obituário desta indústria venerável? Infâmia à parte, uma avaliação generalizada é que jornalões nacionais e globais como o "Wall Street Journal" e o "New York Times" irão sobreviver pelo menos como marcas (online e talvez no papel) . A sobrevida será possível graças ao prestígio da própria marca ou injeção de filantropia, fundações e bilionários generosos (e autopromocionais). &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O futuro parece bem mais sombrio para jornais locais e regionais no formato tradicional. Não aguentarão o tranco de custos de distribuição, impressão, perda de publicidade e competição de sites que suprem a necessidade de informações e serviços ali na esquina, enquanto as marcas globais cuidam do Sistão Baluchistão. Marcas estabelecidas que suaram para consolidar relevância e prestígio no papel como "The Wall Street Journal", "Financial Times" e "The Economist" estão combinando os investimentos mais tradicionais com valor agregado online.&amp;nbsp;É dificil imaginar que jornais locais possam apostar em um modelo de negócios que cobre por contéudo online, como as marcas consagradas. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;De resto, é uma inglória busca de sobrevivência. Jornais diários americanos, como no resto do mundo, estão há anos tentando desacelerar o processo de desaparecimento com desesperados cortes de custos, mas há um limite de viabilidade para enxugar na cozinha e entregar um produto com nutrição informativa.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Para arrematar, não resisto a um lamento de soldado da imprensa que teve batismo de fogo com máquina de escrever e se emocionava com o barulho do aparelho de telex. Existe este brutal corte de custos que verga a qualidade dos jornais diários, mas suas reportagens ainda são espinha dorsal de bom jornalismo. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Nesta mesma semana de nova rodada de más notícias sobre circulação, o "New York Times" investiu em extensas e dramáticas reportagens sobre adolescentes que fogem de casa nos EUA, o "Los Angeles Times" foi à outra costa do país cobrir a campanha eleitoral no distrito 23 em Nova York (de repercussões nacionais) e o "Wall Street Journal" despachou um repórter para Botsuana, na África, em uma história sobre indústria de diamantes. Os velhos jornais ainda têm estas pedras preciosas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=imprensa" target=_top&gt;imprensa&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 28 Oct 2009 03:53:40 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/28/qual+jornal+vai+publicar+o+obituario+do+setor++8952044.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Relaxe, Obama! Canal Fox é viagra dos conservadores]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/27/relaxe+obama+canal+fox+e+viagra+dos+conservadores+8943984.html</link>
      <description>&lt;P&gt;NOVA YORK- Jornalista tem o vício de falar demais de jornalismo. Cá estou na terceira coluna consecutiva sobre a guerra Obama x Fox. Sigo na luta inglória de defender a abominável emissora conservadora contra as investidas de um presidente que para os padrões da classe política até que é decente. Não vou repetir (demais) o argumento que não acredito que seja o papel do Poder Executivo se incomodar demais com um canal de televisão, que tem uma vanguarda de comentaristas retrógados maldizendo o governo com acusações muitas vezes alopradas.&lt;/P&gt;&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Há pessoas que lêem esta coluna e associam a rede Fox a um tal de PIG (Partido da Imprensa Golpista) no Brasil, que como trocadilho realmente me parece uma porcaria.&amp;nbsp; No contexto norte-americano, a Fox integraria uma conspiração reacionária empenhada em derrubar Obama. Por favor, nada de inflar tanto a bola da Fox ou da própria imprensa. Evidentemente que a Fox não é irrelevante, mas se fosse onipotente John McCain e Sarah Palin estariam na Casa Branca e não Barack Obama e Joe Biden.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Alguns números sobre a Fox. Em 2008, metade dos espectadores deste canal da TV por assinatura devotado 24 horas por dia a notícias tinham mais de 63 anos. Este é o mais velho segmento demográfico no negócio de TV por assinatura. E a maioria daqueles que assistem aos programas mais incendiários dedicados a destroçar Obama, os liberais e outros "antiamericanos" são homens brancos. Nesta era de estímulos fiscais, podemos dizer que a Fox é uma espécie de viagra para um grupo sociológico conhecido como "angry white men". No trocadilho grosseiro, se a ereção antiObama de um homem branco furioso, que assiste ao noticiário da Fox, durar mais de quatro horas é melhor consultar um médico.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Já a Fox se sente mais "viagrorosa" do que nunca. O governo Obama é um orgasmo permanente para a emissora e a decretação de guerra pela Casa Branca é altamente estimulante para sua causa. Mas, de novo, não existem motivos para inflar demais sua bola. A imprensa em geral perde potência. Vivemos numa era de paradoxos: existe muita mais notícia para um mercado cada vez mais fragmentado. Para agravar este quadro, a imprensa tem cada vez menos credibilidade. A Fox é flagrantemente parcial, assim como sua antítese liberal, o canal MSNBC.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Nenhuma surpresa no resultado de uma recente pesquisa do instituto Pew: apenas 29% dos americanos acreditam na precisão das organizações jornalísticas, o número mais baixo em 20 anos. E, novamente, nenhuma surpresa, que entre consumidores de noticiário na TV por assinaura, os republicanos dêem notas positivas para a Fox e os democratas para a MSNBC. A programação jornalística é altamente opinativa em ambos os canais para preservar a respectiva base de espectadores. Não é à toa que atualmente, no dia-a-dia sem notícias espetaculares, a CNN, pioneira no formato 24 horas, perde para as duas rivais.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;No cenário de Louis Menand, da revista "New Yorker", os comentaristas da Fox e da MSNBC são como crianças no tanque de areia do parquinho. A brincadeira perde um pouco a graça quando o presidente Obama (que sempre posou de jovem cool e maduro) leva muito a sério as diatribes da Fox e coloca areia no ventilador. Sua guerra aberta pode ser um viagra adicional para o canal conservador.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=Barack+Obama" target=_top&gt;Barack Obama&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 27 Oct 2009 00:41:07 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/27/relaxe+obama+canal+fox+e+viagra+dos+conservadores+8943984.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Noticiário da rede Fox fede, mas perfume de Obama também]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/26/noticiario+da+rede+fox+fede+mas+perfume+de+obama+tambem++8937952.html</link>
