iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Para Lula, Obama agora é o cara na crise hondurenha

24/09 - 00:30 - Caio Blinder, de Nova York

NOVA YORK - Lula quer o apoio mais ativo de Obama na crise de Honduras. Faz muito bem. O duro é o presidente americano achar tempo e energia na sua agenda de crises. Já para Lula, por que segurar a batata que ficou ainda mais quente depois que o presidente deposto Manuel Zelaya recebeu abrigo na embaixada brasileira em Tegucigalpa? Foi uma ação individual da diplomacia brasileira, mas qualquer caminho de solução é coletivo. É preciso paciência, embora o tempo seja inimigo. Cada dia a mais na crise, é uma chance de escalada de violência.

 

De qualquer forma, é cada vez mais improvável que o governo interino de Roberto Micheletti apronte alguma loucura, do gênero invadir a missão diplomática brasileiro. O presidente Lula arrancou aplausos no seu discurso de quarta-feira nas Nações Unidas quando mencionou Honduras e a inviolabilidade da missão diplomática brasileira.

O governo Micheletti não tem muito para onde ir, especialmente agora que a comunidade internacional deixou claro que seu lance de convocar eleições presidenciais para 29 de novembro não tem voto de confiança. Micheletti e sua turma são desastrados. Conseguiram unir de Hugo Chávez a Barack Obama contra eles. No final do seu poder, Zelaya não era nenhum anjo com suas pretensões caudilhescas. Jogo democrático até permite em algumas circunstâncias a extensão do poder. Mas o momento não é para tal na América Latina, num recado que vale tanto aos populistas da escola Chávez, como ao conservador colombiano Alvaro Uribe.

Zelaya queria forçar a barra para mudar as regras do jogo. Mas a elite local foi tão desastrada e truculenta ao enxotá-lo do país há pouco menos de três meses que o transformou em herói da resistência. Zelaya errou com esta volta teatral ao país. Agora não tem muito para onde ir, tanto em termos físicos (confinado na embaixada brasileira) como políticos. No máximo, seu retorno ao poder será simbólico, sem chance de ir adiante do final do mandato em janeiro, como parte de um acordo a ser aceito localmente e pela comunidade internacional.

Aliás, o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim advertiu corretamente em entrevista à BBC Brasil que Zelaya não poderá usar a a embaixada brasileira como plataforma para convocar simpatizantes. Ao convocar Obama para apoiá-lo, Lula mostra como a crise em um pequeno país centro-americano ficou grande. Na inversão de papéis, é a vez de Lula dizer que Obama é o cara.

Leia também:


Leia mais sobre Honduras





US Multimídia


Publicidade


Matérias Relacionadas

Afinal, o que o Brasil ganha com a crise de Honduras?

Governo de Honduras descarta invadir embaixada do Brasil

Zelaya diz que agora é "restituição ou morte"


Enquete


 

Contador de notícias