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Obama sai na frente de McCain, mas não dispara

13/06 - 07:32 - Caio Blinder, de Nova York

NOVA YORK-Como se esperava, o democrata Barack Obama deu uma arrancada nas pesquisas desta semana, no início da sua corrida presidencial contra o republicano John McCain, depois de derrotar Hillary Clinton na maratona das primárias. A surpresa, porém, é que esta vantagem não seja mais folgada diante da impopularidade do governo republicano de George W. Bush e as aflições econômicas do país. O ambiente é favorável aos democratas e a corrida mais apertada confirma que somente um candidato como McCain pode impedir uma derrota arrasadora dos republicanos em novembro. Sua vitória, é claro, não pode ser descartada.

 A pesquisa NBC News/Wall Street Journal com eleitores registrados confere uma vantagem de seis pontos a Obama (47 a 41).  Em termos genéricos, a dianteira dos democratas sobre os republicanos é de 16 pontos (51 a 35) quando os eleitores são perguntados qual partido eles gostariam que vencesse a corrida para a Casa Branca.

Uma má notícia é persistente para Obama.  Ele não consegue fazer bonito entre o eleitorado de homens brancos. Neste bloco, a vantagem de McCain é de 20 pontos (55 a 35). Homens brancos compõem 40% do eleitorado e esta lavada do republicano explica porque a corrida promete ser suada até novembro.  É difícil medir racismo, mas ele não parece ser uma explicação essencial para os números. Ao contrário de Obama, candidatos democratas recentes eram homens brancos e eles não seduziram homens brancos.

Obama, ao menos, está tendo mais facilidade para seduzir setores que se imaginava que estariam refratários. A boa notícia para ele nesta pesquisa NBC News/ Wall Street Journal é seu vasto apoio entre partidários de Hillary Clinton nas primárias e os latinos. Aliás, a vantagem de Obama sobre McCain aumenta (indo para nove pontos) caso ele escolha a ex-primeira-dama como vice contra uma dobradinha republicana composta por John McCain e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. A assessoria do candidato ressalva que o cenário é improvável, pois no pacote viria o ex-presidente Bill Clinton.

McCain, porém, tem uma carga muito mais pesada: George W. Bush. Por mais que McCain faça malabarismo para se distanciar de um presidente com taxa de aprovação de 28%, a maioria dos eleitores acredita que haverá continuidade e não gosta da idéia. Na pesquisa NBC News/Wall Street Journal, 54% disseram que gostariam de um novo presidente que mudasse as políticas atuais mesmo que seja um noviço.

Até novembro muitas reviravoltas podem acontecer na campanha e nas pesquisas.  Mas hoje 54% dos eleitores -não importando em quem eles votam- acreditam que a vitória será de Obama. Apenas 30% fazem a aposta em McCain. Jogar com baixas expectativas, às vezes, é uma vantagem.





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