      <description>NOVA YORK-&amp;nbsp; Em uma coluna na sexta-feira passada, eu manifestei minha perplexidade com a decisão do governo Obama de declarar guerra aberta contra o canal de notícias Fox, de combustão altamente conservadora e onde foi rompida a fronteira entre o noticiário e a agitação política antigovernamental. O mesmo, alias, acontece no canal MSNBC, de combustão liberal e de agitação a favor de Obama.&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Hoje é a vez de manifestar perplexidade com muitos leitores desta coluna, além de reiterar minha desolação com um maluco que copia e cola uns manifestos bizarros contra o Obama e carrega nos insultos pessoais contra mim. Antissemitas de plantão também não tiraram folga com seus argumentos bizarros e os insultos pessoais de sempre, num debate que deveria se concentrar em política americana e liberdade de imprensa e não Oriente Médio. Neste convívio com os bizarros, eu questiono minha índole liberal e uma postura estóica. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mas, voltando à perplexidade, ela resulta de constatações sobre a índole autoritária de muitos leitores, alguns inclusive pregando o fechamento da rede Fox. Isto obviamente não se insere na ofensiva do governo Obama, concentrado em boicotar a emissora e conclamando o resto da imprensa a fazer o mesmo, o que foi mal recebido no meio jornalístico, embora a Fox não seja flor que se cheire. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Sim, a Fox fede e é possível argumentar que muito do seu lixo e distorções sobre Obama beira a sedição, mas eu continuo perplexo com o estrago feito pelo governo, que simplesmente inflou ainda mais os balões venenosos dos comentaristas da emissora. Os melhores antídotos contra o veneno são se comportar de forma estóica ou de vez quando contraatacar a emissora. A Fox pratica um jornalismo chapa preta (isto quando pratica jornalismo), o que é tão abominável como o jornalismo chapa branca. Melhor trafegar em uma zona cinzenta.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O governo Obama merece simpatia e paciência diante dos seus esforços para implantar uma sofisticada politica doméstica e internacional em situações áridas e complexas, que desafiam os rótulos, como reforma do sistema de saúde e Afeganistão. Deve, porém, ser atacado por esta bobagem de ir à guerra frontal contra a Fox. A iniciativa mostra o cinismo do governo. Desvia a atenção de debates mais urgentes e faz parte de um jogo imediatista em que a Fox ganha importância acima da conta e a base liberal desencantada com o centrismo de Obama tem para onde canalizar sua fúria. A longo prazo, porém, o presidente perde, pois desvaloriza sua credibilidade e reforça a índole autoritária de alguns, mesmo em terras distantes de Washington.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;PS:&lt;/STRONG&gt; Um leitor, pena que anônimo, com justica puxa minhas orelhas. Ele alerta que não mencionei na coluna e-mails repetitivos marcados por uma mensagem de ódios e preconceitos contra muçulmanos. Fica registrado aqui que são igualmente abomináveis. Perdão por minha falha. Eu deveria ter mencionado na coluna em si.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=Barack+Obama" target=_top&gt;Barack Obama&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 26 Oct 2009 03:07:47 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/26/noticiario+da+rede+fox+fede+mas+perfume+de+obama+tambem++8937952.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Imperador Obama fica nu ao despir rede Fox]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/23/imperador+obama+fica+nu+ao+despir+rede+fox++8915971.html</link>
      <description>NOVA YORK-&amp;nbsp; O governo Obama tem todo o direito de detestar a rede Fox de televisão. O sentimento é mútuo e no geral esta emissora conservadora é extremamente partidária e distorce o seu noticiário.Mas é censurável a decisão da Casa Branca de declarar guerra aberta contra a Fox, acusando a emissora de ser um braço de propaganda do Partido Republicano e assumindo seu propósito de isolá-la ao não conferir acesso a notícias do Executivo. &lt;BR&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em primeiro lugar, o Poder Executivo em uma sociedade democrática não deve intimidar seus inimigos na imprensa. Pode criticar, questionar ou mesmo ridicularizar abordagens absurdas e panfletárias como tratar o presidente Obama como camarada de terroristas, empenhado em criar uma sociedade totalitária ou ser antiamericano.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A campanha de Obama na verdade dá legitimidade a algumas acusações da Fox. Por esta razão, esta guerra aberta deve ser recebida não apenas com indignação, mas com perplexidade. O que o governo ganha com esta briga? Um motivo óbvio é mobilizar a base liberal desencantada com Obama, alvejando de forma preferencial um oponente que realmente irrita os não conservadores. Mas a Fox não está tão irritada assim com a campanha do governo. Pelo contrário. Ela cresce na guerra, não só na audiência, mas na convicção de que sua causa é justa. Já o governo fica menor. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Repito que o governo Obama tem o direito de detestar a Fox, mas é inadmissível sua exigência que todo mundo, em particular o resto da imprensa, deteste e boicote a emissora conservadora. Neste capítulo falta indignação de jornalistas, mesmo daqueles mais liberais ou simpáticos ao governo. Afinal não cabe ao Poder Executivo ditar regras de comportamento ao Quarto Poder. Basta ver que logo após os atentados de 11 de setembro de 2001 e em meio a uma febre patriótica, Ari Fleischer, o então assessor de imprensa da Casa Branca do republicano George W. Bush disse que pessoas "deveriam tomar mais cuidado" sobre o que falavam sobre o governo e o país. Houve um furor na imprensa contra este tipo de intimidação. