iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

ULTIMO SEGUNDO

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Bento 16 estará relativamente em casa, na visita aos EUA

15/04 - 07:21 , atualizada às 11:36 16/04 - Caio Blinder, de Nova York

NOVA YORK- O papa Bento 16 é implacável para condenar o "relativismo moral", mas muita coisa é relativa. O sumo pontifície está iniciando nesta terça-feira sua viagem (a primeira) de seis dias aos EUA. Em comparação à crise do catolicismo na Europa, as coisas vão relativamente bem nos EUA, que têm a terceira maior população católica do mundo, depois do Brasil e do México.

 

Cerca de 1/4 dos norte-americanos são católicos e a proporção se mantém. Existe a evasão de fiéis, mas ela é compensada pelo influxo de imigrantes, em particular da América Latina.

A Igreja católica americana está assolada por varias crises como desafios à teologia oficial, um rebanho que adota a doutrina à sua conveniência (os fiéis americanos são mais liberais do que o Vaticano gostaria), fechamento de paróquias e novos casos de abusos sexuais envolvendo clérigos, seis anos depois da revelação de um amplo escândalo de pedofilia, centrado em Boston.

Mas, de novo, tudo é relativo. Bento 16 pode se consolar com uma dinâmica Igreja católica nos EUA, ainda capaz de resistir a uma sociedade cada vez mais secular e materialista. Cerca de 1/3 dos católicos nos EUA frequentam regularmente a igreja. Na Europa, são 10%.

Em nenhum país rico, a religiosidade é tão vibrante como nos EUA e para o Vaticano é uma felicidade a presença da crença religiosa na vida pública americana. Basta ver que mesmo na campanha eleitoral, os democratas não hesitam em assumir sua fé religiosa, embora, para o desencanto papal, tanto Hillary Clinton como Barack Obama sejam a favor do aborto.

Com o presidente de plantão, o republicano George W. Bush, existe a promessa de uma "química" melhor do que se imagina. Espera-se que publicamente o papa seja menos crítico da guerra do Iraque durante esta visita aos EUA. O Vaticano se opôs à invasão de 2003.

Na ocasião, Bento 16 era o cardeal Joseph Ratzinger e descartou a intervenção militar como uma guerra justa, mas hoje ele está preocupado que uma apressada retirada das tropas americanas traga mais caos e violência, em particular contra a acuada e cada vez menor minoria cristã no país.

Há também outros pontos de relativa (e absoluta) afinação com o governo conservador de Bush. Existe acordo sobre a necessidade de um amplo combate contra o radicalismo islâmico, apesar dos riscos de se configurar como uma cruzada política.

Os laços entre o Vaticano e a Casa Branca também estão fortalecidos nas questões como oposição ao aborto e pesquisas com células-tronco. Bento 16 ficou satisfeito com a escolha de duas católicos conservadores para a Corte Suprema (o presidente John Roberts e Samuel Alito).

O papa conservador completará 81 anos nesta quarta-feira. Estar em um país como os EUA é um bom presente de aniversário para ele.

Leia mais sobre papa Bento 16





US Multimídia


Publicidade


Enquete