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Sarah Palin não pisa na bola, mas não vira o jogo

03/10 - 00:42 - Caio Blinder, de Nova York

NOVA YORK- Surpresa: um bom debate entre os candidatos a vice-presidente dos EUA, mas de impacto secundário. Na quinta-feira à noite, a republicana Sarah Palin e o democrata Joe Biden não se encaixaram nos esteriótipos. Claro que a expectativa maior girava em torno da governadora do Alasca, vítima inclusive de um maciço assédio humorístico por sua incoerência em recentes entrevistas à imprensa. No entanto, indo direto ao ponto, ela não falou nenhum bobagem e foi fluente, embora coreografada. Quanto ao veterano senador Biden, foi uma decepção para quem esperava escorregões. Ele não derrapou para a verborragia.

 

O debate foi passional, porém, civilizado em questões econômicas, energia e política externa. Os dois concordaram nos direitos civis aos casais gays, o que deve espantar a base evangélica que adora a governadora do Alasca. Para Biden, era fundamental não cair na armadilha de ser desrespeitoso ou condescendente. Para Sarah Palin, obviamente, era chave não dar munição para programas humorísticos como Saturday Night Live.

 
Os dois candidatos tinham estratégias diferentes. Para Sarah Palin, o lance era se conectar diretamente com o eleitor. E isto ela fez bem com seu estilo coloquial e charme populista, passando por cima da moderadora do debate e do oponente. Aliás, ela entrou no palco e de cara perguntou ao rival democrata se poderia chamá-lo de Joe. O negócio para Biden, que se referia à rival como governadora, era bater pesado em John McCain, cabeça da chapa republicana, martelando que ele representa continuidade das políticas do governo Bush. Seu estilo, podemos dizer, era mais senatorial. Na substância, o discurso de Biden era o mais afinado com o momento do eleitor.
 
Ironicamente, foi um debate até mais substantivo do que o primeiro entre John McCain e Barack Obama na sexta-feira passada. Os dois candidatos a vice cumpriram uma missão essencial: não causaram dano às respectivas campanhas e neste tópico o maior alívio diz respeito a Sarah Palin.
 
Mas, no final das contas, não é um grande consolo. Na questão fundamental fica claro que caso seja necessário que o vice assuma a presidência, Biden transmite mais segurança do que Sarah Palin.  O debate de quinta-feira não alterou a dinâmica da corrida eleitoral, que com as turbulências e aflições econômicas das últimas semanas deu uma liderança indiscutível a Barack Obama.
 
Sarah Palin cumpriu com afinco seu papel. Mas caberá a John McCain nos próximos dois debates tentar virar o jogo.

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