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;No entanto, o mesmo furor não acontece agora. É uma pena, pois, desde os tempos em que Richard Nixon conspirou com sua "lista de inimigos", uma Casa Branca não recorria com tanto empenho à sua influência para remover a legitimidade de uma organizaçao de mídia crítica do governo.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A Fox pode exagerar, distorcer e criar uma realidade alternativa para os seus fiéis espectadores, mas em um universo jornalístico em que Obama é tão adulado (já foi mais) é sempre saudável ter um setor da imprensa lembrando que o presidente imperial está nu. Deve ser assim em qualquer república democrática.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=Barack+Obama" target=_top&gt;Barack Obama&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 23 Oct 2009 05:51:17 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/23/imperador+obama+fica+nu+ao+despir+rede+fox++8915971.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Na imprensa, o Rio olímpico correndo com o Waziristão]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/22/na+imprensa+o+rio+olimpico+correndo+com+o+wasiristao+8908012.html</link>
      <description>NOVA YORK - A escolha do Rio para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 deu em carnaval. Agora é o carnaval na imprensa brasileira com o desfile diário de violência na cidade. O bloco internacional também pede passagem e existe uma fuzilaria incessante na cobertura, com questões se o Rio estará capacitado para garantir a segurança olímpica em 2016 na medida em que é um campeão de violência urbana.&lt;BR&gt;&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O "New York Times" chegou atrasado na cobertura da espiral de violência, só &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2009/10/21/olimpiadas+podem+chamar+atencao+para+violencia+do+trafico+de+drogas+no+rio+8898960.html" target=_top&gt;nesta última quarta-feira&lt;/A&gt;. Apesar do atraso, uma reportagem fulminante de alto de página com fotos de impacto e uma frase lapidar no texto, lembrando que o helicóptero da polícia foi derrubado no sábado a cerca de um quilômetro e meio do Maracanã, onde vão ocorrer as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos em 2016, além, é claro, da final da Copa do Mundo em 2014. Ao final da reportagem, insinuações de que se as coisas não melhorarem, acaba este carnaval ufanista e o Brasil dança como sede tanto da Copa, como das Olimpíadas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P align=center&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesigdesktop7f0ed04580db43afbc47752c3477bd53.jpg"&gt;&lt;BR&gt;Helicóptero pega fogo após ser derrubado por traficantes / AP&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O Brasil não pode reclamar desta onda jornalística. Quem quer alta visibilidade paga um preço alto. Não se trata de um enfoque negativista ou sensacionalista. É o mero registro da barbárie, como também acontece no caso positivo do vigor econômico. Uma boa medida do impacto desta espiral da violência foi na terça-feira quando o "Wall Street Journal"', que supostamente mete muito mais bala na cobertura econômica, colocou a história na capa com o título "Violência nas Favelas do Brasil Encobre a Vitória Olímpica do Rio".&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;É verdade que vários jornais europeus e americanos, a destacar o "New York Times" registraram a observação de um integrante do Comitê Olímpico Internacional de que o Rio não foi a única cidade a amargar violência depois de ganhar o voto olímpico. Aconteceu no "day after" ao triunfo de Londres em 2005 (será sede em 2012), com os atentados terroristas que deixaram 56 mortos na capital britânica. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mas que comparação é esta? Que consolo é este? O terror é terrível, mas violência em larga escala não faz parte do cotidiano de uma cidade como Londres. Desde 2003, o número de homicídios na área metropolitana de Londres ronda os 170 por ano. No ano passado foram 4.631 homicídios registrados no Rio.&amp;nbsp;É verdade que isto representa um declínio em relação aos 5.143 de 2006. De novo: que consolo é este?&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Aliás, na TV BBC de Londres, o padrão de comparação para o Rio esta semana não tem sido a própria capital britânica. As imagens da violência carioca às vezes estão no bloco do noticiário sobre Afeganistão, Paquistão ou algum Waziristão da vida. Não há Taleban ou Al-Qaeda no Morro do Macaco, mas é o Brasil que precisa fazer sua jihad contra a violência urbana.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P align=center&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesigdesktop19aac4e8133248a39f91d12e29077b6a.jpg"&gt;&lt;BR&gt;Polícia patrulha morro do Jacarezinho, no Rio de Janeiro / AP&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=Rio+de+Janeiro" target=_top&gt;Rio de Janeiro&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 22 Oct 2009 04:00:26 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/22/na+imprensa+o+rio+olimpico+correndo+com+o+wasiristao+8908012.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[No Afeganistão, a escolha entre a farsa e a tragédia]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/21/no+afeganistao+a+escolha+entre+a+farsa+e+a+tragedia+8898953.html</link>
