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Políticos moralistas insistem em chocar com sua hipocrisia

11/03 - 07:00 - Caio Blinder

NOVA YORK- Moralismo na política é obsceno, em particular quando seus paladinos são aqueles que se prostituem na hipocrisia. O escândalo do governador democrata do estado de Nova York, Eliot Spitzer, segue o figurino. Ele fez a carreira baseada na pregação da retidão ética e agora foi flagrado por seu envolvimento com uma rede de prostitutas de alto luxo (US$ 5.500 a hora).

Um político conhecido como Mr. Clean agora é o cliente número 9, de acordo com as gravações armadas por autoridades federais. Na segunda-feira os americanos foram submetidos ao constrangimento do pronunciamento pós-escândalo.

Como em casos recentes dos senadores republicanos Larry Craig (que teria flertado com um policial no banheiro de aeroporto) e David Vitter (o sexo mais convencional com prostitutas), Spitzer estava lá ao lado da esposa para fazer penitência pública.

Todos forçados a escutar o caçador implacável de farsantes e escroques pedindo tolerância e dizendo que o fundamental são as "idéias" dos servidores públicos e não a sua vida privada. Spitzer subiu na vida política graças a espetaculares investigações (como esta na qual é a vítima) no cargo de procurador-geral do estado de Nova York

Sua especialidade eram crimes financeiros. Ganhou a alcunha de xerife de Wall Street, mas ele prosperou também com as cruzadas de moralidade. Em 2004, se mostrou indignado ao dar os detalhes do desmantelamento de uma rede de prostitutas de alto luxo (como esta da qual era cliente). Spitzer queria voar alto. Ambicionava até a Casa Branca. Chegou a alguma quadras do poder supremo, quando frequentava o hotel Mayflower na condição de cliente número 9.




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