      <description>NOVA YORK-Depois da fraude eleitoral, é a vez da farsa política no Afeganistão. O presidente Hamid Karzai se dobrou às pressões internacionais e aceitou um segundo turno em 7 de novembro. Em duas semanas, o Afeganistão não dará um salto de civilidade..Entre hoje e o dia 7, continuará sendo um país assolado pela barbárie do Taleban, com instituições frágeis e um presidente que, no máximo, pode ser visto como o menor dos males.&lt;P&gt;Países ocidentais e as Nações Unidas querem conferir ao Afeganistão ao menos um simulacro de governabilidade. A ironia é que isto exige esta interferência flagrante no país, como encurralar o governante para aceitar este segundo turno. O próprio processo eleitoral mostra como existem obstáculos imensos na tarefa de governabilidade. Karzai cantou vitória no primeiro turno de 20 de agosto passado, em meio à fraude escancarada. No final das contas (ainda duvidosas), quase 1/3 dos votos foram impugnados. Pelos números oficiais, Karzai obteve 49.67% dos votos. Por que não 49.76%?. O número era arbitrário. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O importante era impedir que se consumasse o escândalo e Karzai faturasse no primeiro turno. Com menos de 50% dos votos, é necessário este segundo turno em 7 de novembro. Obviamente, as condições de segurança continuarão precárias, nada garante que não se repita o esquema de fraude e novas tensões politicas podem explodir. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Talvez nem seja possível realizar o pleito na data acertada e no ar está a possibilidade de um conchavo entre Karzai e o segundo colocado, o ex-ministro das Relações Exteriores Abdullah Abdullah , para uma partilha de poder, o que removeria a necessidade da pantomina eleitoral. Tal cenário seria um alívio, pois dar a vitória no primeiro turno a Karzai teria sido um vexame, mas realizar um segundo não é desejável. Em Washington, Nova York (sede da ONU), Londres ou Paris é preciso fingir que é possível consertar o experimento afegão.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Não se trata tanto de construir uma democracia, mas de conferir legitimidade ao governo em Cabul quando países ocidentais, em particular os EUA de Barack Obama, precisam decidir sobre investir mais no Afeganistão, com o reforço de tropas, a consolidação da parceria com os dirigentes locais e o reconhecimento que realmente "consertar" o&amp;nbsp; Afeganistão é tarefa para gerações. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Tarefa talvez quixotesca no quinto país mais pobre do mundo, com expectativa de vida de 44 anos, na posição 176 (entre 180), no índice de percepção de corrupção da organização Transparência Internacional, onde a família de Hamid Karzai está metida no tráfico de drogas e o Taleban joga ácido no rosto das meninas que vão á escola. Sem esquecer que o Afeganistão é conhecido como o cemitério de impérios. Mas o que é pior: a farsa política montada por estrangeiros ou a tragédia de abandonar o país e deixá-lo à sua própria sorte?&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 21 Oct 2009 01:20:05 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/21/no+afeganistao+a+escolha+entre+a+farsa+e+a+tragedia+8898953.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[O figurino da corrupção na promissora África do Sul]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/20/o+figurino+da+corrupcao+na+promissora+africa+do+sul+8883916.html</link>
      <description>NOVA YORK-&amp;nbsp; Sem o apartheid, a África do Sul é um país cada vez mais "normal", em que a maioria negra pode dividir o melhor e o pior do poder com a minoria branca. Para o fascínio e desgosto nacional, transcorre em Johanesburgo um julgamento de corrupção em ritmo de telenovela, num elenco que inclui Jackie Selebi, negro, ex-chefe da polícia sul-africana e da Interpol e Glenn Agliotti, branco, o Al Capone sul-africano, traficante condenado, que se tornou testemunha do Estado em um lance de delação premiada. &lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;De acordo com as alegações, Selebi estava no bolso de Agliotti e o bandido também comprava ternos e sapatos caríssimos para o ex-policial. Com que roupa se faz uma revolução ou se impõe lei, ordem e justiça?&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O poder corrompeu os oprimidos da véspera e existem espetáculos de extravagância de gastos pela nova elite política, enquanto as cidades (e favelas) são palco de protestos de uma massa ressentida com a falta de serviços essenciais e o cinismo das autoridades. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em cadeia (perdão pelo trocadilho), ministros compraram o mesmo carro de luxo, um modelo BMW, para uso oficial. Com os acessórios, pelo menos cem mil dólares cada veículo. O show de ostentação deu no escândalo conhecido como "cargate". Um assessor do ministro de Educação Superior, Blade Nzimande, que também é secretário-geral do Partido Comunista, teve a cara de pau de dizer que comprar o carro por US$ 146 mil era mais econômico do que alugá-lo. Maria Antonieta, da França, onde está você?&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;É verdade que algumas cabeças foram, figurativamente, cortadas, nos últimos meses. Entre elas, o porta-voz do Congresso Nacional Africano, o partido governista, o diretor da South African Airways, o vice-diretor do Banco Rural e o chefe de gabinete do ministério de Meio Ambiente. Estes funcionários públicos foram suspensos, demitidos ou forçados a renunciar em casos variados de corrupção. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Conforme o figurino de campanha, Jacob Zuma prometeu varrer a corrupção. No poder desde maio, Zuma de fato expressa mais intolerância contra a corrupção. O governo inclusive alega que nos seus 100 primeiros dias suspendeu mais servidores públicos por alegações de corrupção do que nos 10 anos de presidência do antecessor Thabo Mbeki.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Ironicamente a África do Sul de Jackie Selebi e Glenn Agliotti até que está bem trajada para os figurinos continentais. É o quarto país mais limpo entre 53 na África, no ranking de percepção de corrupção da organização Transparência Internacional. Já no listão global, está na posição 54 entre 180 países, até que relativamente confortável. Mas não é consolo. Como o Brasil (desconfortável na posição 80 no ranking da Transparência Internacional), a África do Sul, sede da Copa do Mundo em 2010, quer ser medida por parâmetros de Primeiro Mundo e não julgada como seus pares do Terceiro Mundo, devido ao espetáculo de gente como Selebi e Agliotti.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=%C1frica+do+Sul" target=_top&gt;África do Sul&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 20 Oct 2009 02:47:09 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/20/o+figurino+da+corrupcao+na+promissora+africa+do+sul+8883916.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Atentado suicida no Irã é samba do militante doido]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/19/atentado+suicida+no+ira+e+samba+do+militante+doido+8866977.html</link>
      <description>NOVA YORK - Definição de terrorismo é relativa. Depende de autores, patrocinadores e vítimas. Quando militantes palestinos matam israelenses em atentados suicidas, o Irã os considera "mártires". Israel diz que existe o dedo iraniano no terror palestino. Quando militantes sunitas cometem atentados suicidas no Irã de maioria xiita, o regime de Mahmoud Ahmadinejad os denuncia como criminosos a serviço dos interesses anglo-americanos, embora o Ocidente seja vítima deste mesmo tipo de terror. Washington e Londres rechaçam a acusação e para complicar os iranianos acusam forças de segurança paquistanesas de envolvimento. &lt;BR&gt;&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Definições à parte sobre o que é terror neste emaranhado de denúncias, a ação suicida, parte de ataques coordenados no domingo na turbulenta província de Sistão-Baluchistão, perto da fronteira com o Paquistão, mostra não apenas a dificuldade do regime iraniano para controlar o país mas um explosivo cenário regional. Desde junho, é a repressão para abafar os protestos contra a fraude eleitoral que manteve Ahmadinejad no poder e as atividades da oposição em geral. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O ataque de domingo tem raízes locais e motivos étnicos e sectários - envolvendo a mobilização da minoria baluchi que é sunita neste país de maioria xiita e persa. Mas o alvo é sintomático: morreram cerca de 50 pessoas, entre elas sete comandantes da Guarda Revolucionária, milícia de elite e hoje o grupo mais poderoso do país, encarregado da segurança nacional e de conter os desafios ao regime islâmico.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Grupos sectários sunitas como o Jundallah (Soldados de Deus) e sua sistemática campanha terrorista no sudeste do país não representam uma ameaça existencial ao regime xiita, mas podem estar aproveitando os momentos de turbulência para criar mais confusão e sabotar os esforços da Guarda Revolucionária para consolidar sua influência no país, inclusive ofuscando a liderança religiosa. O atentado ocorreu justamente quando comandantes da Guarda Revolucionária promoviam um encontro de reconciliação entre tribos xiitas e sunitas. O grupo Jundallah também havia prometido se vingar da repressão empreendida pela Guarda Revolucionária contra manifestantes no Baluchistão que marcharam nos protestos pós-eleitorais.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O atentado de domingo foi o mais grave no Irã em duas décadas e evidencia falhas de segurança em uma das regiões mais instáveis no país (e a mais pobre), há muito tempo assolada por esta insurgência sunita e rota de tráfico de heroína do Afeganistão. Neste cenário em que se misturam gangues criminosas e grupos sectários, existe uma outra complicação. As autoridades iranianas acusam o grupo Jundallah de ter laços com a rede Al Qaeda, embora seja mais provável sua associação com os radicais do Taleban do Paquistão. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Acaba sendo o samba do militante doido tentar explicar o que se passa nesta parte do mundo composta de países como Irã, Paquistão e Afeganistão, além de fanáticos políticos e religiosos para dar e vender. Os dois últimos países hoje são focos de muita violência e instabilidade. O governo Obama precisa decidir sobre uma escalada de tropas americanas para combater o Taleban no Afeganistão e os militares paquistaneses acabam de lançar uma grande ofensiva contra os insurgentes locais.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Neste contexto, um ataque como o de domingo no Irã tem muita ressonância simbólica, pois afeta a imagem do Irã como um país também internamente instável. Nesta horas, como está fazendo o regime Ahmadinejad, é sempre conveniente acusar forças externas de instigar o terror doméstico. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=Ir%E3" target=_top&gt;Irã&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 19 Oct 2009 03:02:11 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/19/atentado+suicida+no+ira+e+samba+do+militante+doido+8866977.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Uma trama israelense para explicar o Nobel para Obama]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/16/uma+trama+israelense+para+explicar+o+nobel+para+obama+8843977.html</link>
      <description>NOVA YORK- Uma semana depois da bomba que foi a premiação do Nobel da Paz para o presidente americano Barack Obama, o assunto continua explosivo, com argumentos a favor e contra a decisão. Medalha por boas intenções, presente prematuro, constatação da visão de um jovem estadista ou mais um exemplo de adulação adolescente pelos europeus (no caso, os noruegueses). &lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;E que tal analisar o prêmio como um ataque preventivo? Esta é a linha de raciocínio de Reuven Pedatzur, do Programa de Estudos Estratégicos da Universidade de Tel Aviv e analista militar do jornal "Haaretz" (uma voz mais liberal em Israel). Para Pedatzur, com o prêmio, o comitê do Nobel fechou a opção militar americana no Irã. Obama, o homem da paz, mostra a medalha ao mundo, mas está com as mãos amarradas para ordenar um ataque contra as instalações nucleares iranianas caso fracassem negociações ou não sejam aprovadas sanções no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que aliás agora tem o Brasil entre os dez membros não permanentes, por um período de dois anos. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Pedatzur com fatalismo acredita que os noruegueses do Nobel da Paz sentenciaram o projeto nuclear iraniano a viver. Argumento discutível. Antes de tudo, não faz sentido imaginar que esta premiação tenha convertido Obama em uma pombinha. Muito mais está em jogo, do que o feitiço de uma medalhinha, no processo decisório de um presidente americano. A esquerda americana inclusive não se deslumbrou com a premiação do Nobel da Paz para um presidente que determinou a escalada da guerra no Afeganistão. Mas vamos seguir adiante com a argumentação de Pedatzur.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Ele acredita que agora cabe ao governo Netanyahu se resignar à perda da opção militar americana. E, de qualquer forma, na avaliação de Pedatzur, mesmo as chances de sucesso de um ataque militar israelense contra as instalações iranianas sempre foram pequenas. Pelo menos para Pedatzur, a conclusão inevitável: Israel precisa se preparar para um novo Oriente Médio sem sua hegemonia nuclear. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Pedatzur não acredita, como muitos dos seus compatriotas, que o Irã com armas nucleares (o regime de Teerã insiste que seus propósitos nucleares são não militares) signifique a aniquilação do Estado judeu e, aliás, dos árabes que lá vivem. Ele também descarta a noção de que seja possível uma defesa impregnável contra armas nucleares. Aqui, mesmo se discordarmos do raciocínio, devemos saudar o desafio intelectual de Pedatzur.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;O ponto essencial da polêmica é que, como não haverá ataque militar e o Irã irá completar seu ciclo nuclear, Israel deve abandonar sua ambiguidade nuclear (formalmente o país não assume que possui o arsenal) e se tornar membro pleno do clube nuclear. Fim da ambiguidade (o que seria tolerado, de acordo com Pedatzur, pelo novo Nobel da Paz) significaria um recado claro aos iranianos sobre as opções militares de Israel. Um reconhecimento pelo Irã que qualquer tentativa para atacar Israel com armas não convencionais levaria à demolição do país deve prevenir seus governantes de sequer pensarem sobre o uso de dispositivos nucleares. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Pedatzur arremata que o aiatolá Ali Khamenei, o presidente Mahmoud Ahmadinejad e o resto da turma talvez não sejam gente fina, mas não vão cometer suicídio. São muito racionais. Racional é Pedatzur. Não sabemos como será o desfecho desta crise nuclear iraniana.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Seguramente, os noruegueses do Nobel da Paz não foram tão criativos quando pensaram no prêmio para Obama para amarrar suas mãos no duelo com Teerã. A trama daria para os noruegueses, e não para Obama, um Nobel de Literatura.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=Nobel+da+Paz" target=_top&gt;Nobel da Paz&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 16 Oct 2009 00:42:36 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/16/uma+trama+israelense+para+explicar+o+nobel+para+obama+8843977.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[China é o farol do mundo, mas ainda há muita escuridão na economia]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/15/china+e+o+farol+do+mundo+mas+ainda+ha+muita+escuridao+na+economia+8834087.html</link>
      <description>NOVA YORK- Mesmo nos momentos mais escuros da encrenca econômica global, o farol chinês continuava a iluminar. Imagine agora com os tênues sinais de recuperação? A crise inclusive serviu para a China movida a exportações arrebatar ainda mais fatias de mercado dos seus competidores. O domínio está consolidado e os chineses já ultrapassaram os alemães como os maiores exportadores do planeta. &lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Trata-se de uma fatia maior de um bolo que deu uma encolhida. Mas nem é isto que preocupa tanto Stephen Roach, o veterano economista do banco Morgan Stanley, que hoje dirige suas operações na Ásia, uma parte do mundo que ele conhece muito bem. Roach tem fama de "urso perene", ou seja, nunca se deslumbrou com o estouro da boiada (os "bulls") em Wall Street. Com seu farol baixo, ele advertiu primeiro contra a bolha da Internet no final dos anos 90 e a nossa mais presente bolha de crédito. Roach, portanto, tem credibilidade para alertar que a Ásia, em particular a China, pode ser a próxima bolha.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Este é o tema que percorre o livro de ensaios que ele acaba de publicar ("The Next Asia", editora Wiley, US$ 39.95). Ele insiste não ser pessimista. Fala do seu otimismo a longo prazo, mas vamos tirar a média e defini-lo como um cauteloso realista. Roach adverte que os chineses não podem simplesmente apostar que os bons tempos voltarão, colocando suas fichas em uma estratégia de crescimento dependente de exportações. Não dá porque a estratégia era baseada em consumidores americanos que se enforcaram com suas dívidas. Os americanos precisam se reinventar (poupando mais) e os chineses também (gastando mais).&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Roach não quer parecer agourento e tenta calibrar suas advertências sobre o risco de complacência (tudo voltará a ser como antes) com a celebração das conquistas asiáticas nas últimas décadas, mas ele quer distância dos livros deslumbrados sobre a China que foram publicados recentemente. Roach enfatiza que a maioria dos asiáticos (com exceção da Ïndia) precisa reequilibrar a balança entre consumo doméstico e exportações.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;No geral, Roach não está animado com o empenho chinês. Nas palavras dele, "o país tem estratégias de crescimento antiquadas", inclinadas para projetos de infraestrutura ao velho estilo, relegando ao plano secundário medidas de incentivo ao consumo doméstico, como montar uma rede de proteção social (um sólido plano de saúde governamental, por exemplo). Na ausência desta rede social, os cidadãos chineses têm medo para os saltos de consumo, priorizando a poupança.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;A China foi uma grande beneficiada da globalização. O mundo precisa muito do seu vigor, mas ironicamente para o bem deles e também do resto, os chineses ainda governados pelo execrável Partido Comunista precisam investir cada vez mais dentro de casa naquela execrável sociedade de consumo capitalista.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=China" target=_top&gt;China&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 15 Oct 2009 03:38:56 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/15/china+e+o+farol+do+mundo+mas+ainda+ha+muita+escuridao+na+economia+8834087.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Obama, elefantes no Texas e ilusões nucleares pisoteadas]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/14/obama+elefantes+no+texas+e+ilusoes+nucleares+pisoteadas+8825928.html</link>
      <description>NOVA YORK- Cinco noruegueses se sentiram acalentados com as boas intenções de Barack Obama e, entre outras coisas, agraciaram o presidente americano com o Prêmio Nobel da Paz porque ele chamou a atenção para a necessidade de desarmamento nuclear. Michael Lind, da "New America Foundation", endossa este sonho do mundo livre dos cogumelos, mas chama a atenção por suas razões diferentes das dos norugueses ou dos pacifistas. &lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&lt;/SPAN&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;No raciocínio de Lind, a abolição de armas nucleares é do interesse estratégico dos EUA, pois assim serão mantidas as vantagens do país e de um punhado de potências com seu arsenal militar convencional de primeira classe. Pensata interessante. Forças convencionais superiores são as armas dos ricos, apenas eles podem se dar ao luxo de manter este tipo de arsenal. Lind argumenta que armas nucleares são as armas dos fracos e dos pobres. Argumento discutível, pois, por muito tempo, os mais poderosos tentaram manter o clube nuclear o mais exclusivo possível. Queriam para eles os dois tipos de arsenais.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Mas é preciso reconhecer que no atual cenário de proliferação, armas nucleares são adquiridas ou desejadas por regimes que, em função de pobreza ou ideologia, são incapazes de desenvolver uma economia de primeira classe que permita o desenvolvimento de um arsenal convencional de primeira classe. Está aí a Coréia do Norte morta de fome. Para o regime de Kim Jong Il, é mais fácil construir uma bomba atômica do que uma frota de porta-aviões.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Michael Lind inclusive cita o Brasil entre as potências dos dias atuais em condições de serem parceiras em um concerto das nações (ao estilo do que foi implantado depois da derrota de Napoleão), encarregadas de impor equilíbrio na ordem mundial e deter agressões regionais se tiverem um quase monopólio de força militar convencional. Obviamente, a premissa de Lind é que países como o Brasil já teriam um arsenal convencional de primeira classe e possuam condições de ditarem as regras na sua área imediata de influência, em particular para a Venezuela, que, de acordo com vozes alarmistas, tem projetos nucleares, em parceria com o Irã.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Lind desenvolve o argumento, mas finalmente o detona, lembrando as dificuldades do sonho de Obama de desarmamento. Enquanto países como Coréia do Norte e Irã se sentirem ameaçados eles terão a motivação de conseguir a dissuasão barata - armas nucleares - ao invés da mais cara, que é o arsenal convencional de primeira classe. Existem também casos híbridos como o de Israel, que tem tanto a dissuasão nuclear, como um arsenal convencional de primeira classe. Aliás, Lind não trata com alarde o cenário de um Irã com armas nucleares, alegando que terão um papel dissuassivo e não ofensivo. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;De qualquer forma, no novo argumento de Lind, mesmo que cada arma nuclear fosse desmantelada no planeta a curto prazo, seria fácil reconstruir um arsenal com rapidez. Assim, nada de se impressionar com os progressos anunciados terça-feira por EUA e Rússia para reduzirem seus arsenais nucleares&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Michael Lind diz que dorme tranquilo, sem se sentir aterrorizado pelo pesadelo nuclear. Insiste que a proliferação não é um bicho de sete cabeças, pois armas nucleares não foram novamente usadas desde Hiroshima e Nagasaki, pois, com exceção do papel dissuasivo (impedir que outros as utilizem), elas são inúteis. Lind também minimiza o perigo de armas caírem nas maos de terroristas.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Lind trata com ironia aqueles que "inflam" as ameaças nucleares, dizendo que têm como padroeira Nossa Senhora do Alarme Perpétuo. Mas é melhor dormir sobressaltado, embora com a resignação de que talvez seja impossível conter a proliferação nuclear. O próprio Lind com seus argumentos espertos cai em contradição. O fato de que dissuasão nuclear tenha funcionado desde a Guerra Fria não significa que irá funcionar em outros cenários. Lind pergunta: será que o desastre nuclear foi impedido graças à possibilidade de contramedidas? Talvez, ele mesmo responde.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Lind conta a velha piada do caçador no Texas que tem um amuleto pendurado no pescoço para afastar elefantes na floresta. Aí alguém lembra que no Texas não há elefantes. "Está vendo", diz o caçador, "o amuleto funciona".&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Tivemos muita sorte nuclear, até hoje.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=prolifera%E7%E3o+nuclear" target=_top&gt;proliferação nuclear&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 14 Oct 2009 03:37:41 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/14/obama+elefantes+no+texas+e+ilusoes+nucleares+pisoteadas+8825928.html</guid>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Na brutal e corrupta Guiné, a maldição da riqueza natural]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/13/na+brutal+e+corrupta+guine+a+maldicao+da+riqueza+natural+8812922.html</link>
      <description>NOVA YORK - Guiné é um daqueles países africanos com uma história familiar e deprimente. Desesperadamente pobre e rico em recursos naturais, o país na costa atlântica, que não conhece uma genuína democracia desde a independência em 1958, é governado desde dezembro pelo capitão Moussa Dadis Camara, líder de um golpe incruento. O capitão prometeu uma nova era e garantiu que não tinha ambições de ficar no poder. Renegou a promessa de não concorrer em eleições em janeiro, o que levou milhares de opositores às ruas. Há duas semanas foi um massacre nos protestos, com mais de 150 mortos. &lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Países ocidentais e a União Africana (hoje chefiada pelo coronel líbio Muamar Khadafi, que não é exatamente um paladino de direitos humanos, como a maioria dos seus colegas no continente) acenam com sanções,&amp;nbsp; Já o capitão Dadis Camara, com sua boina vermelha e óculos escuros, insinua que somente um militar como ele pode livrar a Guiné de males gêmeos como a corrupção e o tráfico de drogas. "Está nas mãos de Deus", ele respondeu se iria concorrer nas eleições. Mas a salvação da Guiné também está nas mãos dos chineses, os novos colonizadores, tanto de países pobres com potencial como de ex-ricos.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Os chineses estão chegando. Acordos de petróleo e de minérios estão sendo negociados entre o governo militar de Guiné e o China International Fund (CIF), que se configuram entre os maiores já costurados na Äfrica, na ordem de bilhões de dólares, em um país com um PIB pouco acima de US$ 3 bilhões. O CIF deve fornecer o filé mignon do financiamento de US$ 7 bilhões para projetos que vão de construção de estradas à criação de uma empresa aérea. Há também os acordos, que envolvem China e Angola, para a exploração offshore de petróleo em Guiné.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Tais projetos são uma bóia salva-vidas para um regime acossado por protestos domésticos e sob ameaça de sanções internacionais. Na verdade, as riquezas sempre deram um passe livre para os ditadores de Guiné e similares, permitindo que sobrevivessem ao isolamento internacional, apenas aturando a hipocrisia de países e companhias ocidentais, "chocados" com os abusos, mas sempre sequiosos para os acordos. Agora é o modelo made in China. Guiné é o maior exportador mundial de bauxita e tem depósitos significativos de ouro, diamantes, urânio e ferro. Em troca de commodities, a China fecha os olhos para qualquer barbaridade política ou absurdo econômico.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Sidya Touré, um ex-primeiro-ministro que se converteu em líder da oposição, recentemente denunciou os multibilionários projetos chineses. Ele perguntou: "Onde estão os carros que serão dirigidos nestas estradas: Onde estão os trens? Nós devemos ser sérios. Tudo isto é ilusão". Na verdade não é para os beneficiados pelas transações.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Leia mais sobre &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?o=ULTIMOSEGUNDO&amp;amp;q=Guin%E9" target=_top&gt;Guiné&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 13 Oct 2009 07:21:34 -0300</pubDate>
      <guid>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/13/na+brutal+e+corrupta+guine+a+maldicao+da+riqueza+natural+8812922.html</guid>
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      <title><![CDATA[Depois do Nobel, será que vem aí o Santo Barack?]]></title>
      <link>http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/09/depois+do+nobel+sera+que+vem+ai+o+santo+barack+8784105.html</link>
      <description>NOVA YORK- E quando vai acontecer a canonização de Barack Obama? Como soldado de primeira hora da legião Obama, eu estou à vontade, e com credibilidade, para expressar perplexidade com o Prêmio Nobel da Paz para o presidente americano. &lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;STRONG&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/10/09/obama+ganha+nobel+da+paz+por+seu+empenho+em+mudar+ambiente+diplomatico+8784012.html" target=_top&gt;&lt;STRONG&gt;Barack Obama conquista Prêmio Nobel da Paz 2009&lt;/STRONG&gt;&lt;/A&gt;&lt;/STRONG&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;STRONG&gt;Caio Blinder:&lt;/STRONG&gt; &lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/2009/10/09/nos+eua+a+guerra+sobre+como+fazer+a+guerra+no+afeganistao+8778994.html" target=_top&gt;Nobel prematuro não facilita vida no&amp;nbsp;Afeganistão&lt;/A&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&amp;nbsp; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/opiniao/caio_blinder/veja_mais/noticias.html?ini=0" target=_top&gt;Leia todas as colunas de Caio Blinder&lt;/A&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Sendo caridoso, no máximo, a premiação vale pelo simbolismo, é uma especie de endosso à agenda obamista de reconciliaçãoo entre os povos, religiões, raças e culturas, sem falar de sua vaga promessa de desarmamento nuclear. Obama merece muito mais um Prêmio Nobel de Química por transformar sonhos em, well, sonhos. Ele é o alquimista, o santo milagreiro.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Quem sabe um dia a história recompense Obama por sua visão, mas não tão cedo. Assim que soube da premiação, um outro agraciado, o ex-presidente polonês Lech Walesa perguntou justamente: "mas como tão rápido?" Walesa sabe destas coisas. Ele suou e apanhou nas trincheiras da resistência lutando décadas a fio para conseguir o que queria, como líder sindical e herói da resistência anticomunista. &lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Em parte, Obama ganhou o prêmio pelas mesmas razões que venceu as eleições americanas em novembro passado: representa um repúdio à era Bush. A bofetada na velha ordem é merecida, mas calma lá. Ainda não foi construída a nova ordem. Enquanto isto, no mundo real, o detentor do Nobel da Paz 2009 mantém intensas reuniões com o seu conselho de guerra para descobrir a melhor maneira de vencer o confilto espinhoso no Afeganistão.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P&gt;Vá la. Tanto se fala na decadência americana. Mas novamente um americano é a personalidade do momento. Afinal, não é a vez da China? Por que o comitê do Nobel nao deu o prêmio ao nobre dissidente Hu Jia? Aí sim seria a audácia da esperança.&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;P align=center&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&lt;FONT size=1&gt;&lt;IMG src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments_and_settingslmeirelesigdesktoprtrlthree625944_nobel_peace_obama.jpg"&gt;&lt;BR&gt;Barack Obama em frente a bandeira da ONU / Reuters&lt;/FONT&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/P&gt;&lt;SPAN&gt;&lt;SPAN id=brtpTexto&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;Leia também:&lt;/STRONG&gt;&lt;/P&gt;&#xD;
&lt;UL&gt;&#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/10/09/premio+nobel+da+paz+os+dez+ultimos+premiados+8784013.html"&gt;Veja os 10 últimos premiados do Prêmio Nobel da Paz&lt;/A&gt; &#xD;
&lt;LI&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/10/09/lideres+felicitam+obama+por+premio+nobel+da+paz+8784103.html" target=_top&gt;Veja a reação do mundo após a premiação de Obama&lt;/A&gt;&lt;A href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/10/07/dois+americanos+e+uma+israelense+vencem+o+nobel+de+quimica+8763926.html" target=_top&gt;&lt;/A&gt;&lt;/LI&gt;&lt;/UL&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&amp;nbsp;&lt;/P&gt;&lt;/SPAN&gt;&#xD;
&lt;P&gt;&lt;STRONG&gt;Leia mais sobre:&lt;/STRONG&gt; &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search?s=ig_content&amp;amp;o=IG&amp;amp;first_o=IG&amp;amp;q=premio%20nobel%20da%20paz"&gt;Prêmio Nobel da Paz &lt;/A&gt;- &lt;A href="http://busca.igbusca.com.br/app/search"&gt;Obama&lt;/A&gt;&lt;/P&gt;&lt;/SPAN&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 09 Oct 2009 09:08:39 -0300</pubDate>
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